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Não há como fugir ao tema

Falar novamente da SATA torna-se cansativo para quem escreve e opina sobre o que se passa na nossa terra, como é o meu caso. E porquê cansativo? Justamente por ser demasiado repetitivo.
Porém, o desnorte na SATA é de tal ordem que até levou a Comissão de Trabalhadores, no passado mês de Maio, a pedir uma audiência ao Governo Regional (que ainda não respondeu) para discutirem os problemas, e tentarem encontrar uma solução que possa minimizar os elevados prejuízos causados pelas más políticas levadas a cabo pelas sucessivas administrações que aquele grupo empresarial tem tido.
Pelo que tem vindo a público, as opções tomadas pelas sucessivas administrações no que respeita à expansão no mercado da Azores Airlines, não parece terem sido as melhores, atendendo a que falharam por falta de equipamentos, ou por outros motivos. O certo é que a “operação Porto/Estados Unidos” falhou redondamente.
Por outro lado, a “girandola de foguetes” lançada pelo pseudo-sucesso da nova rota com Milão, não parece ter sido “grande coisa” atendendo a que, segundo me informaram, o avião veio a pouco mais de 50%, ou seja pouco mais de meio. No que respeita a Londres não me apercebi se houve sucesso nesta rota, porém desconfio que tenha sido um êxito.
Tenho escrito aqui várias vezes – e não me canso de bater na mesma tecla – que a SATA INTERNACIONAL, rebatizada por AZORES AIRLINES, foi criada para fazer, não só concorrência à TAP nas ligações Açores/Continente português, como também, ligações aéreas com as nossas comunidades da Bermuda, Estados Unidos da América e Canadá.
Se esta opção tivesse tido seguimento, talvez não fossem necessárias tantas aeronaves, logo, não seriam necessárias tantas tripulações.
Mas os sucessivos governos regionais, na qualidade de únicos accionistas daquele pilar da autonomia, acharam que deveriam utilizá-la para servir determinados “devaneios turísticos” em termos de expansão de mercados e chamamento do turismo.
Se bem o pensaram, melhor o ordenaram e quem não estivesse de acordo a porta da rua era a serventia da casa.
É evidente que, quem sabia da poda e fosse contra os intentos dos vários governos regionais, não estava para “aturar” os aprendizes do ramo e saíram de cabeça erguida.
Ontem, ou anteontem (à data que escrevo) ouvi a senhora Secretária Regional do Turismo dizer aos microfones da RTP/Açores, em reposta à pergunta da jornalista sobre as recentes nomeações para administrações da Portos dos Açores e da Atlânticoline que os critérios eram a competência, idoneidade e mais não sei quê.
Ora, se os critérios são esses, porque motivo as administrações no Grupo SATA é um vaivém constante? Não será por intromissão governamental em matérias que não lhe dizem respeito, tais como a criação de novas rotas, para satisfazer apetites turísticos?
Ainda naquelas declarações, a senhora Secretária Regional também respondeu à pergunta da jornalista sobre o movimento marítimo de passageiros e viaturas afirmando que, aquele movimento, se destinava ao grupo central e ocidental e, ocasionalmente, a Santa Maria. Ou seja, S. Miguel, mais uma vez, ficou fora dos planos do governo no que toca a movimento de passageiros e viaturas.
Há já algum tempo que aquela governante, respondendo a um deputado na Assembleia Legislativa Regional disse, a respeito desta matéria, que o paradigma dos transportes de passageiros nos Açores era o avião e não o navio.
Para terminar e voltando aos aviões, só tenho a dizer que a ideia de criar um HUB no aeroporto de Ponta Delgada não cabe na cabeça de ninguém.
Não só por não haver espaço, mas também porque iria tornar a vida dos micaelenses num tormento, porque atrás do HUB vinham as pessoas.
Para mim, já temos turistas a mais em S. Miguel.
Deixem-nos em paz!

P.S. texto escrito pela antiga grafia.
9JUNHO2024

Carlos Rezendes Cabral

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