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Danos provocados pelas enchentes na Ribeira Grande com custos estimados em meio milhão

A Câmara Municipal da Ribeira Grande ainda está a apurar os danos provocados pelas enchentes sentidas na cidade da Ribeira Grande e na freguesia da Ribeirinha na passada Segunda-feira, dia 3 de Junho. Por enquanto, há registo oficial de 20 moradias e estabelecimentos comerciais, e 20 viaturas com danos significativos, bem como outras infra-estruturas como é o caso de uma ponte na freguesia da Ribeirinha. Para fazer face aos estragos, o autarca estima que “seguramente não será um valor inferior a meio milhão de euros.”

De acordo com o comunicado da Câmara Municipal da Ribeira Grande, no decorrer desta situação, foram accionados “todos os meios de auxílio à população, nomeadamente Serviço Municipal de Protecção Civil, Bombeiros, Polícia de Segurança Pública e Juntas de Freguesia”, e procedeu-se “de imediato à activação do Plano Municipal de Emergência e ao socorro da população directamente afectada, assim como à limpeza e desobstrução de linhas de água e via pública”.
Ao Correio dos Açores, Alexandre Gaudêncio começou por dar nota de que as ocorrências sentidas na tarde da passada Segunda-feira correspondem a um fenómeno meteorológico “de que ninguém estava à espera, uma tromba de água que se abateu ontem (anteontem) sobre a cidade entre as 17h00 e as 17h45.”
E prosseguiu: “Este fenómeno fez com que duas linhas de água, nomeadamente a ribeira da Ribeirinha e da Ribeira Grande, viessem com o volume anormal de água que transbordou, provocando estragos em moradias particulares e em vias públicas, mais concretamente na zona das Gramas, centro da freguesia de Ribeirinha e Matriz da Ribeira Grande.”
Para além das 20 moradias e estabelecimentos comerciais que sofreram inundações, “até ao momento também temos cerca de 20 viaturas identificadas e ainda estamos a contabilizar. Foram também prejudicadas algumas vias públicas, nomeadamente uma ponte no centro da freguesia da Ribeirinha, que neste momento está interdita. Na zona das Gramas, a via pública ficou com muitos detritos que, entretanto, já estão a ser limpos”.
“Quanto ao centro da cidade, neste momento, estamos a fazer a limpeza em parceria com os bombeiros — estamos a falar essencialmente de retirar terra e lama — prevê-se que até ao final da tarde de hoje (ontem) fique tudo regularizado”, adiantou.
O autarca esclareceu que apenas uma família foi realojada: “Tivemos de fazer um realojamento durante a noite; todos os outros conseguiram ficar a dormir noutras divisões das habitações, ou foram para casas de familiares. O mais importante é que não há qualquer ferido”, frisou.
“Nenhuma habitação oferece perigo. Estamos a falar essencialmente de prejuízos de recheios de habitações. Uma família em particular teve de ser realojada porque os móveis da habitação foram completamente destruídos. Esta família provavelmente ainda vai dormir mais uma noite fora da sua habitação. Estamos em parceria com a Segurança Social para tentar arranjar material, para que possam pelo menos pernoitar com o mínimo de dignidade na habitação,” refere o autarca.
Alexandre Gaudêncio aproveitou a ocasião para apresentar o formulário online que se destina à comunicação de danos e pedidos de apoio, que ficou disponível ontem no site da Câmara Municipal da Ribeira Grande: “A autarquia vai disponibilizar um formulário online para que as pessoas possam submeter as situações em que foram prejudicadas. Isto para que numa primeira análise possamos fazer esse levantamento. Este levantamento já está a ser feito no terreno, mas prevemos que possam existir outras situações em que as pessoas nos queriam contactar oficialmente”, afirma.
O autarca salientou que na passada Terça-feira também estavam no “terreno as equipas da Direcção Regional da Habitação e da Segurança Social dos Açores, para fazer o levantamento dos estragos das habitações em particular, dos recheios e conteúdos de estabelecimentos comerciais para que possamos também colocar rapidamente em prática os mecanismos de apoio”.
Quanto ao valor estimado para fazer face aos estragos em moradias, estabelecimentos, comerciais, vias e infra-estruturas de maior dimensão na cidade da Ribeira Grande e na freguesia da Ribeirinha, o autarca adianta que deverá rondar meio milhão de euros.
“Fizemos uma conta muito simples. Se cada moradia reportar estragos no valor de 5 mil euros, que não será um valor fora do comum, só em estragos em moradias estamos a falar de 100 mil euros. Se acrescentarmos a isso as viaturas que ficaram danificadas – serão cerca de 20 as que estão inventariadas neste momento –, estamos a falar de mais 100 mil euros, numa média de 5 mil por cada um. Somando isso a infra-estruturas que ficaram danificadas, como pontes, seguramente não será um valor inferior a meio milhão de euros”, concluiu Alexandre Gaudêncio.

Associação Agrícola de São Miguel alerta para prejuízos na agricultura
causados pelas condições climatéricas

Em comunicado, a Associação Agrícola de São Miguel afirmou que as condições climatéricas adversas que têm ocorrido nos últimos dias, como as registadas anteontem, dia 3 de Junho, principalmente no norte da ilha, têm provocado elevados prejuízos em diversas culturas, nomeadamente, na de milho, onde se registam perdas parciais e totais nalgumas sementeiras. Alertou, também, para a necessidade de as entidades governamentais realizarem um levantamento dos prejuízos verificados em culturas e infra-estruturas de apoio à actividade agrícola, que tiveram como origem as condições climatéricas adversas que têm ocorrido na ilha de São Miguel.
Manifestou, ainda, desejar que este levantamento seja efectuado duma forma rápida e célere, e que as indemnizações aos agricultores apuradas sejam pagas no mais curto espaço de tempo, ao contrário das atribuídas no âmbito da depressão Óscar que ainda estão por regularizar. Por último, a Associação Agrícola de São Miguel, mais uma vez, lamentou “profundamente que continue a não existir um seguro de colheitas capaz de cobrir as necessidades do sector agrícola” e solicitou ao Governo Regional dos Açores e ao Governo da República “que sejam capazes de agilizar procedimentos, para que este instrumento de grande utilidade tenha a devida aplicação na Região.”

D.C.

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