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Popular Café Madruga com 62 anos tem novo visual e está agora na Rua do Provedor

O popular Café Madruga tem agora novo visual e nova localização, mas continua a ser local de encontros e de tertúlia de amigos e futebol. O negócio, que foi dos pais de Carlos Correia está agora na Rua do Provedor, n.º 5.

Carlos Correia, de 53 anos de idade é empresário em nome individual desde o dia 4 de Abril de 1991. Na Rua Direita de Santa Catarina, 57, o Café Madruga esteve ali durante 62 anos. O último dia no antigo espaço foi no passado dia 21 de Janeiro. “Foi um dia de muitas emoções, porque foi o dia que nunca esperei que viesse a acontecer. Foi um dia triste para mim, mas também para muitos amigos. Era um café pequeno, mas que tinha muita identidade, frequentado por gente proactiva, de gente disponível que considero família. Era aquele verdadeiro café típico de bairro, onde uma das maiores emoções, que tive naquele dia, foi uma vizinha minha, de 86 anos, a chamar-me, chorava, porque tinha ouvido falar que o café ia fechar. Foi um sentimento forte, porque sabia que as pessoas tinham algum carinho por mim, só que não sabia que era assim tanto”, relevou.
“Havia uma relação de confiança difícil de se explicar, mas para além dos turbilhões de emoções foi também um dia muito bonito, de despedida, é certo, mas de muita fraternidade”, acrescentou.

Um novo recomeço

O dia imediatamente a seguir (22 de Janeiro) marcou o início de uma nova fase, na já longa história do Café Madruga. A nova localização foi sendo preparada com muita antecedência, “quase quatro meses”.
Por estes dias, os habituais clientes do Café Madruga não esquecem o Carlos Correia, muito menos o colaborador Marco. “Já era expectável que surgissem novos clientes, o que é de louvar, mas ao mesmo tempo muito gratificante ver, que todos aqueles amigos, clientes, que sempre estiveram connosco também vêm. Não é com tanta frequência como lá em cima, como é óbvio, porque também fica desviado, mas vêm”.

Cardápio aumentou

O cardápio aumentou, surgindo agora as bifanas, os hambúrgueres, as baguetes, mas, de igual modo, a sopa do dia.
Os restantes produtos da ementa, para além do café e da cerveja, é a pastelaria, as sandes, os salgadinhos, sem esquecer os saborosos tremoços, para os dias de futebol, que permanecem.
De referir, que o anterior Café Madruga começou por ser explorado pelo pai do nosso entrevistado, em 1965. Com a morte do seu pai, em 1988, Carlos Correia começa ali a trabalhar, ficando depois a explorar o Café Madruga.
Ainda antes do Café Madruga, os seus pais, António Correia Branco e Lucília Jesus Câmara começaram a trabalhar num quiosque de gelados, que chegou a existir no Campo de São Francisco, que era de João Carreiro, da fábrica de Gelados Esquimó.
Desse tempo, Carlos Correia guarda com muita saudade, por exemplo, uma das inaugurações do Estádio de São Miguel, com um célebre Sporting – Benfica, a 21 de Abril de 1976. Com casa cheia, a mãe e o pai não tiveram mãos a medir, quando tiveram de vender gelados, mas foi o primeiro grande dérbi que Carlos Correia assistiu ao vivo.
A outra inauguração do Estádio de São Miguel foi, de âmbito regional, a 18 de Abril de 1976, num domingo de Páscoa.

O segundo cliente do novo Café
foi o amigo Ricardo Pacheco

E porque de futebol também falamos, realce-se que o segundo cliente do novo Café Madruga foi Ricardo Pacheco, actual Presidente do Clube Desportivo Santa Clara. “Nesse dia abri às 06h00, já tinha um cliente quando ele veio tomar café às 06h05 minutos. É um grato amigo de infância”.
No presente, Carlos Correia teve a necessidade de contratar mais um colaborador, Rafael. “Da parte da manhã e na hora do almoço há muito movimento, e tínhamos de ter capacidade de resposta, mas as coisas estão a correr relativamente bem, estou a gostar e estou feliz, que é o mais importante”.
Mudam-se os tempos, mudam-se os horários e o Café Madruga funciona agora das 06h00 às 22h00, todos os dias, menos aos domingos, que passou a ser o dia de descanso, folga que há muitos anos, Carlos Correia não tinha. “Já descanso ao Domingo e isto acontece-me pela primeira vez, porque sempre trabalhei todos os dias”.
Casado e pai de dois filhos, Carlos Correia tem os seus clientes também como amigos, muitos deles, considera família, pois passava mais tempo com eles, do que propriamente com os seus familiares. “Também já estou numa idade, que necessito de algum descanso para poder estar também com a família”.
Sobre o futuro, diz que “a Deus pertence”, mas espera “continuar a ter saúde para continuar a trabalhar”.

Marco Sousa

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