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“As lascas de chocolate foram o meu refúgio” e hoje já são um bom negócio, diz Ana Mafalda Silva fundadora da página ChocoMafs

Filha de pais militares e enfermeira de profissão, Ana Silva encontrou nas lascas de chocolate um refúgio. Com o impulso de familiares e amigos, decidiu começar a comercializar as suas lascas, tendo já feito vendas para algumas ilhas dos Açores e para o continente. Ao Correio dos Açores, fala de como começou, de como é o processo de criação e das suas expectativas em relação à quadra festiva que se está a viver.

Correio dos Açores – Pode falar acerca do seu percurso até aos dias de hoje?
Ana Silva (Fundadora do ChocoMafs) – Chamo-me Ana Mafalda Silva, tenho 27 anos e nasci na Ilha Terceira. Sou filha de pais militares e tenho três irmãos. Sou enfermeira de cuidados gerais de profissão e apaixonada por doces. Entre 2019 e 2021 residi e trabalhei na ilha de São Miguel e regressei à Terceira por motivos profissionais.

Como surgiu a ideia de criar lascas de chocolate? Quando começou?
A ideia do ChocoMafs surgiu após a descoberta de um problema de saúde. Foi numa fase menos boa da minha vida e serviu como terapia. As lascas de chocolate foram o meu refúgio, iniciado em Novembro de 2023, e era apenas para ser uma brincadeira. Decidi experimentar, ofereci aos mais chegados que adoraram e que me incentivaram a vender.

Em que diferem as suas lascas dos tradicionais ovos de chocolate?
Eu marco pela diferença. Os tradicionais ovos de chocolate já são algo a que estamos habituados nesta altura festiva e as minhas lascas, apesar de ser na sua base o chocolate, eu decoro-as de forma diferente ao que estamos habituados. Principalmente em datas festivas, eu procuro usar toppings alusivos ao tema, bem como na compra dos sacos que as transportam.

Tem ajuda na elaboração das lascas?
A elaboração das lascas não passa só pela produção do chocolate em si. Existe muita logística por detrás de um pequeno negócio. Nomeadamente, na compra dos ingredientes para a realização das mesmas, na decoração das caixas de entrega das lascas, na anotação das entregas, na divulgação em redes sociais, por exemplo. Neste âmbito, tenho a ajuda da minha mãe e do meu namorado.

Que tipos de lascas faz?
Realizo lascas de todo o tipo de chocolate com os mais diferenciados toppings. Lascas normais, lascas em forma de coração ou de coelho, por exemplo. Procuro realizar chocolates diferentes.

Apenas faz lascas em datas comemorativas ou também faz lascas mediante pedidos?
Realizo lascas em datas comemorativas e mediante pedidos.
Para além do Coelasca, terá mais alguma surpresa preparada para a Páscoa?
Não. A Coelasca foi ideia da minha mãe porque eu apenas iria realizar lasquinhas em sacos alusivos à Páscoa, daí ter surgido a Coelasca como novidade de última hora.

Que tipo de clientes adquirem as suas lascas?
Tenho todo o tipo de clientes. Desde pais a pedirem encomendas para entregarem em creches ou escolinhas, desde a adultos que mimam familiares também estes adultos.

Como tem sido o volume de vendas até agora?
Tem sido muito positivo. As pessoas têm adquirido pela curiosidade de ser algo diferente e pelo feedback que vêm nas redes sociais e que ouvem de clientes. Para além das lascas, a minha mãe também realiza gessos perfumados, também estes alusivos a datas festivas e que complementam as minhas encomendas, o que tem ajudado também no aumento de vendas.

Que expectativa tem, em termos de vendas, para a Páscoa?
Tenho grandes expectativas. Muitas encomendas foram realizadas atempadamente e, realizo sempre lascas a mais para as pessoas que me procuram perto do dia de Páscoa. Funcionou assim anteriormente, por isso, espero desta vez não me desiludir.

Na sua opinião, é difícil conciliar a vida familiar, com o trabalho e a criação das lascas?
Confesso que existe muita compreensão familiar na criação das lascas. Como sou enfermeira e trabalho por turnos, se eu não fosse organizada e tivesse uma família que me apoiasse e ajudasse, era impossível manter este pequeno negócio. Tenho muita ajuda emocional da minha família e namorado, incentivam-me a ser sempre melhor e a melhorar também o meu pequeno negócio e sou muito grata por isso mesmo.

Para quantas ilhas já vendeu as suas lascas?
Já vendi lascas para a Ilha de São Jorge, São Miguel, Pico e outras voaram até Lisboa.

Quer deixar alguma mensagem?
Se tiverem curiosidade em experimentar as minhas lascas, consultem a minha página de Instagram e Facebook: Chocomafs. Tenho todo o gosto em proporcionar momentos de partilha felizes e docinhos.

Frederico Figueiredo

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