Aguardar? Desligar? Ou…Preparar?
- Ano da invasão da França pela Alemanha.
Não se acreditava que tal viesse a acontecer.
A começar pela Inglaterra.
Chamberlain seu primeiro -ministro, ficou conhecido pela sua política de apaziguamento, assinando em 1938 o chamado Acordo de Munique, cedendo a região dos Sudetas à Alemanha Nazi liderada por Adolf Hitler.
Após a invasão alemã da Polónia a 1 de setembro de 1939, que marcou o início da Segunda Guerra Mundial, Chamberlain anunciou a declaração de guerra à Alemanha dois dias depois.
Liderou o Reino Unido durante os primeiros oito meses de conflito até à sua renúncia como primeiro-ministro em 10 de maio de 1940.
A Europa volta a estar em guerra, com epicentro a leste. A Ucrânia e o seu povo são as primeiras vítimas.
Ideias se cruzam, corpos se abraçam!
Diplomacia ou hipocrisia?
A ameaça nuclear representa um perigo real e actual para a segurança global.
A posse e o potencial do uso de armas nucleares por países ou grupos extremistas geram preocupações significativas.
Devido à devastação e ao impacto catastrófico que essas armas podem causar.
Tem-se vindo a constatar a sua disseminação por mais países.
O que tem vindo a potenciar o aumento do risco de escaladas militares.
Nunca a pressão para conter essa proliferação se tornou tão urgente.
A possibilidade de grupos terroristas obterem material nuclear ou desenvolverem capacidades nucleares de forma clandestina começa já a preocupar as instâncias internacionais.
Começa a estar na ordem do dia a cooperação internacional e o recurso à segurança cibernética, no sentido de prevenir a eventual posse de armas nucleares por parte de agentes não estatais.
Respeitados observadores da realidade internacional, conhecidos por não terem sugestões catastrofistas, têm vindo a alertar para o perigo que a Humanidade nos tempos que correm, está sujeita.
Daí sugerirem que se passe a investir cada vez mais no controlo de armas, e na feitura de tratados internacionais de desarmamento e na promoção da não proliferação da ameaça nuclear.
Tem de se voltar a incrementar a diplomacia multilateral e o diálogo entre as potências nucleares.
Fundamentais para a segurança e estabilidade global.
Apesar da situação bipolar dos tempos da guerra fria ter desaparecido, tem-se vindo a assistir a um incremento da competição entre grandes potências, levando a conflitos, por enquanto circunscritos a determinadas regiões, mas não se está livre de por qualquer aparente pequena labareda, o mundo se vir a tornar numa “bola de fogo” de proporções incontornáveis.
O actual Secretário – Geral da ONU, o português António Guterres, tem vindo a ser acusado de alarmista, quando nos seus mais recentes discursos chama a atenção para a ameaça existencial em curso.
Enquanto o Irão continua a avançar com o seu programa de desenvolvimento nuclear, a China programa atingir dentro de cinco anos as mil ogivas nucleares, enquanto países como a Coreia do Sul ponderam vir a possuir as suas próprias armas de destruição maciça.
Outros clarividentes analistas mundiais voltam a colocar em cima da mesa, se o nível de risco não poderá vir a aumentar para números impensáveis, se o temível populista imprevisível Donald Trump voltar a presidir ao, ainda, maior e mais poderoso país do mundo.
Nas últimas duas décadas, a Europa e o Mundo foram afectadas por duras crises de proporções globais.
Primeiro uma crise social com origem financeira e económica e depois um desastre sanitário, com raízes na pandemia da Covid-19, para em Fevereiro de 2022, a Europa e a Nato se virem confrontados com uma guerra no seu flanco leste.
Cujo desfecho se vem tornando de difícil concretização, antes pelo contrário, a cada dia que passa, vai aumentando a suspeição de se vir a tornar uma ameaça tenebrosa, confirmando-se o atrás descrito.
A Rússia que, após a queda do muro de Berlim, manifestou interesse em fazer parte dum cenário de segurança europeia, com Putin tal projecto terminou.
A Rússia voltou a ter ambições imperialistas.
Estará a correr-se o risco do conflito russo-ucraniano, por enquanto circunscrito a estas duas nações, se vir a alargar a países fronteiriços?
Interrogam-se prestigiados estudiosos das relações internacionais e das crises subjacentes.
Outros ainda têm avançado que a experiência tem dado mostras que o discurso de Putin e de outros protagonistas de Moscovo não são, de todo, confiáveis.
Por outro lado, existem no seio da família europeia, políticos que têm subscrito que se estão a viver novos tempos, nomeadamente duma pré-guerra, jamais vivenciados desde o final da segunda guerra mundial, isto se a Rússia vier a vencer a guerra da Ucrânia.
Finaliza-se com a seguinte afirmação de Putin proferida a 13 de Março passado:
“As nações que dizem não ter linhas vermelhas em relação à Rússia devem perceber que a Rússia também não terá linhas vermelhas em relação a elas”.
António Benjamim