O Grupo Parlamentar do CHEGA reuniu ontem com um representante de um grupo de trabalhadores dos matadouros regionais, Rui Teixeira, a propósito do Regime Jurídico da carreira especial dos trabalhadores dos matadouros da Rede Regional de Abate da Região Autónoma dos Açores.
Estes trabalhadores manifestaram a sua indignação perante o que consideram “uma injustiça que beneficia os trabalhadores que entram de novo na carreira, em detrimento dos trabalhadores que estão há mais anos a prestar serviço nos matadouros da Região, como por exemplo, na categoria de assistentes operacionais, alocados às carreiras especial pluricategoriais”.
Aos deputados José Pacheco e Olivéria Santos, o representante dos trabalhadores fez saber que a proposta apresentada pelo Governo Regional “coloca quem entra na carreira, num nível remuneratório muito próximo de quem já está na carreira há largos anos. Com a agravante que os assistentes operacionais atingem o topo da carreira no nível remuneratório 12, não podendo evoluir na tabela remuneratória, mesmo tendo 20 ou mais anos naquele serviço”.
Além disso, referem os trabalhadores, “quem está há vários anos na carreira, teve de ser avaliado, progredindo com base nessas avaliações, e quem entra de novo para os matadouros nunca foi avaliado e é logo colocado num nível remuneratório muito semelhante”.
Para o deputado José Pacheco, “é uma questão legal, embora seja injusta”, assumindo o compromisso de “tentar salvaguardar esta situação quando o diploma for debatido na Assembleia Legislativa Regional.”
