As avaliações às actuações dos árbitros pelo quadro de observadores concluíram numa pontuação que confere a José Pereira o primeiro lugar na classificação do Campeonato de Futebol dos Açores (CFA).
O árbitro da Associação de Futebol de Ponta Delgada (AFPD) é o melhor pela primeira vez, após 10 anos a dirigir jogos da prova regional. A posição mais satisfatória de José Pereira foi o quarto lugar em 2016/17 e a pior foi o nono em 2017/18. Na época passada classificou-se em sétimo. Em 2021/22 não arbitrou por ter pedido dispensa.
João Paulo Branco (AF Ponta Delgada), primeiro em 2022/23, acabou em quinto. Saliência para a segunda posição de Diogo Tavares. O juiz de campo da ilha de São Miguel tem vindo a afirmar-se na arbitragem açoriana. Tinha sido décimo em 2022/23.
O micaelense Vasco Almeida, há sete anos filiado na AF Horta, vencedor por duas ocasiões, terminou em terceiro.
Os sete árbitros da AFPD não ficaram em posições de descida. Seis deles classificaram-se nos oito primeiros lugares.
O regulamento determina que os três últimos descem ao quadro de ilha, tendo de permanecer um ano, no mínimo, nas provas da sua Associação para que possa ser novamente indicado para o CFA.
Cada Conselho de Arbitragem das três Associações nomeia um árbitro, da categoria regional C5, para colmatar a descida dos três árbitros. Assim decorrendo, Fernando Cerqueira será o árbitro despromovido da AFPD.
Em função da avaliação dos sete observadores, no mínimo de dois jogos e no máximo de quatro, e após análise da Comissão de Análise e Validação, a classificação desta época: 1.º José Pereira (AF Ponta Delgada), 7,981; 2.º Diogo Tavares (AFPD), 7,897; 3.º Vasco Almeida (AF Horta), 7,876; 4.º Bruno Costa (AF Angra Heroísmo), 7,84; 5.º João Branco (AFPD), 7,834; 6.º Duarte Travassos (AFPD), 7,814; 7.º Fábio Oliveira (AFPD), 7,721; 8.º João Silva (AFPD), 7,707; 9.º Bernardo Picanço (AFAH); 10.º Fernando Cerqueira (AFPD), 7,585; 11.º Samuel Moreira (AFH), 7,513; 12.º Ricardo Gonçalves (AFAH), 7,459; 13.º Tiago Brasil (AFH), 7,446; 14.º Nuno Goulart (AFAH), 7,227. Pedro Ferreira (AFAH) não obteve classificação.
Integraram o quadro de observadores Artur Teixeira, Hugo Teixeira, Diogo Andrade (AFAH), Nelson Moniz, Sérgio Costa (AFPD), Luís Silveira e Hélio Duarte (AFH).
Cada árbitro teve na época ainda em curso um subsídio de 145€ por jogo, dividido em 80€ de prémio, 15€ para a refeição, 25€ para o transporte e 25€ como compensação à perda do salário. O árbitro assistente recebe 100€ e o observador 95€.
Duarte Travassos
um caso à parte
Duarte Travassos é um caso à parte na arbitragem açoriana. É o árbitro mais antigo em actividade. Reúne junto dos praticantes, dos dirigentes e dos treinadores um apoio diferenciado pela forma como conduz os jogos.
Numa eleição inédita e surpreendente, porque não constou do regulamento divulgado a 19 de Agosto de 2023, responsáveis pelas 10 equipas (deduz-se terem sido os primeiros treinadores e os capitães) designaram o micaelense Duarte Travassos como o melhor juiz em actividade.
Travassos nunca justificou nos jogos em que foi observado notas capazes de ser primeiro. Pelo menos a partir da segunda edição. A melhor classificação obtida foi o segundo lugar em 2014/15. Nas épocas seguintes foi 3.º em 15/16; 9.º em 16/17; 5.º em 17/18; 4.º em 18/19; 3.º em 21/22 e 4.º em 22/23.
Devido à pandemia provocada pelo aparecimento do coronavirus, não houve classificações nos finais de 19/20 e de 20/21. O quadro de árbitros transitou para as épocas seguintes. Na classificação através dos votos das equipas, houve três árbitros que receberam a mesma votação, sendo, por isso, segundos: Bernardo Picanço (AFAH), Bruno Costa (AFAH) e João Branco (AFH).
