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Clube Desportivo de Rabo de Peixe:o impensável aconteceu

Nada fazia prever um desfecho negativo para o Desportivo de Rabo de Peixe na quarta participação no Campeonato de Portugal de futebol. Um plantel não muito diferente do que quase esteve na fase de subida na época passada, o mesmo treinador e até um início de prova positivo, com três vitórias e uma derrota no campeonato e outro triunfo na Taça de Portugal.
A partir da 5.ª jornada a equipa desencontrou-se. Nove jogos seguidos sem ganhar, averbando cinco derrotas e quatro empates. Terminou a primeira volta a vencer, mas as três derrotas consecutivas nos primeiros jogos da segunda volta não alvitravam um percurso ascendente, apesar de andar ora na zona de descida ora nos primeiros lugares da manutenção.
Após a 16.ª jornada deu-se a alteração do treinador, com a saída de Hélio Oliveira e a entrada de Manuel Jaime (Nelo). A seguir à derrota com o Lusitânia na ilha Terceira, a equipa deu sinais positivos com a “chicotada psicológica”. Seis jogos sem perder, com quatro vitórias e dois empates. Porém, as equipas que estavam na luta com o Desportivo também iam pontuando.
Na recta final, com adversários que estão na luta pela subida, com o surpreendente Mortágua e com o Alverca B, três derrotas e um empate foram insuficientes, enquanto o Peniche, opositor directo, com quatro triunfos (os três últimos seguidos), duas igualdades e uma derrota, sentenciou a descida da equipa de Rabo de Peixe ao Campeonato de Futebol dos Açores.
No jogo de Domingo, com o também aflito Alverca B, que não pontuava há sete jogos, a vitória era importante se o Peniche perdesse na deslocação a Gouveia. Até esteve a perder a equipa de Peniche, mas ao vencer por 3-1 acabou com as esperanças dos açorianos sonharem com a permanência.
O Desportivo de Rabo de Peixe soma 28 pontos, mas mesmo se tivesse 30 não conseguiria ultrapassar os 33 do Alverca B e os 34 do Peniche por faltar um jogo.
A equipa até começou bem o encontro com o Alverca B. Marcou de penálti indiscutível o 1-0 aos 6m por Diogo Andrade, mas com o passar do tempo a ansiedade fez-se notar, consentindo o empate aos 71m, por Pedro Aires.

Desalento e lágrimas

Quando o jogo de Domingo terminou, o desalento e a tristeza tomaram conta dos jogadores. Muitos deitaram-se no relvado, alguns verteram lágrimas. Durante largos minutos. Foram reconfortados por atletas do Alverca, cuja permanência ainda não está definida, e por colegas. Nelo e o adjunto David Faria ficaram em silêncio sentados no banco de suplentes.
Cerca de 10 minutos depois, o treinador reuniu os jogadores no relvado. Falaram e a seguir a equipa dirigiu-se para o balneário.
Muitos dos adeptos que, ao contrário dos jogos mais recentes, acorreram em bom número ao campo do Bom Jesus, permaneceram na bancada e aplaudiram os jogadores, quando, cabisbaixos, deixaram o relvado.
A maioria dos atletas da equipa B do FC Alverca, que tinham estado a confraternizar com antigos colegas que hoje estão nos Sub-23 e equipa B do Santa Clara, também aplaudiram os jogadores do Desportivo, num acto de solidariedade de realçar.

Nelo continua

O treinador Nelo assegurou que irá continuar na nova época como treinador do Desportivo de Rabo de Peixe, o que foi confirmado pelo presidente da direcção, Jaime Vieira.
O líder do clube já tinha falado com os jogadores na cabina, transmitindo que o que aconteceu “são coisas do futebol”, pois não tinha de “culpar os atletas”.
O treinador disse ir começar a trabalhar para formar uma equipa competente na disputa do campeonato regional.

Tropeção do Lusitânia

O Lusitânia ao ser surpreendentemente derrotado, em casa, pelo Mortágua, adiou o apuramento e até pode ter comprometido a presença na fase de subida à Liga 3.
A equipa de Angra tem 47 pontos, mais 3 do que o Marinhense, que tem um jogo a menos, marcado para Sábado, na Marinha Grande, com o Fontinhas.
O máximo que o Marinhense e o Lusitânia podem alcançar são os 50 pontos. A equipa continental tem de ganhar em casa ao Fontinhas e ao Gouveia e o Lusitânia de triunfar no recinto do Alverca B a 7 de Abril, equipas na parte de baixo da classificação.
Se terminarem empatados, o desfecho do melhor classificado será através da diferença entre os golos marcados e os sofridos. Neste momento o Lusitânia tem 18 golos positivos e o Marinhense 12. Nos jogos que efectuaram entre si, houve vitórias de cada equipa por 2-0.
O Lusitânia sofreu duas derrotas seguidas na fase final do campeonato, depois de 14 jogos onde conquistou três pontos em 12 e um ponto em dois.
Camilo Duran abriu o marcador aos 17m, mas o Mortágua atingiu o intervalo a vencer com os golos de Eduardo Pinheiro (32m) e de Jerrim Jackie (40m), de penalti. Aos 47m Gonçalo Cabral empatou a 2-2, surgindo o 3-2 para o Mortágua, aos 79m, por Seidy Duarte.
O Fontinhas cumpriu ao ganhar na ilha Terceira, por 2-0, ao União de Tomar, que jogou grande parte da segunda parte com 9 jogadores. Lucas Pinto (53m) e João Pacheco (55m) foram os autores dos golos. Dependendo de terceiros, está a continuidade, embora necessite de vencer os dois jogos em falta.
Resultados da 25.ª e penúltima jornada da série C do Campeonato de Portugal: Lusitânia – Mortágua, 2-3; Fontinhas – União Tomar, 2-0; Desp. Rabo de Peixe – FC Alverca B, 1-1; União 1919-U. Santarém, 1-0; Gouveia – Peniche, 1-3; Vitória Sernarche – Marinhense, 0-2 e Benfica Castelo Branco – Sertanense, 1-1.
Classificação: 1.º União Santarém, 52 pontos; 2.º Lusitânia, 47; 3.º Marinhense (-1), 44; 4.º União Coimbra 1919 (-1), 38; 5.ºs Benfica Castelo Branco e Mortágua, 37; 7.º Sertanense, 36; 8.º Peniche, 34; 9.º Alverca B (-1), 33; 10.º Fontinhas (-1), 31; 11.º Desp. Rabo de Peixe, 28; 12.º Vitória Sernarche, 25; 13.º FC Gouveia, 21 e 14.º União de Tomar, 17 pontos.

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