Edit Template

Liliana esteve na Força Aérea chegou a estar emigrada e regressou para abrir o Salão Glamour na Ribeira Grande

Foi na Matriz da Ribeira Grande que surgiu o Salão Glamour, negócio de Liliana Medeiros, na 1.ª Travessa do Conde Jácome Correia, n.º 2A.

A nossa entrevistada, de 40 anos de idade já é cabeleireira há quase 22 anos, sete dos quais foram passados no Canadá, país onde tirou a sua formação. Em São Miguel já está há 17 anos.
Enquanto fazia vida em Montreal, regressava de férias com alguma regularidade, acabando por comprar o espaço onde está o Salão Glamour, que em tempos também havia sido um salão de cabeleireiro.
Para além do serviço de cabeleireiro, o Salão Glamour oferece ainda uma variedade de outros serviços para atender as necessidades dos clientes, nomeadamente serviço de manicura e pedicura, solário, estética e depilação a laser.
Situado numa movimentada artéria da cidade, com a Câmara Municipal da Ribeira Grande mesmo ali ao lado, o Salão Glamour tem uma grande variedade de clientes e de outras localidades também. “Tenho clientes que vêm de todos os cantos da ilha, das Feteiras e até da Achadinha, porque ofereceremos um grande número de serviços”.

Foi de férias
e acabou por ficar

Sobre o Canadá, disse que foi de férias para Montreal, mas acabou por ficar. Na rua onde morava havia uma escola de cabeleireiro e inscreveu-se, reconhecendo, que de “início foi difícil, porque na escola falava-se inglês e francês”. Começa a trabalhar num salão, gerido por italianos como ajudante, enquanto tirava o seu curso à noite e por incrível que pareça, acabou por aprender a falar outras línguas, nomeadamente, inglês, francês, italiano e espanhol”, até porque Montreal é um verdadeiro caldeirão de diversidade cultural, onde para além dos descendentes de franceses e ingleses, coexistem outras comunidades como italianas ou espanholas.

Falar várias línguas é vantajoso

Falar várias línguas torna-se vantajoso, quando os turistas procuram, através do serviço Google, salões de cabeleireiros na Ribeira Grande, que têm profissionais que falam várias línguas para atender uma clientela diversificada. “Os turistas são frequentes aqui no Salão, como tenho alguns que todos os anos vêm cá, mas também muitos emigrantes”.
Liliana Medeiros também disse, que a mudança para cá não foi fácil, porque deixou para trás muitas amizades e teve de fazer novas amizades quando regressou, porque todos já estavam a fazer as suas vidas. “O trabalho também ajudou-me a manter a mente ocupada e focada na minha profissão”.
No Canadá, as saudades apertavam e chegou comprar um CD com o som do mar para dormir, porque mora perto das Piscinas Municipais da Ribeira Grande. Assim também mantinha a ligação com a sua terra.
Curiosamente, antes de ter emigrar, Liliana Medeiros tinha estado na Força Aérea Portuguesa, mas a guerra no Afeganistão, fê-la desistir de continuar naquele ramo das Forças Armadas Portuguesas regressando a casa, onde permaneceu durante um mês e meio, antes de ir para Montreal. “Foi uma experiência válida, que vou guardar com muito carinho”, acrescentou.

“Continuar a trabalhar”

Em termos de perspectivas para o futuro, pretende apenas “continuar a trabalhar e não me imagino a fazer outra coisa, porque gosto desta profissão”.
O horário de funcionamento do Salão Glamour é de Terça-feira a Sábado, das 09h00às 18h00, sem interrupção para almoço.
Domingo trabalha por marcação, quando há baptizados, comunhões ou casamentos.
À Segunda-feira, uma vez por mês, faz sessões de laser, ou seja, o Salão Glamour fecha três Segundas-feiras por mês.
Não lhe restando muito tempo para descansar, Liliana Medeiros diz que “tem de ser assim, porque comprou um terreno e vai construir uma moradia. O meu foco, neste momento, é este agora”.
Liliana Medeiros não tem colaboradores, embora já tivesse e prefere, para já, que assim continue, porque diz que trabalha muito bem sob pressão e é organizada, porque tudo isto vem do treino que teve em Montreal. Inclusivamente, quando estava no Canadá a sua patroa estava sempre a dizer: “A boca fala, mas as mãos estão sempre a trabalhar, são dois membros separados. Consegues falar e trabalhar ao mesmo tempo, sem te empatares”.

Marco Sousa

Edit Template
Notícias Recentes
25 de Abril - 50 anos
De Mota Amaral a Vasco Cordeiro: 30 anos de história do Comité das Regiões agora disponíveis
Jovem de 22 anos meteu um saco plástico na cabeça da vitima e agrediu-lhe no rosto em Ponta Delgada
“Abril será ouvido/Enquanto se for lutando/Para por a nu palavras/Que se teimam em vestir”
Há festa na Praça Nossa Senhora do Rosário da Lagoa com populares a assinalar o 25 de Abril
Notícia Anterior
Proxima Notícia
Copyright 2023 Correio dos Açores