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Cristina Calisto retomou a defesa de construção de um pontão e que o rebocador ‘São Miguel’ seja um recife artificial ao largo da baía de Santa Cruz

A autarca da Lagoa aproveitou ontem a apresentação da zona norte da baía de Santa Cruz para relembrar o pedido que foi feito para a construção de um pontão na zona pois permitirá “consolidar a componente de actividades náuticas e de valorização turística para a baía de Santa Cruz”. Manifestou também interesse em que o rebocador ‘São Miguel’, quando for desmantelado, seja fundeado na baía para servir como recife artificial.

A edil da Lagoa começou por “dar nota da satisfação” que representou a apresentação da terceira fase do projecto de requalificação da baía de Santa Cruz por constituir um “momento importante para a comunidade” local.
“Há aqui uma combinação perfeita entre aquilo que foram a primeira e segunda fases com a terceira fase de intervenção na baía de Santa Cruz”, explicou a Presidente da Câmara da Lagoa, salientando que “esta é uma baía diferente das demais. É pouco comum vermos tanto verde junto ao mar, mas é um facto que aqui existe” valorizando todo o espaço até com o propósito de “dispersar o turismo que nos visita por toda a ilha. Acho que temos aqui um espaço novo, atractivo, e que poderá também trazer parte destes visitantes a ‘gastarem’ o seu tempo aqui na Lagoa,” afirmou.
Cristina Calisto, aproveitou a ocasião para relembrar o pedido para a construção de um pontão na baía de Santa Cruz. “Seria importante retomar este assunto e dar aqui uma atenção especial porque permitia consolidar esta componente de actividades náuticas e de valorização turística para a baía de Santa Cruz,” disse.
A autarca salientou ainda um pedido que fez à empresa Portos dos Açores: “tenho procurado junto da Portos dos Açores que a vinda de um novo rebocador para São Miguel, – que vai implicar a desactivação de outro (o ‘São Miguel’) que este seja fundeado ao largo da baía de Santa Cruz. “Estamos agora, com uma empresa, a preparar um estudo que permita as três fases: desmantelar o rebocador que deixará de ser usado e a possibilidade de este ser vir a ser fundeado nesta zona próxima da baía de Santa Cruz escolhendo para isso o melhor local, com as melhores condições e garantido todas as fases que são necessárias para a própria limpeza do barco e não haver contaminação”.
Finalizou a sua intervenção, afirmando que “há aqui um conjunto de ideias que, todas juntas, vão potenciar a baía de Santa Cruz e garantir que este passa a ser um espaço nobre da Lagoa. Não sendo um parque urbano, que não o é, é tão próximo do mar e é, na verdade, uma zona balnear, na verdade é um espaço verde, atractivo, que privilegia o espaço natural, que valoriza toda a envolvência com o mar e nessa medida acho que Santa Cruz ficará aqui com um espaço novo para a sua cidade.”

Estimular a criatividade e inovação

Nuno Costa, Presidente da Secção Regional dos Açores da Ordem dos Arquitectos, referiu que a Ordem tem “vindo, ao longo do tempo, a recomendar, precisamente, a promoção de projectos de arquitectura por várias razões. Por um lado, estimulam a criatividade e a inovação promovendo qualidade e o desenvolvimento.” Deu o exemplo do ex-libris dos Açores, o Museu de Arte Contemporânea na Ribeira Grande, que tem público que vem de propósito aos Açores para visitar aquele edifício, o que nos mostra o poder que a arquitectura tem, na forma como influencia o habitar e até mesmo a própria apropriação do território”.
Nuno Costa salientou que “estes projectos são mecanismos de maior transparência, porque estão a ser feitas avaliações das propostas sem conhecer os respectivos autores. Isto é mais uma grande vantagem do lançamento destes concursos de arquitectura. E também democratizam o acesso à encomenda, precisamente porque todos os arquitectos que estão inscritos se podem candidatar a estes concursos.”
Reforçou a ideia que este tipo de projecto “gera debates e estes criam massa crítica. É extremamente importante as pessoas conhecerem a arquitectura e saberem qual o seu potencial e poderem fazer a sua própria avaliação até porque são os próprios que vão usufruir do espaço”.
“Desta forma, estamos a promover a arquitectura, o urbanismo, o território, o ambiente e o património, tendo em vista, precisamente, a valorização da arquitectura e a promoção da própria profissão do arquitecto”, afirmou o Presidente da Ordem dos Arquitectos, Secção Regional dos Açores.
Terminou, dizendo que a Ordem tem “vindo a sensibilizar todas as entidades públicas, quer autarquias quer departamentos do Governo para promoverem concursos de arquitectura pelas razões que referi”.

Somar duas matrizes
e aplicar no sistema de rotas

Luís Anjos, arquitecto responsável pela proposta que ficou em primeiro lugar, começou por agradecer, afirmando que a sua equipa estava “muito honrada por a nossa visão ter sido escolhida para este território que é único”.
“A visão tenta amplificar o que nós consideramos ser as mais-valias e as forças motrizes deste próprio território. Muito simplificadamente, o que nós tentamos fazer, à parte do desenho arquitectónico, foi pegar nos campos visuais que já existem entre diferentes pontos: na Avenida do Mar, a Igreja da Matriz as entradas e as saídas das diferentes articulações e cozer com a intervenção existente ao nível da zona balnear”, explicou o arquitecto.
“Somando essas duas matrizes e aplicando este sistema de rotas que vem responder ao programa com o anfiteatro que era pedido, com uma zona multifuncional para eventos, com uma zona de calestenia ao ar livre, um parque infantil e o próprio quiosque”, finalizou Luís Anjos.

Frederico Figueiredo

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