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Como vai ficar o Convento das Irmãs Concepcionistas destruído pelo sismo de 1980

Quase 45 anos depois do sismo de 1 de Janeiro de 1980, que arrasou Angra do Heroísmo, vai ser recuperado um dos emblemáticos imóveis da cidade Património Mundial da UNESCO que, no século XVII foi Convento das Irmãs Concepcionistas, chegou a servir as lutas liberais nos anos 30 do século XIX e foi hospital da Santa Casa da Misericórdia entre 1834 e durante 127 anos.
Para o projecto de recuperação do edifício, actualmente em ruínas, com a degradação até das suas paredes exteriores, foi um compromisso assumido pela mesa administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo, presidida por Bento Barcelos.
A concepção da sua recuperação foi definida pela ‘MMC Arquitectura e Design Lda’ e ‘Engenharia e Especialidades – PE Projectos de Engenharia Lda’ no pressuposto de que se trata de um imóvel “de grande interesse histórico e arquitectónico” e de se “pretender, com a intervenção, reabilitar o Convento, de acordo com o seu traçado e implantação originais.”
Todo o Convento, destruído pelo sismo de 1980, entrou em “acelerado estado de degradação.” E, após o sismo, “foi unicamente ‘reconstruída’ uma das paredes da Igreja, que foi substituída por um enorme pano de betão armado, removido aquando da intervenção na igreja.
O Provedor da Santa Casa, Bento Barcelos, considera a recuperação do imóvel “fundamental” para a cidade de Angra do Heroísmo, para a Terceira e para os Açores. E uma das razões que aponta é a da “valorização de um património para o colocar ao serviço de causas sociais, sobretudo, de cuidados sociais e de saúde”.
Mas, o que vai passar a ser e como ficará, em termos arquitectónicos, o antigo Convento das Irmãs Concepcionistas? A memória descritiva do projecto elucida que a intervenção no convento “inclui toda a zona em ruína à volta do Clausto e o edifício novo virado à Rua Professor Augusto Monjardino.”
Vão passar para o convento os serviços da Provedoria da Santa Casa da Misericórdia, o que libertará espaços para a ERPI – Estrutura Residencial para Pessoas Idosas e instalação de apoios mais diretos a estes serviços.
A Unidade de Cuidados Continuados com apoio à Demência (uma área que a Misericórdia de Angra ainda não possui) será instalada em dois pisos. No piso inferior ficarão todos os serviços de apoio – balcão de enfermagem, gabinetes médicos, além de salas de actividades e de convívio, refeitório. No piso superior serão criados 12 quartos duplos e um segundo balcão de enfermagem.
A Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo dá particular importância à valência dos serviços especializados de apoio à demência até porque tem aumento o número de utentes que necessitam de cuidados especiais e específicos que, agora, vão passar a estar disponibilizados.
Por sua vez, o novo Lar de Idosos terá no piso superior quatro quartos (três duplos e um simples) com sala de actividades; e no piso inferior será criado o Cento de Dia.
O Centro de Dia, com acesso independente do exterior, terá capacidade para 36 utentes e será constituído por sala de convívio, refeitório com copa de apoio, instalações sanitárias de uso comum e um quarto duplo de descanso. Este centro poderá dar apoio tanto à Estrutura Residencial para Pessoas Idosas como à Unidade de Cuidados Continuados e ainda a utentes não residentes.
A equipa de arquitectura dá relevo ao Claustro do Convento, enquanto espaço central de confluência à volta do qual todos os espaços se desenvolvem. Será reconstruído segundo o seu desenho original, aos níveis do pavimento, o seu tanque central, colunata e os seus arcos.
Este será um espaço que se pretende que seja de “utilização intensiva” que, pela sua localização, “poderá ser utilizado como zona de actividades exteriores, nomeadamente marcha e outros exercícios físicos, jogos ou, simplesmente, área de descanso exterior.

 J.P.
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