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Feira do Comércio, Indústria e Serviços inaugurada com críticas à quebra no turismo e ao “abandono” dos apoios à indústria

A Vice-presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, afirmou ontem na inauguração da Feira do Comércio, indústria e Serviços, nas Portas do Mar, que, “ao longo dos últimos anos não temos sido eficazes na execução dos planos para o sector do turismo, pelo que importa aportar todos os recursos necessários à manutenção da nossa competitividade, valorizando o destino e investido na promoção.”
No entender de Raquel Franco, sobre a proposta de aplicação da taxa turística nos municípios da ilha de São Miguel, “o enfoque deveria estar na criação de valor através da disponibilização de experiências com o princípio do utilizador pagador, mas não,… focou-se única e exclusivamente na aplicação de mais uma taxa.”
No que concerne à política de acessibilidades aéreas, realçou, “não podemos regredir 10 anos num sector crucial para o desenvolvimento dos Açores, sendo urgente não repetir o modelo do último Inverno IATA.”
Neste enquadramento, apelou que “se encontrem soluções para a manutenção da capacidade aérea necessária para o próximo Inverno”.
No entender de Raquel Franco, “o impacto da redução dos voos da Ryanair foi significativo, mas mesmo com o esforço que foi efectuado por outras companhias com o intuito de compensar a referida redução, temos registo de actividades com quebras superiores a 20%.”
Na promoção turística, prosseguiu, “importa ter instituições independentes, capazes e robustas, dotadas de ferramentas estratégicas, legais e financeiras para executar os planos de promoção que apoiem e estimulem o desenvolvimento sustentável do sector. É essencial que se volte a ter uma promoção do Destino Açores, em que as 9 ilhas se complementam de forma harmoniosa e sustentável,” disse.
Na sua opinião, as estatísticas do último Inverno IATA “são um aviso à navegação: mais proveitos, sim! Mas um acréscimo de custos percentualmente superior ao dos proveitos, o que como todos nós sabemos, corresponde a uma degradação de valor económico.”
A Vice-presidente da Câmara do Comércio e Indústria começou por explicar a “nova estratégia global e integrada” da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada para a promoção da indústria, do comércio e dos serviços, em particular no que respeita à organização de feiras e certames.”
Revelou que a FICSA 2024 abriu portas com mais de 61 empresas e 54 artesãos presentes, num total de 182 stands, um certame disponibiliza uma oferta variada que se espera atrair mais de 40.000 visitantes, onde se incluem residentes, turistas e emigrantes da nossa diáspora.
Raquel Franco realçou, na sua intervenção, os novos desafios que se colocam ao comércio de Ponta Delgada “na melhoria da eficácia do processo de promoção dos seus produtos, bem como na captação e na fidelização dos seus clientes,” face à agressividade do comércio online.
Falou da necessidade de os comerciantes aproveitaram a Aceleradora de Comércio Digital dos Açores e Bairro Comercial Digital de Centro Histórico de Ponta Delgada, ambos com enfoque “na capacitação das empresas de novas ferramentas que lhes permitam um novo alcance no mercado.” Considerou que o Governo Regional tem um pacote para o digital de 22 milhões, no âmbito do PRR e “é muito importante que esta verba seja rapidamente investida, para que possam levar ainda mais longe a adesão a soluções digitais.”
Realçou, por outro lado, que apesar do “forte cariz exportador” da indústria açoriana, “temos assistido a um retrocesso e um abandono dos apoios à promoção externa e apoios às exportações às empresas industriais dos Açores.”
Relevou “a necessidade de desburocratização e maior celeridade na análise das candidaturas do sistema de incentivos CONSTRUIR 2030. A transição dos quadros comunitários implicou uma estagnação, urge por isso recuperar o tempo perdido,” disse.
Deu como exemplo o sistema de apoio SOLENERGE que “tem atrasos na análise superiores a um ano e que pela sua importância para empresas, particulares e organizações deve ser dinamizado e até reforçado o respetivo orçamento.” O investimento externo nos Açores, em seu entender, “é residual quando comparado com o resto do país e com a Madeira, evidência de que alguma coisa está a falhar na atractividade dos Açores na captação de investidores externos.”

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