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Vírus – TrumPutXi – 24


A sua propagação poderá ter um impacto geopolítico global de repercussões imprevisíveis.
Ainda maior do que o vírus da Covid-19 teve na saúde pública da Humanidade.
Em escassos dois anos foi possível descobrir a vacina que veio contribuir para salvar milhões de seres humanos.
Contudo, para erradicar o TrumPutXi -24 a única vacina capaz é a da força da Democracia e a sua vitória.
Como os factos históricos o comprovam.
Triângulo autocrático diabólico nacional – comunista, sucedâneo do nacional-socialista, onde linhas vermelhas se cruzam para na intercepção potenciarem o eclodir da apocalíptica confrontação mundial – nuclear.
Quando em 2016 Trump ganhou as eleições na América, com o apoio de Putin, autocrata que já havia ocupado a Crimeia, os países do leste europeu, entraram em pânico, perante a passividade da maioria dos países da União Europeia.
Putin faz por herdar a metodologia estalinista da eliminação física de opositores políticos. Alexei Navalny foi o exemplo mais recente.
Hoje sabe-se que a grande maioria dos eleitores americanos que se identificam com os republicanos aprovam o desempenho de Donald Trump, não obstante estar a contas com a justiça.
No Atlântico Norte os Açores voltarão a estar no centro dos “olhares” geopolíticos globais e dos especialistas em estratégia, quer representem as autocracias ou os resistentes das democracias, perante o avanço do vírus TrumPutXi-24.
Trump votar, democracia vacilar, direita radical normalizar, e depois… mundo civilizado existirá?
Sombras de chumbo de bolsonaristas, putistas e trumpistas ou (a)venturistas, irão pairar sobre Portugueses e Açoreanos, que devem parar, escutar e olhar, e não atravessar vias vertiginosas que só ao caos e ao medo conduzem.
E se Trump voltar a ganhar as presidenciais na América em Novembro de 2024?
Se tal ocorrer o pesadelo será maior. Quem o diz são antigos seus colaboradores.
Como bom aluno de Steve Bannon, o ideólogo do populismo da contemporaneidade, Trump já nos habituou a afirmar algo hoje e o seu contrário amanhã, daí o role de incógnitas que irão emergir nas relações internacionais.
Será que voltará a tratar as Nações Unidas como quase “não existentes”, retomando a atitude negligente de subestimar as respectivas resoluções e ameaçando reduzir o seu financiamento?
Retomará o prenúncio de reduzir o apoio à Nato, forçando Kiev a um acordo com Putin, cedendo os territórios ocupados pelos russos, deixando os aliados europeus à beira dum ataque de nervos?
Recentes declarações de Trump assim o confirmam.
Será que irá continuar a afrontar o regime comunista chinês e idolatrar a sua vertente capitalista, convidando Xi para mais uma partida de golfe na Florida?
São tudo incógnitas, dada a personalidade instável deste “actor”, para além de ser mais um pragmático “homem de negócios”, do que um Estadista de vértebra.
Alguns observadores republicanos temem que Trump, caso seja eleito, procure tentar, qual ditador, travar os casos judiciais nos quais está envolvido e até vir a conceder indulto aos atacantes do Capitólio, assim como instrumentalizar o Departamento de Justiça para perseguir os seus adversários políticos.
Se Trump ganhar as repercussões internas na maior Democracia do Mundo serão enormes, colocando a sociedade livre americana em causa, fazendo alinhar a América de Lincoln, Roosevelt ou Kennedy, com as maiores autocracias mundiais, como a China ou a Rússia.
O mundo político, a par das alterações climáticas, poderá vir a caminhar para uma tenebrosa hecatombe, a não ser que as elites esclarecidas, responsáveis, verdadeiras, democratas e respeitadoras dos direitos humanos e internacionais, venham a ser a vacina que erradicará o vírus TrumPutXi – 24.
Em Portugal os portadores deste vírus, têm em algumas circunstâncias demagógicas e mentirosas, vindo a invocar algumas personalidades que no passado combateram o alastramento de vírus semelhantes, como foi o caso de Sá Carneiro, genuíno e verdadeiro social – democrata.
O cenário neste momento na América, aponta para o triunfo do “trumpismo”, que na versão de insuspeitos observadores:
“se trata duma corrente que aparenta transcender o próprio homem que lhe empresta o nome, de traços nacionalistas e conservadores, inspirando e motivando movimentos de direita radical e populista, espalhados pelos quatro cantos do mundo, pondo em risco as democracias liberais ocidentais”.
Trump, cujo genro é judeu, não se coíbe de projectar tiradas nazis, quando se dá ao prazer de falar sobre a “de pureza de sangue” ou impropérios fascizantes como sejam “a caça a adversários políticos”.
A crescente polarização na América, tem levado alguns comentadores a prever uma eventual segunda guerra civil, com consequências imprevisíveis e com largas repercussões planetárias.
Será o fim da Grande Nação Americana da Democracia e da Liberdade, cuja estátua postada na entrada da cidade de Nova York, testemunha esse enorme valor da Humanidade?

António Benjamim

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