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Aftas orais: para as evitar, nada melhor que os estilos de vida saudáveis

As aftas orais (ou estomatite aftosa) são pequenas úlcera dolorosas que aparecem na mucosa oral, e com elevada frequência. Manifestam-se como pequenas lesões, de cor esbranquiçada, arredondadas, rodeadas por uma linha vermelha (sinal de inflamação) e desaparecem, regra geral, sem tratamento, ao fim de 10 dias. É o problema de saúde mais prevalente da cavidade oral.
É bastante comum que estas feridas se formem no tecido mole, particularmente no interior do lábio ou da bochecha, mas também se podem formar na língua ou no palato e até na garganta. Não confundir aftas com os chamados “sapinhos” dos bebés, isso não são aftas, mas sim uma infeção causada por um fungo que deixa no interior da boca e na língua pequenas placas esbranquiçadas de aspeto leitoso (os “sapinhos” exigem tratamento específico).
Há vários tipos de úlceras, as pequenas constituem 80% do total das aftas. O sintoma principal é a dor (sensação de queimadura); a afta tende a piorar quando a língua roça a ferida ou se ingerem alimentos quentes ou picantes; não são contagiosas. Há situações em que se impõe o recurso a uma consulta médica – quando persistem mais de duas semanas e aparece febre, inflamação dos gânglios do pescoço e existe uma sensação geral de mal-estar ao longo desse tempo.
Desconhecem-se as causas exatas das aftas, mas há fatores que podem contribuir para o seu aparecimento, caso do trauma oral (causado pela escovagem excessiva ou pela mastigação de alimentos duros) e até mesmo pelo uso de alguns medicamentos, como são o caso de anti-inflamatórios ou de certos anti-hipertensores.
É possível prevenir estas aftas orais? Mesmo sabendo que há medidas para minimizar ou aliviar a dor e o desconforto, a melhor prevenção tem a ver com o tratamento e comportamentos permanentes, como sejam: evitar alimentos ácidos ou mais agressivos para as papilas gustativas, preferindo alimentos de textura macia e de fácil mastigação; ter uma higiene oral regular, com recurso a gargarejos com soluções (elixires ou colutórios) apropriadas para alívio da dor e desinfeção da boca; usar uma escova de dentes média com cerdas macias, para não magoar a mucosa oral; cumprir as visitar de rotina ao dentista. E chegamos ao tratamento, pode recorrer-se a produtos que conferem proteção à afta, minorando o risco de uma agressão repetida. Da terapêutica não farmacológica estamos falados, há, com aconselhamento farmacêutico, a possibilidade de recorrer a produtos de aplicação direta, a produtos utilizados como antisséticos/anti-inflamatórios para bochechar e produtos para controlo da dor. Ao abordar o seu farmacêutico deve procurar expor com clareza o estado de saúde da sua boca: se tem dentes sensíveis a variação de temperatura, se as gengivas sangram com facilidade, se existem doenças crónicas que obriguem à toma de medicamentos e quais.
Não se deve escolher à toa elixires ou colutórios, pois não são todos iguais. Com a ajuda do seu farmacêutico, saberá qual o tratamento mais adequado para si e quais os cuidados a ter em conta na sua utilização.

Mário Beja Santos

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