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Comissão de Trabalhadores da SATA afirma quea empresa “está à deriva”

A Comissão de Trabalhadores da SATA afirma que a empresa “está à deriva, num completo desnorte operacional, com os trabalhadores em rotura, à beira da fadiga e do burnout.”
A Comissão de Trabalhadores referiu, em comunicado, após uma reunião com os sindicatos e com o representante dos trabalhadores na administração, que “as sucessivas gerações de maus gestores e de políticas erróneas, ruinosas, infligem, na empresa, danos irreparáveis que, mesmo amplamente denunciados, teimam em repetir-se.”
“Falamos da falta de equilíbrio financeiro, da falta de planeamento de rotas, da escassez de recursos humanos em todas a áreas, do desequilíbrio entre a parte operacional e a parte comercial, da incapacidade em cumprir as necessidades de manutenção. Todos estes problemas, sobejamente conhecidos internamente, degradam a qualidade do serviço prestado, com os custos que isso acarreta, tanto para a população residente como para o turismo na Região,” lê-se no comunicado.
Segundo a Comissão de Trabalhadores, os sucessivos Governos Regionais “têm sido negligentes enquanto accionistas, permitindo a degradação permanente da melhor ferramenta de coesão territorial que pode existir numa região com a elevada descontinuidade geográfica como a nossa.”
Adianta, no mesmo comunicado, que os Conselhos de Administração e os Governos Regionais “vem e vão, sem que nunca se apurem responsabilidades e são os trabalhadores a sofrer, ciclicamente, as consequências e, conclui, “por maiores que sejam as evidências e as denuncias, a culpa morre sempre solteira.”
Considera que o actual Governo Regional dos Açores “tem mostrado a mesma atitude negligente que se evidencia, em primeira instância, na falta de nomeação de um Conselho de Administração em plenitude de funções, bem como, com provas dadas na gestão de uma companhia de Aviação Comercial.”
A Comissão de Trabalhadores manifesta a sua “enorme preocupação pelo caminho que a Companhia está a seguir.”
E, como refere, A Sata Air Açores é uma empresa “estruturante” para os Açores e “sem ela a Região não resiste. E a “mobilidade de pessoas e bens nos Açores, por via aérea, é insubstituível.” Considera que a “indefinição sobre o processo de privatização da Azores Airlines e a falta de plano estratégico para o Grupo restringem a capacidade de retoma de uma Empresa vital que a política parece apostada em agonizar.”
“Ninguém assume responsabilidades e vamos todos pagar caro. Há responsabilidades políticas a apurar e deixar avançar a Sata Air Açores nestas condições só vai conduzir a sérios prejuízos sociais e à sua sustentabilidade a curto e a médio prazo,” lê-se no comunicado.
A Comissão de Trabalhadores da Sata Air Açores pediu ao Gabinete do Presidente do Governo Regional dos Açores uma audiência no passado dia 22 de Maio, “mas até ao momento não houve resposta por parte da tutela.”
“Os trabalhadores não vão ficar inactivos a assistir à destruição da sua Empresa. Não havendo resposta por parte do Governo Regional, os Sindicatos agiram, e agirão sempre em conjunto e em conformidade na defesa da Sata Air Açores, conclui o comunicado. J.P.

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