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Santa Clara está a pôr-se a jeito

Poucos dos 2.021 espectadores (a quinta melhor assistência da época no quinto jogo às 13 horas) comentavam, Domingo, à saída do Estádio de São Miguel, que a equipa do Santa Clara, ao sofrer a terceira derrota no campeonato e a terceira como visitado, está a revelar uma ansiedade injustificável e alguma fadiga física.
Um deles relembrou o que aconteceu na época de 2008/09, com Vítor Pereira no comando. A equipa andou na luta pela subida com o Olhanense e com o Feirense. Chegou a ser líder da Segunda Liga com 6 pontos de avanço sobre o terceiro a cinco jornadas do fim (o campeonato só teve 30 jornadas porque era composto por 16 clubes). Entrou numa curva descendente com três derrotas, um empate e apenas uma vitória, terminando em terceiro com 52 pontos, a 6 pontos do campeão Olhanense e a dois pontos do segundo, o União de Leiria, que na recta final, com Manuel Fernandes ao comando, só perdeu um dos seis jogos, com uma derrota pelo meio.
Aquele comentário fez alguns dos apoiantes mais velhos que rodeavam o autor da recordação a lembrarem-se que a euforia que rodeava a equipa naquele período acabou em tristeza, até porque há 15 anos o terceiro classificado não participava nos jogos de passagem com o antepenúltimo da Primeira Liga.
Mas na temporada seguinte o Santa Clara passou por um período diferente, mas parecido. Só que andou na perseguição, andou em lugares de subida e acabou na quarta posição.
É verdade que a história repete-se, mas a equipa actual tem um potencial que não havia nas equipas daquelas duas temporadas. Apesar da quebra, o Santa Clara ainda é líder e possui 4 pontos de vantagem sobre o Nacional, terceiro posicionado, e mais 9 pontos do que o Marítimo, que é quarto.
Os jogadores do Santa Clara não podem desagregarem-se e mantendo a união vão atingir o objectivo de subida, porque possuem capacidades para fazer mais 6 ou 7 pontos.
A derrota com o Paços Ferreira foge do padrão das últimas visitas do clube nortenho a Ponta Delgada. O Santa Clara venceu três jogos e empatou um, com a derrota de Domingo a acontecer com mais um erro individual imperdoável. Um passe a meio campo directamente para um jogador equipado de amarelo permitiu o desenvolvimento para a jogada que ditou o golo aos 87 minutos, obtido por Pablo.
No primeiro dos 28 jogos do campeonato com mais tempo útil (63,65%), o Santa Clara teve menos posse de bola (48%) e cometeu um excesso de faltas (17) contrariando as 9 do Paços. Estes dados revelam a injustificada ansiedade de alguns jogadores que influem na hora e na direcção do remate (foram 11 no jogo e 9 do adversário), porque a equipa teve oportunidades para marcar, uma ou outra flagrante.
Quem assistiu ao jogo rejubilou com a exibição do 77 do Paços de Ferreira. O congolês Brian Cipenga realmente esteve em evidência e até teve uma perdida de golo incrível. Pois Cipenga jogou pelo Sporting Ideal em 2020/21, com 24 jogos e 3 golos no Campeonato de Portugal. Já havia demonstrado o potencial que os 26 anos de idade ainda lhe podem catapultar para outros patamares.
Mais um dia não do Santa Clara, num momento crucial do campeonato. A equipa não pode pôr-se a jeito porque há capacidade para dar a volta por cima.

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