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“Nunca me tinha passado pela cabeça que algum dia pudesse vir a ser chaveiro”

Em Ponta Delgada, a Casa das Chaves, na Rua da Vitória é um local onde se pode encontrar uma ampla variedade de materiais relacionados com ferragens, ferramentas, chaves, fechaduras, cofres, entre muitas outras opções que satisfazem as necessidades de todos clientes.

Com um vasto conhecimento na área das chaves, o proprietário Gualberto Medeiros Caetano é acompanhado pelo filho e pelo genro, competentes no trabalho que desempenham.
Com 63 anos idade (quase a comemorar mais um aniversário no mês de Abril), o nosso entrevistado releva, que a Casa das Chaves fará “25 anos no próximo ano”.

Gualberto foi em tempos marceneiro

No entanto, nem todos sabem que anteriormente Gualberto Caetano tinha sido marceneiro, especialista que produz objectos utilitários e, até mesmo, artísticos, como janelas, portas, retábulos, armários, cómodas, cadeiras, entre outros.
Os membros da sua família foram marceneiros, tanto do lado do seu pai como da mãe e assim Gualberto Caetano prosseguiu durante algum tempo. No entretanto, há uns 28 anos atrás, começaram a chegar à ilha mobílias do continente, a preços que a Marcenaria Caetano não podia fazer concorrência e não houve “outra alternativa senão fechar a marcenaria”. Naquele tempo, a Marcenaria Caetano chegou a ter seis colaboradores.
Independentemente dos obstáculos da vida, Gualberto Caetano agarra a possibilidade de semear grandes áreas de terras de batata no concelho do Nordeste, isto porque a família tem ali terrenos.
Só que o cansaço das viagens, naquela altura que não havia auto-estradas levaram-no a repensar a vida. “Até hoje estou por saber como foi possível, porque foi uma luz do Senhor Santo Cristo abrir uma casa de chaves. Tanto foi, que abri no Sábado das Festas Senhor Santo Cristo e vai fazer para o ano 25 anos”.

“O nosso prato forte é ter
o que os outros não têm”

Sobre o negócio, até hoje não tem razões de queixas. “Graças a Deus, o negócio está a correr bem, mas sempre com um passo de cada vez para não correr sem destino certo”.
“O nosso prato forte é ter o que os outros não têm. Tento ter sempre as fechaduras de segurança, que os outros não têm, porque para ter igual aos outros, a concorrência vai ser desleal”, acrescenta.
Chaves para todos os gostos e para veículos automóveis também, cilindros, comandos de portões, pulverizadores de alta qualidade para desinfecção de grandes e pequenas superfícies, cadeados, máquinas e ferramentas, iluminação e material eléctrico até produtos multiusos, a Casa das Chaves tem tudo e mais alguma coisa.
Mas, se o futuro está garantido, com o filho e com o genro, “futuramente também” Gualberto Caetano espera poder contar, de igual modo, com a colaboração da sua filha.
“Nunca me tinha passado pela cabeça, que algum dia pudesse vir a ser chaveiro, mas acabei por ser e não estou arrependido”, destacou. “Agora é dar continuidade ao trabalho”.
Um chaveiro é o profissional responsável por fabricar e fazer cópias de chaves, trocar segredos e realizar manutenção de fechaduras, além de vender equipamentos de segurança como cadeados, traves e chaves personalizadas, que é o que Gualberto Caetano faz.

Espaço físico já começa a ser pequeno

Ao lado da Casa das Chaves funcionou uma oficina de veículos automóveis, que a família adquiriu ainda no tempo da pandemia. “Adquirimos esse espaço ainda durante a pandemia, mas foi uma altura complicada para fazermos o que quer que fosse. O actual espaço já começa a ser pequeno, mas planeamos um dia ter mais espaço, mas tudo a seu tempo”.
A Casa das Chaves funciona, todos os dias da semana, das 09h00 às 12h00 e das 14h00 às 18h00. Sábado e Domingo são dias de descanso.
A nossa reportagem testemunhou, que a Casa das Chaves tem sempre muito movimento, e deste modo Gualberto Caetano só tem tempo para falar com os fornecedores em horário pós-laboral. Para além disso, são ainda realizados muitos serviços fora da casa-mãe, em deslocações para arranjar de tudo um pouco.
O seu refúgio continua a ser o concelho do Nordeste, apesar de já não trabalhar nas terras. “Habitualmente, saímos daqui na Sexta-feira e regressamos no Domingo, porque não trabalhamos ao fim-de-semana”.
Gualberto Caetano é natural da freguesia de São Pedro, estudou na Escola Primária da Mãe de Deus e também na Escola Básica Integrada Roberto Ivens.

Marco Sousa

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