A actual Vice-presidente Kamala Harris deu na passada Quinta-feira a primeira entrevista desde que se tornou candidata, na CNN, onde também contou com a presença do actual Governador do estado de Minnesota e candidato a Vice-presidente dos Estados Unidos, Tim Walz.
De acordo com o jornal The New York Times, Kamala Harris disse que não se arrepende de ter defendido o actual Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, contra as alegações de que teria sofrido um declínio mental, afirmando que Biden tem “a inteligência, o compromisso, o discernimento e a disposição” que os norte-americanos esperam que o seu presidente tenha na frente do país.
Sobre o debate realizado em Junho, Kamala Harris salienta que Joe Biden “estava extraordinariamente forte” após a realização do mesmo debate.
Na primeira entrevista desde que se tornou o novo rosto do Partido Democrata, Kamala Harris continua a apoiar Joe Biden e o respectivo mandato, mencionando os esforços da administração para ajudar a economia a recuperar após a pandemia e o seu impulso para assegurar a fronteira que “fazem parte de um legado que vale a pena defender”.
“A história vai mostrar. Joe Biden não só liderou uma administração que alcançou esses sucessos extraordinários, mas que o carácter do homem é um de alguém que, ao longo da sua vida e carreira, incluindo como presidente, foi bastante altruísta e coloca o povo americano em primeiro lugar”, prossegue Kamala Harris.
A actual Vice-presidente pretende “virar a página sobre uma década de política que não tem sido boa para o país”, afirmando se refere a uma “era que começou há cerca de uma década”. Segundo o jornal New York Times, fez uma referência ao início da primeira campanha do ex-Presidente Donald J. Trump para a Casa Branca em 2015. A actual Vice-presidente disse que essa era representa uma ideia “distorcida” de que “a força de um líder se baseia em quem ele consegue derrubar.”
Durante a entrevista, Kamala Harris usou duas vezes o slogan da campanha – “Um novo caminho em frente” – para mostrar aos eleitores que não devem esperar por um mandato semelhante ao do Biden se ela vencer.
“Acho que as pessoas estão prontas para um novo caminho em frente, da mesma forma que gerações de americanos foram alimentadas pela esperança e pelo optimismo,” disse Kamala Harris na entrevista.
Na entrevista, a candidata dos democratas afirmou que nomeria um republicano para o seu gabinete, um movimento simbólico para mostrar que governaria de forma bipartidária. “Seria benéfico para o público americano ter um membro do meu gabinete que fosse republicano”.
Ainda segundo o New York Times Tim Walz mostrou-se muito sereno ao longo da entrevista. Ele ficou ali sentado, em silêncio, à espera que a jornalista lhe pedisse para dizer algo. A dada altura, durante o primeiro segmento da entrevista, passou oito minutos inteiros sem falar.
A eleição presidencial vai ocorrer a 4 de Novembro deste ano, onde será conhecido quem vai suceder Joe Biden na Casa Branca.
