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Fátima Sousa passa o testemunho à nora Mónica Pedro que assume o fabrico das queijadas da avó a partir da próxima semana

Fátima Sousa, de 56 anos de idade é a proprietária da fábrica das Queijadas da Avó, um negócio familiar de sucesso em Vila Franca do Campo. Biscoitos Caseiros são também ali fabricados.

A receita é da sogra, mãe do seu marido José Manuel. O casal tinha um pequeno café, onde vendiam as Queijadas, mas depois de verem que as queijadas tinham potencial, acabaram por investir numa pequena fábrica, situada na Rua Visconde da Palmeira, n.º 8.
Com uma caixa apelativa, as Queijadas são um dos produtos emblemáticos do Concelho de Vila Franca do Campo feitas à base de leite, açúcar e ovos, sendo que os restantes ingredientes é algo guardado e sob sigilo absoluto.
Fátima Sousa diz, que a sogra passou-lhe a receita, e apenas deixou escapar: “é tipo calda de caramelo de leite”.

Caixas de seis e 12 unidades

Em média são feitas cerca de 120 ou 160 Queijadas da Avó por dia, que depois, são disponibilizadas no mercado em caixas de seis e 12 unidades. “120 Queijadas da Avó necessitarão de 240 caixas de seis unidades”, precisou Fátima Sousa.
Para além das Queijadas da Avó, os Biscoitos Caseiros são outros produtos que ali são fabricados.
“Este ano, as vendas estão a correr com altos e baixos, o ano passado foi melhor e este ano está um pouco mais fraco”, mas nada que se possa comprar com o ano da pandemia da Covid-19. “Nesse ano (2020) tivemos uma quebra bastante grande, produzíamos, mas muito pouco”, recordou.
As Queijadas da Avó e os Biscoitos Caseiros são colocados à venda nos hipermercados, nalguns postos de turismo e cafés.
A fábrica labora há 26 anos, no presente com a preciosa colaboração de mais duas pessoas.
Os caixotes com um design bonito são impressos na Nova Gráfica, para depois serem, de igual modo, exportados para o continente.
Os turistas são curiosos, entram na fábrica, provam e compram as Queijadas da Avó, assim como os Biscoitos Caseiros.
Fátima Sousa é natural das Furnas e por este motivo também faz distribuição das Queijadas da Avó na Freguesia, que a viu nascer antes de casar e ir viver para a Vila Franca do Campo

Chegou a hora de passar o testemunho

A partir da próxima semana, a fábrica das Queijadas da Avó vai ser gerida, pela nora da nossa entrevistada, Mónica Pedro. “Esta é a minha última semana, que aqui estou. A partir da próxima semana, a minha nora tomará as rédeas do negócio”, revelou.
“O meu marido reformou-se e vou-lhe fazer companhia”, mas não quer dizer, que de vez em quando, não apareça ali, para dar uma ajudinha.

De recreação a paixão

Quando a nossa reportagem visitou aquela fábrica, Mónica Pedro e a sua sogra estavam a fazer os Biscoitos Caseiros.
Mónica Pedro, natural de Água D’Alto, tem 26 anos de idade é a esposa do filho de Fátima Sousa. “Estou aqui há dois anos, se bem que anteriormente já ajudava a minha sogra”. Mesmo de férias, às vezes para se entreter, Mónica Pedro dava uma ajuda na fábrica, fazendo Queijadas ou Biscoitos, e o que inicialmente foi quase uma recreação acabou por se tornar numa paixão.
Mónica Pedro vai poder contar com a preciosa colaboração da Rita, que também colabora na confecção das Queijadas da Avó e dos Biscoitos Caseiros.

18Kg de ingredientes fazem 800 Biscoitos

Diariamente, são utilizados 18kg de ingredientes na confecção dos Biscoitos Caseiros. Depois de cozidos, os Biscoitos são introduzidos nos sacos, 50 sacos por dia, e cada um dos sacos leva 16 biscoitos. Quer isto dizer, que por dia são fabricados 800 Biscoitos Caseiros provenientes dos 18Kg de ingredientes.
Sobre os ingredientes, também não revelou quais são, mas disse, que “tudo é feito com muito amor e carinho, deixando unicamente escapar, que “são os ingredientes base de um biscoito”.

Queijadas da Sogra? “Quem sabe…”

O marido tem o seu trabalho, mas “também ajuda, sempre que pode”.
O futuro a Deus pertence, mas Mónica Pedro planeia já algumas novidades para o futuro para complementar o que já existe. “Pode ser que no futuro possam aparecer novos produtos”. Queijadas das Sogra, questionamos? “Quem sabe…”, respondeu.
O horário de trabalho é relativo, e depende sempre daquilo que se planeia fazer diariamente. Por exemplo, quando são fabricadas as Queijadas da Avó, é todo o dia, das 08h00 até às 17h00 ou até às 17h30, com meia hora de interrupção para almoço, “porque não somos muito de ficar paradas”, justificou.

Marco Sousa

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