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“A pior doença é o stress do trabalho, que depois leva a outras situações, mas aqui não dá tempo sequer para pensar nisso”, diz Pedro Gomes

O Ginásio Olímpico, na Rua da Ribeira, na cidade da Ribeira Grande é um espaço dedicado à actividade física, desde sempre gerido por Pedro Gomes.

Oficialmente, o Ginásio Olímpico está ali há 24 anos, ou seja, desde Janeiro do ano 2000.
O projecto começou a ser idealizado três anos antes, a partir de 1997, seguindo-se o período de licenciamento, que demora sempre algum tempo, porque existem requisitos legais e burocráticos que precisam ser cumpridos. “Demorou algum tempo, porque era o primeiro ginásio do género em São Miguel, específico e direccionado para a manutenção física”.

Benefícios da prática
da actividade física

“A actividade física regular tem inúmeros benefícios para a saúde e contribuí para uma vida mais longa e saudável, e isto já está cientificamente provado. Aliás, a prática regular da actividade física pode ter benefícios significativos para pessoas que já tiveram lesões graves. Quem já teve lesões graves e não faz actividade física fica mais debilitado”.
Mais ainda, a actividade física ajuda quem tem lesões localizadas. “Por exemplo, uma pessoa que tem uma lesão num ombro está limitada, mas pode melhorar. Contribui para o bem-estar e a sua prática ajuda a aliviar o stress e a ansiedade. Manter-se activo também melhora o humor e aumenta a auto-estima”, releva Pedro Gomes, para acrescentar, que costuma dizer, que “a ansiedade é a ausência de rotina, porque se tivermos uma rotina, abstraímo-nos dos problemas do dia-a-dia”.
Mais disse, que “a pior doença é o stress do trabalho, que depois leva a outras situações, mas aqui não dá tempo sequer para pensar nisso. Não é a forma física, que interessa, porque a forma física vem com o tempo, mas sim a mente. A pessoa tem de ser objectiva, mas infelizmente as pessoas, neste momento, vão aos ginásios porque é uma moda, não sabem treinar e têm que aprender a fazer as coisas como devem ser feitas. Se estou a ensinar a uma pessoa a fazer agachamentos, se for preciso está ali meia hora a aprender até fazer como deve ser feito e não vai andar de um lado para outro, se não souber fazer e é assim que eu trabalho. Portanto, primeiramente é preciso trabalhar a mente e a partir daí a forma física vem com o tempo. Posso não fazer as coisas bem de início, mas a persistência, consistência é igual a resultados, mas é preciso gostar do que fazemos e não fazer só por fazer, isto é o que ensino aqui e o acompanhamento é muito importante”.

A importância do acompanhamento

No Ginásio Olímpico treinam 10 pessoas por hora e as presenças são feitas por marcação.
“O acompanhamento é muito importante, porque estamos a lidar com pessoas. Não é fazer por fazer, porque a actividade física é essencial para cuidar da saúde”.
Pedro Gomes, conta com a prestação do colaborador Leandro Furtado, que também é professor de Educação Física e dá aulas, mas também diz, que “é muito difícil arranjar colaboradores nesta área, porque têm de ter formação específica, validada através de uma cédula renovável de cinco em cinco anos, que reconhece e comprova as competências para a função.
Pedro Gomes deverá ser o personal trainer mais antigo da Região, porque quando veio para os Açores “já fazia treino personalizado, o que na altura, nos anos 80, era o que agente chama acompanhamento. Os primeiros personal trainers que eu conheço começaram em 1987, e foram cidadãos brasileiros que foram aos Estados Unidos da América tirar formação lá e depois voltaram e vieram para Portugal. Comecei com uma brincadeira e passei a gostar, mas treinava, porque não era uma pessoa que gostava de treinar os outros, mas à medida que os anos foram passando fui aprendendo. Aprendi com os meus erros, enquanto treinava, mas o que fazia não gostava que os outros fizessem, porque o que fazia não fazia bem.
Se fizermos um movimento correcto a técnica vai nos dar mais força. Técnica e força trás resultados, mas também começou a haver mais formação, porque a lei assim também já exigia e hoje temos o Técnico Especialista em Exercício Físico (TEEF), que abrange várias áreas, que pode ser outdoor como pode ser instrutor de sala ou na parte da hidroginástica”.

“A pessoa que não está habituada
tem de descansar”

Pedro Gomes está no Ginásio Olímpico, todos os dias da semana, das 10h00 às 14h00 e das 17h00 às 21h00. O descanso é ao fim-de-semana.
Quem começar a treinar pela primeira vez no Ginásio Olímpico deverá saber, que não irá treinar mais do que três vezes por semana. “A pessoa não está habituada e tem de descansar”, justifica. “À medida, que as coisas forem evoluindo, passa para quatro dias, tipo segunda-feira e terça-feira, para descansar à Quarta-feira, voltar a treinar Quinta-feira e Sexta-feira, para voltar a descansar ao fim-de-semana. Treina todos os dias, aquelas pessoas que estão num nível mais evoluído”.
Pedro Gomes é natural de Lisboa e é filho de uma família onde a vida militar sempre ecoou. Ele próprio também foi militar durante uma década e foi nesse período, que pediu transferência e por cá ficou.
Fora do Ginásio Olímpico, Pedro Gomes está em casa sempre a fazer qualquer coisa, em relação ao exercício físico. Admite que “passa pouco tempo com a família”, mas o pouco tempo, que tem com a família “aproveita ao máximo”. No demais, também sublinha, que tem “uma mulher fantástica”, Nélia Botelho, professora de Matemática.
Já agora fique a saber, que apesar de não ser a sua área, dois atletas do Ginásio Olímpico tiveram uma brilhante prestação na prova de Powerlifting regional, que decorreu no Ginásio Gym4you, na Lagoa, na passada semana.
David Melo foi primeiro classificado, na sua categoria, com um levantamento de peso total de 430kg, e o atleta Ricardo Silva foi também primeiro classificado, na sua categoria, com um total de 335kg levantados.

Marco Sousa

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