No próximo fim-de-semana, mais de 700 voluntários do Banco Alimentar Contra a Fome irão pôr em marcha mais uma Campanha de Recolha de Alimentos, junto da população da ilha de São Miguel. Devidamente identificados, estarão nos postos de recolha colocados em mais de 40 estabelecimentos comerciais, entregando os sacos e apelando à dádiva dos alimentos mais necessários. Também estarão envolvidos em todas as operações logísticas necessárias – nos transportes, nas triagens de armazém, nas visitas de supervisão – uma participação empenhada, generosa e solidária que garante o sucesso desta Campanha.
“Agradecemos este envolvimento, imprescindível, de tantas pessoas de boa vontade, de todas as idades, destacando o grande número dos voluntários mais jovens presentes, dos grupos de escoteiros, de escolas e de catequese, aos individuais ou grupos de amigos que dão vida e a maior alegria à iniciativa”, pode ler-se no comunicado de imprensa enviado à redacção do Correio dos Açores.
Trata-se da 51ª campanha do Banco Alimentar de São Miguel. Os 21 bancos alimentares portugueses realizam apenas duas campanhas deste tipo por ano, sempre em datas comuns a todos.
Segundo a mesma nota, num momento em que os indicadores sociais da Região registam taxas de pobreza e exclusão social com aumentos muito preocupantes, pelo aumento generalizado de preços, sobretudo dos créditos à habitação e da subida do custo da alimentação mais básica, “é nossa missão apoiar as famílias economicamente mais vulneráveis para minimizar a fome e a insuficiência alimentar.”
Numa “acção contínua e quotidiana”, o Banco Alimentar está presentemente a apoiar com cabazes alimentares cerca de 500 famílias (2.823 pessoas, a maioria empregada com baixos vencimentos, sendo 40% de crianças), precisando, para garantir este nível de resposta, de 20 mil quilos de alimentos mensais, quantidade só possível de angariar se contar com a colaboração efectiva e material de empresas, entidades oficiais e dos micaelenses.
As famílias beneficiárias da ajuda alimentar são indicadas pelo Instituto da Segurança Social dos Açores, pelas nossas 71 associações parceiras distribuidoras, pela Rede de Emergência Alimentar e pelas câmaras municipais com as quais se assinaram protocolos de ajuda alimentar; o Banco Alimentar procede ainda a um rigoroso controlo para evitar duplicações na atribuição dos cabazes.
O cabaz alimentar básico distribuído é constituído por 16 produtos: arroz, atum e sardinha em conserva, salsichas, azeite, bolachas, café, cereais pequeno-almoço, farinha, enlatados ou secos de leguminosas (feijão grão, ervilha, lentilha), leite, massas, marmelada, óleo, papas e açúcar.
Será ainda possível contribuir através do site alimentestaideia.pt, ou através da campanha (Ajuda de Vale) – A Ajuda Mora ao Lado, na cadeia Continente, bem como através da entrega directa de géneros no armazém, em Ponta Delgada, ou fazendo um donativo financeiro, objecto de benefício fiscal (IBAN PT50 0018 000806727688020 35 ou MBWAY 917355330).
O Banco Alimentar apela ao contributo de todos os micaelenses “com alimentos básicos e menos perecíveis, para encher de novo o nosso armazém”, e garantir a distribuição de alimentos na resposta às necessidades das famílias micaelenses. “A sua ajuda pode ser o que falta à mesa de uma família!”, alerta a Instituição Particular de Solidariedade Social.