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Pintada de vermelho…

…a jornada 13 do Campeonato de Futebol dos Açores (CFA), realizada entre sexta e domingo passados. E foi pintada a vermelho porque registaram-se 14 cartões vermelhos a atletas de cinco equipas. Doze deles foram directos, mas 9 por agressões entre jogadores nos jogos Praiense-Angrense e Vitória do Pico da Pedra-Juventude Lajense. O outro “vermelho” foi para um jogador do Benfica Águia, aos 77 minutos da partida com o Urzelinense.
Há situações de descontrolo emocional derivadas da tensão e da pressão que os jogos promovem, mas há outras, completamente escusadas, como as que assistimos ou vimos no “Teledesporto” da RTP-Açores.
Os praticantes que se envolvem em cenas lamentáveis, alguns pós jogo, esquecem-se dos prejuízos, principalmente desportivos, que causam aos clubes que servem. Com grupos de trabalho já reduzidos, vão enfraquecer as equipas nos jogos decisivos que se seguem.
A jornada 13 (coincidência!!!) desta edição fica marcada pela negativa na história do CFA.
Num levantamento que efectuei às 13 jornadas disputadas, foram mostrados 46 cartões vermelhos apenas a jogadores. Vinte e quatro diretos e 22 por acumulação de cartões amarelos.
Dos 46 “vermelhos” exibidos pelos árbitros, 35 foram a partir dos 80 minutos e 24 nos períodos de compensação depois dos 90m.
Estes números revelam que as partes finais dos jogos são as que suscitam um aumento de adrenalina, requerendo um trabalho de mentalização das equipas técnicas, que acredito seja feito, mas sem efeitos nos mais emotivos.
Nesta edição tem havido jogos com muitos cartões. Logo na abertura do campeonato, o Benfica Águia-Desp. S. Roque teve 5 carões vermelhos e 17 “amarelos”. Seguem-se o Angrense-São Roque com 3 “vermelhos” e 12 “amarelos”, o Urzelinense-Praiense com 1 “vermelho” e 11 “amarelos” e os encontros São Roque-Vitória e U. Micaelense-Urzelinense ambos com 10 “amarelos”.
Um panorama pouco abonatório!
AS ASSOCIAÇÕES DE FUTEBOL DOS AÇORES E DA MADEIRA ou foram coniventes ou apanhadas de surpresa com o modelo competitivo para a nova época da Segunda Divisão nacional do escalão Sub-15. A Direção da Federação aprovou o regresso das equipas campeãs dos Açores e da Madeira a um torneio concentrado, realizado em 4 ou 5 dias, com os dois melhores terceiros classificados das quatro séries continentais. Os dos primeiros qualificam-se para a fase final que contará com 10 equipas.
Se as Associações foram apanhadas de surpresa, o que me parece, estão na hora de lutarem para a intenção federativa não ir por diante, visto os formatos e os regulamentos estarem em consulta pública. Devem pugnar pelo que está implementado desde a época passada, com a presença dos campeões de Sub 15 das ilhas numa fase nacional, proporcionando-lhes jogarem 14 desafios com adversários de melhor valia.
Se foram coniventes, quem aceitou deve marchar em passo largo pela porta fora.
Não se admite pretenderem este retrocesso e mais esta descriminação.
Em breve voltarei ao assunto.
A ÁGUA QUENTE nos balneários do campo de futebol das Laranjeiras voltou a ser insuficiente para a maioria dos intervenientes na partida de Sub-23 entre o Santa Clara e o Portimonense, ali realizada a 4 de Março.
Se na primeira vez até desculpa-se por eventual avaria, já na segunda vez e… seguida, demonstra que o problema não ficou solucionado.
Espera-se que a 9 de Abril, quando o Santa Clara receber o Académico de Viseu, não haja nova falha.
Se há queixas pelo estado do relvado, da falta de limpeza nas áreas dos espectadores, entretanto resolvida, mas a necessitar de atenção permanente, não convém acrescentar mais uma. Até não deve ser pela multa de 51€ aplicada à SAD do Santa Clara por “ausência de água quente”, como justifica o Conselho de Disciplina, Não Profissional, da Federação Portuguesa de Futebol.
O VOLEIBOL MASCULINO das ilhas de São Miguel e da Terceira não esteve presente na ilha do Faial, no passado fim-de-semana, no apuramento do campeão sénior dos Açores. A exemplo do feminino, nenhuma equipa daquela categoria existe nas provas locais, nesta época, nas ilhas com maior população. É difícil de compreender!
Clube K, Antigos Alunos e Atlético de Rabo de Peixe, a competirem na Segunda Divisão nacional, são as únicas equipas da ilha de São Miguel em actividade. Na ilha Terceira são a Fonte do Bastardo, na Primeira Divisão, a Associação Praiense, na Segunda Divisão.
Se na Fonte do Bastardo o plantel é constituído por jogadores de fora da Região, onde estão os que têm saído dos escalões de formação de ambas as ilhas? Estão só em três equipas?
Repito a pergunta de há alguns anos: qual a finalidade de se apostar na formação, sendo, sempre, usada como prioridade, se não há continuidade a partir dos 16/17/18 anos de idade?
A diminuição de equipas seniores de ambos os géneros tem-se acentuado ano após ano. Em São Miguel a modalidade era praticada em vários pontos da ilha. Algumas das formações foram inclusive campeãs regionais masculinas. Em 2006/07 foi a Associação Desportiva da Povoação; em 2009/10 a Associação Desportiva de Vila Franca do Campo; em 2012/13 o Internacional Volei Açores.
Mesmo na ilha Terceira, surgiu, entre outras, o Sport Angrense e a Fonte do Bastardo B, que foi campeã regional em 2013/14.
Mais um sinal da necessidade, que defendo em conjunto com várias personalidades que se interessam pelo desporto destas ilhas, de haver um debate para se apurar o que tem de se implementar para o não abandono precoce das modalidades que vão praticando.
O Fayal Sport foi o campeão dos Açores masculino, título alcançado pela primeira vez em 19 edições, e o Castelo Branco SC, também da ilha do Faial, foi o campeão feminino, repetindo o feito de 2015/16. Ambas as equipas disputarão a zona Açores da Segunda Divisão nacional na próxima época.
SARILHO NO BASQUETEBOL com as faltas de comparência da equipa de Sub 18 do Lusitânia ao torneio de apuramento do campeão regional realizado no passado fim de semana em Ponta Delgada.
A equipa de Angra justifica a ausência com a impossibilidade de transporte, mas a SATA Air Açores garantiu lugares para o dia anterior ao início da prova.
O Lusitânia recorreu para o Conselho de Disciplina da Associação de Basquetebol de São Miguel, que, “após análise, discussão atenta à factualidade descrita nos relatórios dos jogos”, puniu a equipa com derrotas nos jogos com o União Sportiva (campeão), Fayal Sport e Gonçalo Velho, de Santa Maria. Como atenuante, consideraram os membros conselheiros “não aplicar a coima associada à falta de comparência, pela ausência de situações semelhantes”.
Segue-se o recurso para o Conselho Jurisdicional da Associação micaelense, que terá a última palavra se efectivamente o Lusitânia perde os três jogos por falta de comparência ou terá de realizá-los.
Porém, estando as datas definidas desde o final de 2023, não foram as passagens aéreas atempadamente acauteladas, sabendo-se das dificuldades de voos entre as ilhas desde que o preço único de 60€ foi fixado?
Um problema levantado sem necessidade.
“CHARRINHO” faleceu esta semana, aos 69 anos de idade. Travei conhecimento com o sr. Vitor Raposo como funcionário do Clube Operário Desportivo durante muitos anos. Nas inúmeras deslocações que fiz em trabalho ou como assistente dos jogos do clube, sempre me tratou com grande delicadeza. Enquanto decorriam os treinos falávamos muito e sobre muita coisa, onde também se associava o Bento, outra figura incontornável do clube e daqueles que justificam nunca serem esquecidos pelo trabalho e pela ajuda que prestam aos clubes do coração.
O minuto de silêncio antes do jogo desta tarde entre o Operário e o União Micaelense, é uma pequena mas justa homenagem ao “Charrinho”, como era conhecido.

José Silva

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