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Promotor Rafael Machado prevê que a primeira edição do ‘Spring Kids Festival’ reúna mais de duas mil pessoas num evento com muita animação e divertimento

No Pavilhão da Associação Agrícola, na Ribeira Grande, a 20 de Maio, vai realizar-se a primeira edição do ‘Spring Kids Festival’, um evento dedicado às crianças, organizado por Rafael Machado e Emanuel Costa. Em entrevista ao Correio dos Açores, Rafael Machado explica como surgiu a iniciativa e dá a sua visão sobre os eventos e actividades para as crianças e os jovens que acontecem no arquipélago.

Correio dos Açores – A primeira edição do ‘Spring Kids Festival’ vai acontecer a 20 de Maio. Como surgiu esta iniciativa?
Rafael Machado – Esta iniciativa surgiu porque tanto eu como o meu sócio neste evento, Emanuel Costa, trabalhamos com jovens há vários anos, desde 2006. Estive vários anos fora do arquipélago – regressei há uns três anos -, e reparei que havia uma lacuna para eventos e actividades para crianças.

Há quanto tempo este evento estava planeado? Desde que voltou aos Açores?
Desde que regressei aos Açores, esperei uns tempos para perceber como estava a situação – se havia eventos e actividades para crianças em São Miguel -, e, entretanto, em Novembro de 2023 arrancamos com este projecto.

Como foi o arranque deste evento? Conta com quantos patrocínios?
Numa primeira fase, tivemos reuniões com o Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, onde apresentámos o projecto e chegámos à conclusão que há falta de actividades e eventos infantis como este. Como é um evento dedicado às famílias, tivemos o apoio da Câmara Municipal da Ribeira Grande, que é o nosso principal patrocinador. Além da autarquia, contámos com a Auto Açoreana, que também teve todo o interesse em patrocinar, após a apresentação da nossa proposta.

Qual é a programação para o evento que vai ser realizado a 20 de Maio?
Vamos ter 15 pula-pulas, a Polícia Segurança, a participação dos Bombeiros Voluntários da Ribeira Grande, através dos nadadores-salvadores da Costa Norte, a actuação musical da Miss Cindy e da Íris Maravilha, parque insuflável e actuação de artes circenses de artistas da ilha. O evento começa às 14h00 e encerra às 21h00.

Onde se pode comprar os bilhetes para este evento?
Nós temos os nossos pontos de venda e está disponível nas nossas redes sociais, Facebook e Instagram.
Em Ponta Delgada, temos bilhetes na Auto Açoreana, no Mondo Bambino e na Panifor; na Ribeira Grande, está à venda no Bar D’Quina, na Merenda e no Melo e Melo Centro de Pneus; na Maia, temos na MEDLI Mediação de Seguros; na Povoação, está à venda na Açoróptica; e em Vila Franca do Campo, pode-se comprar no Bar da Marina.
Além destes pontos de venda, entraram em contacto connosco creches, com o objectivo de saber se poderiam ser uma das instituições aderentes. As instituições aderentes têm um preço mais em conta do que se for comprado nos postos de venda oficiais.
O evento está destinado a crianças até aos 12 anos. Mas, da experiência que tenho, trabalhando com jovens há já vários anos, uma criança com 13 ou 14 anos ainda se diverte bastante com este tipo de actividades. No entanto, se estas têm interesse ou não em ver os artistas que nós temos, depende de cada um. Com as actividades que temos no Pavilhão da Associação Agrícola, acredito que as crianças de 12, 13 e 14 anos vão-se divertir imenso.

Como está a afluência? Quantas pessoas esperam contar no evento?
No momento, a afluência está a ser boa. Estamos a vender, principalmente os packs das instituições. Contamos com cerca de 2.000 pessoas no evento.
Para um evento que está na primeira edição, acredito que é bastante gente. Temos o objectivo de continuar com este evento nos próximos anos.

Têm eventos planeados para o resto do ano? Como, por exemplo, para o Dia da Criança, a 1 de Junho?
Estamos a pensar em fazer mais eventos, mas ainda não houve qualquer agendamento.
Na Associação Desportiva Machado e Medeiros, que é uma associação que criei com o meu sócio Ricardo Medeiros, fizemos um grande evento desportivo de futebol de 11 na pré-época, a Ribeira Grande Cup. O torneio correu muito bem.

Afirmou que os Açores tinham alguma falta de eventos para as crianças. Acredita que devia haver uma maior aposta nesta área?
Claro que deverá haver uma maior aposta. Estive 20 anos fora dos Açores, e não estive apenas em Portugal continental, também estive fora do país. Estive nove anos na China a trabalhar como treinador de futebol. Verifiquei que o que existe muito cá são as actividades para crianças, ou seja, a criança depois de estar na escola durante a semana, tem sempre actividades para fazer durante o fim-de-semana, como ir aos parques infantis, que eu até acho que é espectacular. No entanto, acho que há lacunas para outras actividades infantis, por exemplo, viagens de grupo, idas a museus, grupos de crianças para irem ver jogos do CD Santa Clara. Na minha opinião, há falta disto em São Miguel.
Ou seja, não existe algo que esteja programado para se fazer em cada semana – uma semana em Ponta Delgada, outra semana na Ribeira Grande, na outra Vila Franca do Campo e assim sucessivamente. É algo esporádico. Fazem-se actividades uma vez e depois fazem outra, talvez, daqui a três meses. Considero que deveria haver mais actividades para os jovens.

Que mensagem quer deixar no âmbito desta entrevista?
Espero que as crianças se divirtam e usufruam das actividades que temos neste evento. Acredito que não há nada melhor para um pai do que ver o seu filho feliz.

Filipe Torres

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