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Limpeza precisa-se

Ultrapassado o escusado quiproquó sobre a utilização do campo de futebol do complexo desportivo das Laranjeiras, em Ponta Delgada, pela equipa de Sub-23 da Santa Clara, Açores, Futebol SAD, temos desde 12 de Dezembro cinco jogos ali realizados e marcados mais três, coincidindo, a 26 de Abril, com o fecho do apuramento para a Taça Revelação.
O número de espectadores tem sido razoável, assinalando-se a presença de estudantes da escola das Laranjeiras.
Mas há estados que destoam. Com transmissões directas de todos os jogos pelo Canal 11 ou pelas redes sociais da estação televisiva da Federação Portuguesa de Futebol, o que os telespectadores observam, para além das peripécias de cada desafio, são os muros das bancadas a precisarem de uma pintura que requerem há muitos anos. Passa um mau aspecto. Fica a imagem de desleixo e de falta de manutenção.
O descuido com a limpeza no acesso e nas bancadas é outra aparência negativa.
Como a foto documenta, as ervas rodeiam as únicas escadas que conduzem às bancadas.
No último jogo com o Rio Ave, a 13 de Fevereiro, as folhas das árvores e os musgos sedimentados pela ausência de limpeza proliferavam nos assentos de cimento.
Outra anomalia, que foi transitória, relaciona-se com a falta de água quente nos balneários aquando do jogo com o Rio Ave. Os elementos do Serviço do Desporto de São Miguel constatando o problema, providenciaram a utilização dos balneários do pavilhão, apesar da distância para o campo ser cerca de 200 metros. Como as equipas já estavam instaladas, permaneceram nas cabinas do campo. Os últimos a tomarem duche, entre os quais os elementos do trio de arbitragem, fizeram-no com água fria. Valeu uma multa à SAD do Santa Clara de 51€, porque foi reduzida a metade.
Se há manutenções a necessitarem de cabimento orçamental e de uma burocracia que alimenta a demora nas resoluções, a limpeza é uma questão de honra.
VOLEIBOL DAS ILHAS DE SÃO MIGUEL E DA TERCEIRA está ausente do apuramento do campeão sénior feminino que hoje termina na ilha do Faial.
As ilhas com maior número de habitantes não conseguiram ter uma equipa sequer para competir pelo ceptro regional, que conduz à participação na próxima época na zona Açores da Segunda Divisão nacional.
Não é a primeira vez que a Associação de Voleibol de São Miguel não se faz representar. Nos tempos mais recentes por duas ocasiões. Em 2020/21, a Associação Desportiva da Ribeirinha foi impedida de competir porque uma atleta acusou Covid antes da prova. Na época anterior (19/20), também não houve uma equipa federada em condições de participar.
Estas ausências retomam o velho dilema de formação…para quê? Formar no desporto tem como objectivo a transição de muitos praticantes até ao escalão sénior. O que se constata no voleibol como noutras modalidades e já no futebol, é a ausência de jogadores locais, que na época de 22/23 se cifrou em 67% por abandono precoce, sendo de 33% os que foram estudar para fora do arquipélago.
Apregoam a aposta na formação, mas sem continuidade é deitar dinheiro ao lixo.
Refira-se a existência de uma equipa na Primeira Divisão nacional (Clube K com poucas ou nenhumas locais) e de duas na zona Açores da Segunda Divisão (Associação da Ribeirinha e Internacional Volei Açores, formadas por açorianas). Nas provas de ilha é que é zero!
DESPERCEBIDOS passaram os títulos de campeões dos Açores de corta-mato conquistados há uma semana por atletas da ilha de São Miguel na categoria de Sub-23, seniores e de veteranos.
Gonçalo Cabral, natural da Fazenda, de Nordeste, mas a representar o Juventude Ilha Verde e treinado pela antiga glória micaelense da modalidade, Aires Silva, superiorizou-se nos 10 mil metros no circuito da pista de cross da escola secundária Manuel Arriaga, na Horta. O jovem de 19 anos correu em 41m16s, seguido de Luís Pimentel, da Associação Cristã da Mocidade, de Angra, com 43:32, e de Marcelo Salgueiro, do Clube Ilha Azul, com 45:51. Este atleta foi campeão açoriano entre 2018 e 2020.
Gonçalo Cabral quebrou a hegemonia dos últimos 6 anos dos atletas faialenses. Dário Moitoso foi o campeão entre 2021 e 2023.
Em femininos, a dominadora das corridas nos Açores, Andreia Silva, do escalão de 45 anos de idade, repetiu o primeiro lugar do ano passado. Correu os 6 kms em 27m56s. Foi seguida de Márcia Pavão (Veterana do escalão de 35 anos), do Clube de Atletismo da Terceira, com 31:34, e de Carla Pereira (Veterana do escalão de 50 anos), do Ilha Azul, com 40:29.
As atletas da selecção de S. Miguel venceram as últimas 5 edições. Joana Durão ganhou por 4 vezes seguidas.
No sector feminino são as atletas do escalão master (veteranas) que alimentam as competições.
Estes campeonatos têm um figurino que perdeu o interesse. Participam os atletas campeões desde os Sub-14 aos masters, em selecções de cada uma das três ilhas com provas federadas, com a Associação organizadora a poder apresentar um maior número de corredores.
Já lá vai o tempo em que os regionais de corta mato contavam com dezenas de participantes, oriundos de várias ilhas, transmitindo grande emoção às corridas.
É altura de mudar estas provas que têm mesmo de passar despercebidas pelo pouco interesse que despertam.

José Silva

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