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Bronca nos Sub-19 de futsal

Na época de 2016/2017 a equipa de Sub-19 (juniores) do Desportivo de Rabo de Peixe sagrou-se campeã dos Açores de futsal, com vitórias esclarecedoras no torneio concentrado realizado entre 3 e 6 de Março de 2017 nas Lajes do Pico. Derrotou a Casa da Ribeira, da ilha Terceira (10-4), e o Desportivo de São João, da ilha do Pico (6-2).
Poucos dias depois o clube recebeu a noticia de que havia perdido os jogos e o título porque a equipa utilizou 5 jogadores Sub 20, o que era permitido no regulamento de provas da Associação de Futebol de Ponta Delgada (AFPD).
A Associação de Futebol da Horta, organizadora do torneio, entendeu que sendo uma prova de acesso à Taça Nacional, o regulamento (que não foi divulgado) a aplicar seria o daquela competição. Assim sendo, só eram permitidos 4 jogadores de Sub-20 por jogo.
Não sendo um torneio da responsabilidade da Federação Portuguesa de Futebol, o regulamento a por em prática nas provas açorianas é da responsabilidade das três Associações.
A direcção do CD Rabo de Peixe protestou, alegando não haver regulamento e de a AFPD ter confirmado poderem utilizar os 5 atletas. A realidade é que o título foi para a Casa da Ribeira, que participou na prova nacional.
Recupero parte das declarações do presidente da AFPD sobre o assunto, a este jornal. Robert Câmara referiu na altura que “cada Associação tem autonomia para realizar o quadro competitivo que entende. No entanto, há um regulamento da Taça Nacional relativo à época 2016/2017, que permite o máximo de 4 jogadores de Sub-20. Ora o Desportivo de Rabo de Peixe não participou numa Taça Nacional, mas sim numa Taça Inter Associações regional, QUE NÃO TEM UM REGULAMENTO (as maiúsculas são da minha responsabilidade). É omisso. A questão agora é avaliar a omissão de um regulamento de uma prova Inter-Associações e a obrigatoriedade, ou não, de nos regermos pelo regulamento da Taça Nacional.”
Sete anos depois o erro persiste, o que só confirma a desarticulação sobre estes torneios de apuramento. Continua a não existir um regulamento para estas provas regionais, o que é inadmissível e inacreditável.
Agora o que está em causa é o incumprimento do campeão Barbarense no número de jogadores inscritos em cada jogo. E surge porque cada Associação tem o seu regulamento, não havendo uniformidade.
A AFPD só permite estarem inscritos 7 suplentes por jogo, com os 5 titulares prefazem 12 atletas. Segue o regulamento da Taça Nacional. A AF Angra alarga para 9 os jogadores suplentes.
O Barbarense no primeiro jogo com a Casa do Povo do Livramento inscreveu 8 suplentes. Nos desafios finais, nos recintos de “Os Minhocas”, das Flores, e da CP Livramento, apresentou 9 suplentes.
A direcção da CP Livramento questionou a AFPD, como entidade organizadora do torneio, qual o critério. A resposta veio simples: “trata-se de um caso omisso”.
Não havendo regulamento do torneio regional (repito: inconcebível), deve ser aplicado o que é utilizado pela Associação responsável ou o da Taça Nacional que serviu para punir o Desprtivo de Rabo de Peixe mas não serve, agora, para desclassificar o Barbarense.
Estão há 7 anos para definir se nestes torneios devem ser cumpridos os regulamentos da Taça Nacional de Sub 19, que só permite 7 jogadores suplentes.
A CP Livramento, segunda classificada a 2 pontos do Barbarense, defende que o campeão cometeu irregularidade.
Mas, não há volta a dar. O Barbarense estreia-se neste domingo na prova nacional recebendo o Internacional SC, de Évora.
Muito possivelmente para o ano não serão emitidos regulamentos para estes torneios de futsal de apuramento dos campeões dos escalões de formação.
Esta é a comprovação de quem os elementos das Associações andam desalinhados e desinteressados.
A direção da CP Livramento, como forma de protesto, equaciona não apresentar as equipas nos jogos deste fim de semana das provas de ilha.
JOAQUIM SANTOS, um dos mais espectaculares pilotos de ralis, deixou este mundo aos 71 anos de idade num troço da vida que não completou na última segunda feira. Foi 4 vezes campeão nacional.
A primeira presença na então designada Volta à Ilha de São Miguel foi em 1979, conduzindo um Opel Kadett GT/E. Desistiu. No ano seguinte, tripulando um Ford Escort RS 1800 MKII, voltou a não concluir o rali micaelense. Em 1981, já no “team” Diabolique e mantendo o Ford Escort, foi segundo, mas ganhou o Rali de São Miguel em 1982 e 1983. Em 1984 e em 1985 foi segundo, desistindo em 1986, repetindo o abandono em 1987. Concluiu em terceiro no ano de 1988, sendo segundo em 1989 já com o Ford Sierra Cosworth na última participação com Miguel Oliveira ao lado.
Despediu-se do rali de São Miguel em 1992. Conduziu um Toyota Celica GT4, sendo navegado por Carlos Magalhães. Abandonou com um problema eléctrico.
Foram várias as entrevistas (como a foto documenta em 1983) e reportagens com Joaquim Santos, um campeão da simplicidade e da humildade, com uma disponibilidade sem precedentes para com a comunicação social.
JOGOU NO SANTA CLARA António Pacheco, o internacional português de futebol falecido na quarta feira vítima de um ataque cardíaco.
O Santa Clara tinha subido pela primeira vez aos campeonatos profissionais. Para jogar na Segunda Liga o treinador Manuel Fernandes formou uma equipa com alguns jogadores experientes. Uma das apostas foi Pacheco. A contratação mais sonante. Apesar de estar em declínio e com 32 anos de idade, as passagens pelo Benfica, pelo
Sporting e pela selecção nacional eram um importante cartão de visita.
A direcção presidida por Paulino Pavão contratou o avançado esquerdino que havia terminado a ligação aos italianos da Reggiana. Acabou por ser uma desilusão e ter uma passagem efémera. Após 8 jogos houve acordo para o termo do contrato. Pacheco seguiu para o Atlético, na Segunda Divisão B. Dois anos depois encerrou a carreira de jogador.
No final daquela época de 1998/99 o Santa Clara subiu pela primeira vez à Primeira Liga (fará 25 anos a 30 de Maio), como terceiro classificado (na altura ascendiam os três primeiros), somando 55 pontos (14V 13E 7D 53-37GOLOS). O campeão Gil Vicente totalizou 68 pontos e o Belenenses terminou em segundo com 61 pontos. Competiram no campeonato 18 equipas.
O CD SANTA CLARA vai apresentar a partir do dia 1 de Julho um novo símbolo, que o diferencia do emblema do SL Benfica. São várias as histórias de pedidos de autógrafos e de fotos, entre outros, a jogadores do Santa Clara por confundirem com os do Benfica. Quando muitas das pessoas ficam a conhecer não serem atletas do clube de Lisboa, perguntam porque usam o mesmo emblema (é parecido).
Mas não foi esta a razão principal da mudança. Era mesmo necessária uma identidade própria, diferenciadora e impactante. A vontade de alteração de 241 (91,6%) dos 263 sócios presentes na Assembleia Geral de 15 de Março revelou mais do que um desejo, diria quase que uma obrigação após 71 anos de um emblema que não agradava a todos.
A forma democrática, transparente, correcta, seguindo com rectidão todos os caminhos para atingir o emblema que os sócios votaram como o que mais se identifica com a história do clube, com a SAD, com a cidade, com a ilha e com a região, é merecedora de um elogio à Assembleia Geral. O modo como a reunião magna decorreu, reunindo o maior número de sempre de sócios, justifica igualmente o endereço de parabéns à equipa que o presidente da mesa, Eduardo Medeiros, liderou.
O TORNEIO DE SUB 11 DO UNIÃO MICAELENSE vai animar a cidade de Ponta Delgada entre quarta e sábado próximos. A cerimónia de abertura ao início da noite de quarta é um momento alto, reservando a organização para este ano novidades que vão surpreender.
Além dos 96 jogos que voltam a ter por cenário o relvado natural do Lajedo, há eventos musicais à noite e outros entretenimentos que ultrapassam a vertente desportiva, visando a ocupação dos tempos livres dos atletas, das crianças e dos cerca de 3 mil acompanhantes previstos.
A edição 16 conta pela primeira vez com 32 equipas, sendo 13 da ilha de São Miguel, 7 do Continente, 2 da Madeira, 3 dos EUA, duas da Austrália e uma das Bermudas, do Canadá, de Cabo Verde, de Malta e de Itália.
O nível do torneio sobe de ano para ano, com uma qualidade organizativa assente em muitos colaboradores, onde a atenção a todos os pormenores está preenchida.
Como curiosidade, desde 2006 até este ano o torneio contou com 80 clubes de 15 países e dos 5 continentes.
PINTADO A VERMELHO continua o Campeonato de Futebol dos Açores. No último artigo demos conta do elevado número de expulsões na jornada 13 (14 em 3 jogos). Na ronda 14, de há uma semana, houve mais 5 expulsões, sendo 3 com “vermelho” directo. São 51 expulsões em 70 jogos, sendo 39 depois dos 80 minutos e 28 nos minutos adicionais dos 90.
LUÍS MOTA foi homenageado pela direcção do Clube de Ténis de São Miguel (CTSM). A merecida distinção para quem foi um dos principais obreiros da construção da sede, dos primeiros três campos e do torneio internacional que tinha 100 mil dólares em prémios. Já lá vão quase 40 anos.
Além de antigos colegas da direcção e de amigos, assinaram a presença o presidente da Câmara de Ponta Delgada, Pedro Cabral, o presidente da Federação Portuguesa de Ténis – que dia 16 assinalou 99 anos de vida -, Vasco Costa, e o presidente do Clube de Ténis, António Manuel Medeiros.
O dia 16 foi histórico para o clube porque foi dado o primeiro passo para a cobertura dos três campos principais, num investimento de 350 mil euros garantidos pela autarquia de Ponta Delgada (150 mil) e pela FP Ténis (200 mil), que terá a intervenção técnica em todo o processo. Esta melhoria, que dotará o CTSM de condições de excelência, viabilizando os treinos e os jogos diariamente, quando, actualmente, a falha por causa da chuva atinge os 30%.

José Silva

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