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Açores na Encruzilhada… Que Futuro?

Avançar? Regredir? Ficar?
Certezas ou dúvidas?
Ou seguir exemplos de sucesso?
Como por exemplo a da Islândia, para onde têm emigrado açoreanos.
Analistas, comentadores e jornalistas açoreanos, residentes ou emigrados, têm vindo a questionar-se sobre a actual situação, não só social e económica, como financeira dos Açores, nomeadamente a das suas finanças públicas e do crescendo endividamento, uma vez que as receitas mal dão para cobrir as despesas correntes.
Daí que desde há alguns anos se ande a discutir, para além duma Reforma da Autonomia uma revisão da Lei das Finanças Regionais.
Igualmente se tem vindo a constatar uma certa passividade própria duma população conformada, notando-se a ausência de massa crítica, salvo honrosas e corajosas excepções, provenientes de cidadãos que se têm aventurado a propor alternativas ao actual sistema autonómico.
Os Açores com a sua privilegiada posição geo-estratégica e com a sua enorme zona económica exclusiva, tem servido ao longo dos tempos de simples “moeda de troca”.
São muitos os exemplos que a história regista.
Desde as negociações entre o Doutor Oliveira Salazar e os aliados para as cedências das bases de Santa Maria e das Lajes.
Para já não referir as sucessivas situações, pós restauração da Democracia em 1974, chegando-se ao ponto das contrapartidas recebidas, as mais das vezes, nunca chegarem a beneficiar os Açores e o seu Povo.
A Autonomia Politica -Administrativa concedida aos Açores em 1976 possibilitou progressos inegáveis.
Pese embora os progressos alcançados pelos sucessivos governos desta autonomia, verificamos que alguns indicadores, nos situam numa posição bem pior do que Portugal.
A esperança média de vida abaixo da de Portugal;
As famílias em risco de pobreza nos Açores atingem os 28%, a pior de todo o país;
A taxa de abandono escolar precoce é mais do dobro da taxa portuguesa;
Há pessoas que trabalham mas são pobres.
Oportuno revisitar o livro “Denunciar, Formar e Amar” da autoria de Monsenhor Weber Machado Pereira que há décadas vem alertando para a questão da pobreza e suas raízes.
Soluções? Muitas. Desde apelos à calma e à serenidade, até “estamos a estudar”.
Melhor e mais educação, esta tem sido a palavra mais pronunciada.
Mais iniciativa privada. Redução de impostos para as empresas, porque são elas que criam emprego. Isto só vai com mais desenvolvimento económico.
Para atrair investimento temos de criar uma zona franca, como tem a Madeira ou o Luxemburgo…
Ou será porque nos continuam a tratar como possessão?
Não poderá a centralidade atlântica dos Açores torná-los uma potência oceânica?
Capaz de rivalizar com muitos países da União Europeia?
Não serão os Açores que dão profundidade atlântica, não só a Portugal como à Europa?
Os avanços tecnológicos têm vindo a confirmar o potencial do mar imenso que os rodeia.
Foi a globalização e o digital, que permitiu a descoberta de quão importantes são os Açores.
Trata-se dum novo paradigma.
Daí a urgência dos açoreanos não se resignarem em serem apenas uma grande autarquia da metrópole centralista.
O projecto de autonomia concedida, já lá vão quatro décadas, não se terá esgotado?
Sem novas formas inovadoras de organização política, não estarão os Açores condenados, como a história regista, a mais um “ciclo” com milhares de concidadãos a ficarem para trás?
Será tal possível sendo Portugal um Estado Unitário?
Na Causa Açoreana não podemos admitir que um terço do seu Povo seja pobre ou esteja em risco de lá cair, a não ser que a emigração volte a ser a solução, como o foi durante décadas e até séculos.
Se bem que, nestes novos tempos, a milagrosa “carta de chamada” que os retirava da pobreza, é bem capaz de nunca chegar?
A pobreza não é um destino ou uma fatalidade, mas uma consequência de erradas opções políticas.
Temos de prover que “ o bolo” chegue para todos.
É difícil? É. É um sonho? Talvez? Mas não são os sonhos as realidades de amanhã?
No inicio do presente texto citou-se o exemplo da Islândia.
Que tal como os Açores é um território insular, mas é um país independente, com um número de habitantes ligeiramente superior, dominado por paisagens igualmente vulcânicas.
Quando se coloca a questão porque é a Islândia mais desenvolvida e com um nível de vida superior aos Açores, a resposta mais evidente é a seguinte:
Os Açores embora tenham recursos semelhantes, como pesca, energia geotérmica ou turismo, não têm conseguido desenvolver plenamente esses recursos, ao contrário da Islândia, porque sendo um país independente tem maior autonomia na gestão dos seus recursos e políticas económicas, o que tem contribuído para o seu desenvolvimento económico.
Será que a actual Organização Política e Administrativa Açoreana, possibilitará atingir-se os níveis de vida islandeses?
A maioria política dos açoreanos são sociais- democratas.
Porque não se entendem?
Plataforma comum urge!

António Benjamim
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