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Faleceu do Padre João Luciano

Faleceu na madrugada de ontem, no Hospital Internacional dos Açores, na Lagoa, aos 82 anos o Padre João Luciano. O sacerdote natural da Ponta Garça, era conhecido pelo “seu bom trato e disponibilidade”. O padre João Luciano entrou no Seminário Episcopal de Angra do Heroísmo de Angra do Heroísmo em 1959 com 17 anos de idade e foi ordenado sacerdote em 1968. A sua primeira colocação foi como vigário paroquial de São José, em Ponta Delgada. Depois, foi pároco na freguesia da Fazenda do Nordeste, onde foi fundador e primeiro director da Escola Preparatória.

Mais tarde, foi colocado na Relva, paróquia que acumulou com a Covoada. Voltou a São José como vigário paroquial e foi o primeiro pároco da nova paróquia de Nossa Senhora de Fátima. O Padre João Luciano acumulou sempre o ministério sacerdotal com o ensino, ministrando a disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica na escola do Nordeste e depois na Escola Canto da Maia.
O velório será na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Ponta Delgada, a partir das 11h30 até à meia-noite. Ás 18h30 de ontem foi rezada a oração de vésperas, seguida de Missa. A Missa exequial será às 9h00 de de hoje, sexta-feira, seguindo-se o funeral para Ponta Garça.

Falecimento do Padre João Luciano

A morte acompanha a vida, mas quando ela chega e faz baixar à terra aquele que foi por ela escolhido, fica depois um vazio que só o tempo se encarrega de preencher, aquecendo o coração dos que ficam com as lembranças e saudades que são eternas.
A notícia chegou anunciando o falecimento de um amigo de longa data que desta feita é o Padre João Luciano, pessoa com quem ao longo da vida partilhamos bons momentos, procurando sempre fazer mais e melhor, cada um com a missão que era confiada, e que se tornou numa amizade perene.
O Padre João Luciano, além da sua incumbência apostólica, era uma pessoa que sabia ouvir as pessoas e depois transmitir a mensagem, criando desse modo a ponte entre a fé e a esperança tão necessária naquela altura, tal como é também no presente. Era um amigo com quem ao longo da vida, sempre que possível, nos encontrávamos para “meditar” e aquilatar a temperatura que ia na sociedade, para que, pela acção e pela palavra, se conseguisse semear o que depois germinasse na consciência de cada um, tornando-o num genuíno arauto da esperança da partilha e da verdade.
O Padre João Luciano além de ser um companheiro contínuo, foi um formador de várias gerações que certamente nesta hora de partida, se curvarão perante o sacerdote que soube ir à frente da Igreja, mantendo as linhas mestras por ela usadas, mas adaptando -as ao evoluir da sociedade e às necessidades de cada um. Obrigado Padre João Luciano pela amizade que é infinita e por isso continua depois da tua partida para a eternidade. Aqui deixo, na qualidade de amigo e de Director do Jornal Correio dos Açores, o meu profundo pesar pelo falecimento do amigo e do Padre João Luciano que andou sempre à frente dos acontecimentos.

Américo Natalino Viveiros

Num abraço já com saudade!

Morreu o Padre João Luciano.
Amigo de uma vida, desde os meus dez anos. Deixa-me sem palavras, apenas com a certeza de que a Fé é o único suporte quando sentimos que vamos ficando cada vez sós neste mundo.
O Padre João Luciano Couto Rodrigues, foi para mim, sempre, o João Luciano. De Ponta Garça! Da terra onde o sol nasce primeiro para o concelho de Vila Franca e que se agiganta, ali mesmo, como irmã maior da minha pequenina e querida Ribeira das Tainhas! De (quase) família! Seu tio José Rodrigues e esposa, Natália Pacheco Rodrigues, foram meus padrinhos de baptismo! Do Seminário, onde nos encontramos em Angra, em 1961, e onde, em 1963, era ele meu Monitor, (irmão mais velho que nos ajudava no dia-a-dia) chorámos juntos, no dia 3 de Junho, à tarde, a morte de João XXIII, Mater Mea, Fiducia Mea, o Santo do “aggiornamento”!
Em 1968, mais um grande grupo de seminaristas e amigos, com ele tive a alegria de uns dias de verdadeira e inolvidável presença na semana da sua Missa Nova, na Igreja de Nossa Senhora da Piedade.
E depois… depois foi um encontro contínuo, espaçado, mas sempre marcado de presenças e de muita sinceridade e afecto. Em São José; na Relva, onde com ele dirigi algumas vezes o coral de Nossa Senhora das Neves; na Covoada, nas Sete Cidades e mais recentemente na Senhora de Fátima do Lagedo, onde deixou marco histórico da criação daquela Paróquia. E sempre sem esquecer o amor que devotou à sua Ponta Garça, que o fazia regressar sempre, e com o mesmo espírito de generosidade repartia o seu tempo com a Paróquia do Menino Jesus, onde nos encontrávamos, ele a celebrar e eu a dirigir o canto e a ser organista.
Como na vida há muitos caminhos cruzados, o Padre João Luciano Couto Rodrigues foi também um comunicador nato, pela palavra e pela disponibilidade. Nunca, na minha vida de jornalista, eu ou qualquer dos meus e das minhas colegas de profissão, no Correio dos Açores, encontrámos a porta fechada ou o telefone desligado.
E como não tenho ouro nem prata para assinalar o dom dessa vida que agora encontrou o outro lado da existência, sinto que só há uma palavra para este momento: um obrigado humano e uma certeza divina: “Eu estarei convosco até ao fim dos tempos” (Mt 28, 20). Não sei quando será “o fim dos tempos”, mas sei que Ele está connosco! E está, de forma muito especial quando mesmo na dor celebramos o dom do serviço, tantas vezes anónimo, esquecido e – porque não dizê-lo – incompreendido e ignorado!
O Padre João Luciano distinguiu-se por ser ele mesmo, no seu estilo simples e popular, sempre presente, mas ao mesmo tempo sempre respeitador do espaço de liberdade de cada um. Aliar frontalidade com caridade nem sempre é fácil, principalmente quando estão em causa questões morais e de difícil conjugação com leis e determinações. Decidir, sofrendo, deve ser o maior drama de um padre do nosso tempo! Mas nem isto lhe tirava o sorriso de acolhimento que lhe conhecemos e recordaremos.
Uma vida! Um átomo de tempo na grandiosa obra a que todos somos chamados de uma maneira ou de outra. Ao olhar, e agora ao recordar o Padre João Luciano, sinto, pessoalmente, sempre, um regresso ao tempo de todos os ideais, ao tempo dos sonhos do Vaticano II, ao tempo de uma Igreja sem sacristia, lugar de alegria, tendo como único limite o “Hino do Universo” proclamado por Teillard de Chardin, nosso ídolo de juventude.
Padre João Luciano Couto Rodrigues! Terminou o seu percurso terreno, travou o “Bom combate” e junta-se à galeria dos que vivem no coração de quantos amou e de quantos o amam!

Santos Narciso
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