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Do meu olhar!: Onde vamos parar?

  1. Eleições! Temos pela frente eleições, no dia 10 de Março, para a Assembleia da República, com vários partidos a concorrer. Desde os primórdios da Autonomia foram eleitos apenas deputados do PSD e do PS, o que não quer dizer que agora não seja diferente. As equipas de candidatos dos maiores partidos são lideradas por Francisco César (PS) e por Paulo Moniz (PSD). Das propostas de César realce para o seu empenho para que “todos tenham a certeza que não podendo um doente ser tratado na Região, seja tratado, sem demoras e custos, no Continente”. Paulo Moniz que enfrentou com garra e competência o delírio centralista defende “ uns Açores em primeiro lugar”, afirmando que o Governo da República revelou falta de vontade, centralismo, autoritarismo e mesmo um profundo desleixo”. Foi uma luta inglória em quase todos os momentos: a nova cadeia ficará para 2028/ 2030; os estragos do furacão Lorenzo ainda estão por receber e a obra por fazer; continua a nebulosa sobre a substituição dos CABOS SUBMARINOS; os cidadãos açorianos continuam a pagar avultadas quantias por uma passagem na SATA ou na TAP e esperam meses para receber a diferença desembolsada. Não admitem que o governo dos Açores tenha participação nas questões do nosso MAR e do ESPAÇO AÉREO e a revisão da Lei de FINANÇAS REGIONAIS vai sendo adiada, apesar de fundamental para o desenvolvimento e equilíbrio do ORÇAMENTO REGIONAL. São muitos os edifícios do ESTADO português ao abandono e em estado deplorável como é o caso da Alfândega de PDL. A esperança é sempre a última a morrer!
  2. IMPOSTOS. APESAR DOS ELEVADOS IMPOSTOS que os cidadãos pagam, como escreveu a conhecida cronista do EXPRESSO, Clara Ferreira Alves, o SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE tem ainda quase DOIS MILHÕES de pessoas sem médico de família e em certos HOSPITAIS do Continente, apesar das triagens, as URGÊNCIAS são igualmente caóticas e demoradas e o PROBLEMA DA HABITAÇÃO apresenta-se caótico. E sugere que António Costa “deveria manter nesta campanha um prudentíssimo silêncio, em vez da pose de senador que continua a dizer coisas”, o mesmo acontecendo com a aparição de Passos Coelho, que era dispensável. Diz o EXPRESSO ECONOMIA que “ das contas já reveladas, os lucros dos bancos somam muitos milhões de euros, e alguns são mesmo recordes”. As receitas do crédito à HABITAÇÃO contribuem em muito para aquele cenário, sublinhando -se “os encargos exigidos aos clientes, que são bastante elevados”. Em nossa humilde opinião os brutais lucros deveriam merecer um tratamento que possibilitasse ao ESTADO beneficiar de uma percentagem destas receitas para, por exemplo, fortalecer o orçamento da SAÚDE e da Ação Social destinada aos mais desalentados da sociedade. O mais recente lucro que veio nas páginas dos jornais foi precisamente o da GALP que “em 2023 obteve um lucro de €1002 MILHÕES, mais 14 por cento do que em 2022”. Os políticos agora falam em choque fiscal, no caso concreto o PSD de Montenegro. É preciso habilidade, serenidade e vontade férrea para derrubar os entraves e os interesses mesquinhos de uns tantos! A ver vamos…
  3. Romeiros. Na minha última crónica fiz uma judiciosa e ponderosa referência aos nossos romeiros e à rica e apreciada herança que nos legaram os nossos antepassados. Com justiça e com equilíbrio, aos limites do ser humano, à roda da fé que nos anima. Na novena dos Espinhos que se realizou nesta última semana no Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres, um dos pregadores, padre Dr. Hélio Soares, pároco da Vila das Capelas, na sua bem preparada homilia, teceu judiciosas referências aos nossos romeiros e às nossas romarias, mas mostrou a sua estranheza pela forma como decorre a publicidade das mesmas, tendo exemplificado que um vídeo de um determinado rancho havia demorado 3 horas nas redes sociais. Na opinião do pregador, chegou-se a um exagero que pode prejudicar a imagem desta centenária devoção quaresmal porque mesmo nos momentos de descontração e de oração meditada e silenciosa, são os romeiros focados e filmados em permanência e exagero! Uma foto, duas ou três dos momentos mais marcantes da peregrinação daria, a nosso ver, para lembrança e memória futura porque ninguém vai numa romaria quaresmal, com sacrifício e devoção, à espera de fotos ou vídeos com registo das mais diversas posturas de rosto e de corpo inteiro! Não sei se em todos os ranchos é assim. Torna-se, por isso, necessário que a coordenação das romarias reveja esta posição com equilíbrio e ponderação para não se perder a verdadeira imagem e o encanto destes nossos penitentes, na sua devoção e fé ancestral e na unção que cada um suporta nesta peregrinação. Sem espalhafatos e insistentes gravações de imagem!
    Isto já para não falar nas prebendas e ofertas de Juntas e outras agremiações de refeições pelas almas! E lá se vai o espírito genuíno de sacrifício e penitência!
  4. Medo na cidade. Na verdade esta nossa cidade está a ficar alindada por um lado e perigosa por outro! Se não vejamos: foi arrombada esta semana uma casa na rua onde moro, no centro desta cidade maior dos Açores e, como foi de madrugada, nem se sabe se a polícia lá acorreu depois de um vizinho alarmado ter telefonado duas vezes a informar da ocorrência! Durante todo o santíssimo dia, como diziam os antigos, consomem produtos sentados à soleira das portas no maior descaramento e desfaçatez! Daqui a pouco ninguém poderá sair de casa com segurança! Vejam o que acontece diariamente no Largo 2 de Março, à roda do Liceu e na Calheta. E noutros sítios e lugares. O Campo de São Francisco de há uns tempos para cá está polvilhado de gente desamparada e abandonada à sorte e ao vício. Até parece que aquele importante espaço da cidade foi invadido, apesar das queixas e queixumes e das reuniões e assembleias a debater esta desgraça. As Igrejas já se ressentem. Não se sabe se este doloroso ambiente terá alguma coisa a ver com o rendimento mínimo e com as políticas gritadas de algum dos pequenos partidos que enxameiam o Parlamento e que o governo acabou por levar avante! Era bom que eles mesmos estudassem e pesquisassem este verdadeiro “terramoto social” e ajudassem na sua concreta solução! Antes que seja tarde!
  5. PERGUNTA. Onde estaria o presidente da Câmara de Vila Franca do Campo, Ricardo Rodrigues, que não compareceu ou não foi convocado para a reunião com Berta Cabral, com o Diretor Regional de Obras Públicas, Pedro Azevedo e o Presidente da Junta de Freguesia de Água d’ Alto, Emanuel Santos para estudo das hipóteses de trânsito na Rua da Cruz, que parece ser uma cruz para os seus habitantes?
    Em finais de Fevereiro de 2024 Eduardo de Medeiros
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