A EDA Renováveis assinou ontem um contrato com o consórcio empresarial constituído pela Ormat e a CME um para adjudicação do projecto que vai duplicar a potência da Central Geotérmica do Pico Vermelho em 12 MegaWatts, no valor de 44 milhões de euros, anunciou ontem a empresa.
A assinatura do contrato “é o primeiro passo para se atingir o ambicioso objectivo de termos uma maior resiliência aos efeitos das alterações climáticas no sistema energético da Região, através da utilização de energias endógenas e renováveis, e contribuir para aumentar a auto-suficiência energética do Arquipélago,” refere a EDA Renováveis.
A assinatura deste contrato representa, para a EDA Renováveis, “um marco decisivo no caminho para a transição energética nos Açores, consolidando o compromisso da Região com um futuro mais sustentável e resiliente.”
Este projecto “reforçará a liderança da nossa região insular na produção de energia limpa e é um passo essencial para assegurar um futuro energético mais verde, seguro e independente para as gerações futuras,” salienta a empresa do grupo EDA.
“Este é um momento onde se demonstra que a Região está na vanguarda da luta contra as alterações climáticas,” realça a nota informativa da EDA Renováveis.
Em 2021 a EDA Renováveis assinou com o Governo Regional dos Açores um contrato de financiamento para o aumento da potência geotérmica nos Açores, para a produção de energia eléctrica, no âmbito do PRR, Plano de Recuperação e Resiliência, que visa contribuir para a transição energética no arquipélago.
Uma das fases do projecto consiste no incremento da potência da Central Geotérmica do Pico Vermelho de 12 MegaWatts, ou seja, uma duplicação da potência aí instalada, que “contribuirá para aumentar significativamente a produção de electricidade de origem renovável na ilha de São Miguel com contributos significativos no mix energético açoriano.”
A ampliação da Central Geotérmica do Pico Vermelho será abastecida pelo calor do fluido geotérmico produzido pelos novos poços PV12, PV13 e PV14, já construídos, os quais “têm capacidade suficiente para suportar a instalação de um novo grupo gerador de 12 MegaWatts.”
Esse investimento no incremento e revitalização da potência útil instalada em energia geotérmica permitirá um aumento da descarbonização do setor eléctrico nos Açores, por via do aumento da energia limpa por substituição de parte da energia térmica de base fóssil. Até Julho de 2024 a produção de energia eléctrica a partir de fontes renováveis representou cerca 33,8% do valor global da Região, sendo que, destes, cerca de 23% provém da geotermia.
Nesse contexto, para o aumento da potência geotérmica instalada, a EDA Renováveis lançou um concurso público internacional para uma empreitada de obras públicas para a construção da nova Central Geotérmica do Pico Vermelho.
O valor do contrato foi estimado em 44 milhões de euros, apurado com base no conhecimento do mercado, que advém da construção de outras centrais geotérmicas noutros locais do planeta, conjugado com as condições específicas do projecto e da sua execução.
Findo o prazo estabelecido para a apresentação das propostas, o contrato foi adjudicado ao consórcio constituído pela Ormat International Inc. & CME – Construção e Manutenção Electromecânica, S. A..
A Ormat International lidera o sector geotérmico global: explorando, projectando, desenvolvendo, construindo e operando centrais geotérmicas em todo o mundo. É uma empresa que “possui avançada tecnologia geotérmica e oferece flexibilidade e soluções optimizadas”.
A CME – Construção e Manutenção Electromecânica, S. A. é uma empresa portuguesa, com uma equipa multidisciplinar, “altamente qualificada”, que desenvolve projectos integrados de engenharia, procurement, construção e arranque de unidades de produção de energia, entre outros.
