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“ Flor do Buriti’”, filme de João Salaviza premiado em Cannes tem antestreia nos Açores a 27 de Fevereiro nacional nos Açores

Após a sua estreia mundial em Cannes, o filme, da realizadora brasileira Renée Nader Messora e do português João Salaviza, tem antestreia nacional no Teatro Faialense no próximo dia 27 de Fevereiro, às 21h00. Chega às salas de cinema portuguesas a 21 de Março.
Este filme protagonizado pelo povo indígena Krahô, venceu, em 2023, o Prémio de Elenco na Selecção oficial do Festival de Cannes – “Un certain regard”; Melhor Longa-metragem na competição internacional do 64.º Festival dei Popoli, em Florença; e o Cinevision Award, em Munique.
O filme reflecte sobre a relação dos Krahô com a terra “e em como essa relação evoluiu através dos tempos”. Desde de 1940 que este povo é alvo de perseguição e de todo o tipo de violência e “a sua forma de vida e os territórios que habitam continuam ameaçados pela pressão do agronegócio e da lógica extractivista a que os países do grande sul ainda são sujeitos, herança e permanência de um passado colonialista”. No entanto, “guiados pelos seus rituais ancestrais, pelo seu amor pela natureza e pela sua luta para preservar a liberdade, os Krahô reinventam diariamente novas formas de resistência”.
A escolha da illha do Faial pata a antestreia nacional deste filme foi impulsionada pelo papel da Região enquanto “ponto de passagem para as sucessivas viagens de colonização e ocupação dos territórios ocupados no continente americano. Não só “pela simbologia da sua localização, entre dois continentes, mas sobretudo pelo peso histórico na relação entre Portugal e o Brasil, os Açores são um excelente lugar para pensar nos desequilíbrios construídos no passado, nas consequências que eles continuam a ter no presente e em formas de resistir e de criar um futuro de melhor relação entre humanos entre si e com os não humanos”.
João Salaviza é um realizador português com reconhecimento internacional pelo seu trabalho cinematográfico de cariz político-social. Venceu a Palma de Ouro de Cannes com a curta-metragem de ficção “Arena” e um Urso de Ouro, em Berlim, com a curta-metragem “Rafa”. Vive desde 2015 entre Portugal e o Brasil, ao lado dos Krahô. Renée Nader Messora é uma realizadora brasileira que trabalha com a comunidade Krahô desde 2010 “colaborando na utilização do cinema como ferramenta de autodeterminação e fortalecimento identitários dos jovens”. Renée e João estrearam em 2018 o filme realizado por ambos “Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos” no Festival de Cannes, onde receberam o Prémio Especial do Júri – Un Certain Regard.
Os dois realizadores estarão presentes na cidade da Horta para a antestreia nacional, organizada pelo Cineclube do Faial.

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