1 – DR. ÁLVARO MONJARDINO:- Ao abrir o jornal hoje de manhã deparo-me com a notícia do falecimento do Dr. Álvaro Monjardino, ilustre terceirense, e Açoriano com A grande. Apesar de ter nascido na ilha Terceira, não padecia do bairrismo doentio de outros seus conterrâneos.
Não tive contactos com ele, mas acompanhei o seu percurso político tendo ficado com a impressão dele ter sido um Açoriano íntegro e defensor daquela autonomia (castrada) que o PSD defendia e continua defendendo.
Como primeiro presidente – eleito – da Assembleia Legislativa Regional, fez o possível para transmitir isenção (quanto baste) que aquele cargo exige que se tenha.
Pelo que li nos Órgãos de Comunicação Social, faleceu aos 93 anos de idade, cumprindo assim aquilo a que chamamos lei da vida. Ele, como jurista ilustre, que também foi, provavelmente apercebeu-se disso.
Os Açores ficaram mais pobres. As minhas sinceras condolências à família. Sob o esplendor da luz perpétua que descanse em paz!
2 – MERCADO DA GRAÇA:- O que se passa com os processos das obras de reabilitação do Mercado da Graça é de bradar aos céus. Como diria o meu saudoso sogro, aquilo parece ter “osso de defunto”, que significa ter uma qualquer maldição que, ora por um motivo ora por outro motivo, não se consegue fazer com que as obras recomecem.
Desta feita parece ter sido uma “má avaliação” do júri do concurso público que excluiu um dos concorrentes.
É curioso notar que, este concorrente agora excluído, parece ser o mesmo que impediu a remoção atempada do monte de “bagacina” onde irá “nascer” a mais do que atrasada construção da nova cadeia de Ponta Delgada. Aliás, parece até que os concorrentes à remodelação do Mercado da Graça são os mesmos que estão envoltos no caso da nova cadeia.
Entretanto, os munícipes pontadelgadenses que utilizam aquele mercado, como é o meu caso, vão amaldiçoando a sua pouca sorte com os sucessivos atrasos daquelas obras. Até parece não haver gente competente para fazer com que a remodelação seja feita.
Depois, vêm com explicações pouco convincentes para justificar a incompetência de quem analisa o processo, alegando dificuldades burocráticas e processuais na resolução definitiva.
3 – TROTINETAS:- Não fui só eu a reclamar pela “introdução” da circulação das trotinetas na nossa cidade. Nas redes sociais e nos jornais também tem havido quem não está de acordo com tal medida.
Veio a terreiro, para defender a tal introdução, um vereador da Câmara Municipal de Ponta Delgada que, argumentou tratar-se de uma modernização desta cidade, visando a diminuição da circulação automóvel, bem como, melhorar a qualidade do ar que respiramos.
Devo dizer que estou em completo desacordo com o senhor vereador. Até parece que o senhor vereador não vive na mesma cidade que eu vivo.
Pergunto ao senhor vereador:- o senhor vê quem circula com as “benditas” trotinetas? Acha que os “trotineteiros” são pessoas que deixam o carro em casa para ir trabalhar? Não serão os jovens, porventura ainda estudando, os que utilizam aquele tipo de transporte? Será que eles costumam ir de carro para as escolas?
Quando, em muitas cidades onde foi autorizado o uso daqueles “veículos”(?) estão a legislar para a remoção das ditas cujas do tráfego citadino, Ponta Delgada, em contraciclo, autoriza a entrada e circulação de 500 (?) unidades.
Sinceramente, tenho muita pena que estas coisas estejam acontecendo na minha cidade e com uma equipa que já fez um óptimo trabalho no centro histórico.
Assim, atrevo-me novamente a solicitar para que sejam, urgentemente, revistos os processos das obras do Mercado da Graça e da autorização das trotinetas.
A continuar deste modo, não será estranho que, num futuro próximo, a Câmara Municipal “mude de mãos”.
Quando as coisas se podem evitar… evitam-se.
Os pontadelgadenses, certamente, que terão isso em consideração!
Carlos Rezendes Cabral
P.S. Texto escrito pela antiga
grafia.