“Monami’s Barbershop” é uma barbearia de estilo vintage diferenciada,
situada na Praceta do Aldeamento do Ilhéu, em Vila Franca do Campo.
Pedro Furtado, de 38 anos de idade é natural de Vila Franca do Campo e tirou a sua formação de barbeiro em Lisboa, mais concretamente na Academia Lúcia Piloto.
Depois disso, começou como cabeleireiro, inclusivamente a cortar cabelos a senhoras, mas rapidamente passou só a treinar, cortes para homens, primeiro lá e depois cá.
O seu pensamento era retornar à sua terra natal, porque tinha passado algum tempo no continente, inclusivamente a trabalhar. Então, no regresso teria de ter o seu próprio negócio, uma barbearia.
De regresso a casa continuou a fazer formações, umas on-line e outras em Ponta Delgada.
Curiosamente, Pedro Furtado abriu a sua barbearia “na pior altura”, em plena época da pandemia da Covid-19. Contudo, “devido ao estilo da barbearia” e à sua “boa disposição” foi caminhando na profissão, “e esta é que é a parte mais importante, até porque a prática é fundamental para ganhar e fidelizar clientes”.
De referir, que quando a nossa reportagem chegou à “Monami’s Barbershop”, o nosso entrevistado cortava o cabelo a João Couto, jogador do Clube Operário Desportivo formado no Santa Clara.
Pouca publicidade para não ter mais clientes do que pode ter
Pedro Furtado tem outros atletas da modalidade do futebol, que são seus clientes, mas também surfistas até porque o surf é uma das actividades desportivas, que pratica nos seus tempos livres. “Não faço muita publicidade, porque trabalho sozinho e não tenho muito tempo para aceitar mais clientes, para além do meu horário normal de trabalho”.
Contudo, em dias de festa não tem outro remédio senão ficar a trabalhar até mais tarde. “Normalmente são oito horas de trabalho por dia, que nas festas de Vila Franca do Campo fazem aumentar a carga horária de trabalho, onde até há dias em que as coisas parecem mais difíceis do que o normal”.
O espaço abre de terça-feira a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Domingo e segunda-feira são dias de folga, “mas nas festas, segunda-feira deixa de ser dia de descanso e passa a ser dia de trabalho também. Trabalhar por conta própria dá nisso”.
“Bom dia, mon ami”
Sobre o nome da sua Barbearia (Monami’s), explicou, que na escola havia um colega, que diariamente lhe dizia: “Bom dia, mon ami”, que em francês significa meu amigo. Assim, “mon mi” passou a ser a sua alcunha e é assim que é conhecido em Vila Franca do Campo. Esta realidade não lhe tira o sono, até porque virou barbearia (Monami’s Barbershop). Hoje em dia, o rapaz que lhe dizia “bom dia, mon ami” é seu cliente e “há alcunhas bem piores”.
Viajou muito antes
de regressar a casa
Pedro Furtado fez muita coisa antes de ter chegado aqui, como barbeiro. Esteve nos Estados Unidos, nas Bermudas, trabalhou na Suécia e em França, mas sempre em profissões diferentes.
Viajar e conhecer diferentes países é uma excelente maneira de vivenciar diferentes culturas e é uma experiência enriquecedora.
Esteve, de igual modo a viver em Lisboa, onde diz, que “tem também uma «doença» de família, que se chama Sporting, morando e trabalhando Lumiar, muito perto do Estádio José Alvalade.
Porém, a namorada queria viver num sítio mais calmo, e ele próprio também queria regressar à terra que o viu nasceu e assim aconteceu. “Comprei este espaço e decorei-o à minha maneira, com imagens do Tupak, que foi um rapper, actor e compositor, Kurt Cobain ou Tony Hawk, lenda do skate, conhecido por criar manobras icónicas e dar nome a uma famosa franquia de jogos, mas também tem skates. Ou seja, “tudo o que está aqui representa também, um pouco, a minha personalidade”.
“Muito ainda para aprender”
Desde pequeno, que Pedro Furtado anda de skate, mas em termos profissionais, e perspectivando o futuro diz, que “só pretende continuar a trabalhar”, justificando, que “a casa já está consolidada, não desleixar e saber cada vez mais, mantendo o foco e ir evoluindo sempre”, até porque humildemente reconhece “que tem muito ainda para aprender”.
Nos seus tempos livres continua “a andar de skate, menos vezes”, mas também gosta de surfar, onde o seu spot de surf na Vila “é no baixio, à frente do Restaurante Mercado da Vila, mas também na Praia de Água D’Alto”.
“Sempre gostei mais do skate, mas como custa menos cair no mar, tenho-me virado mais para o surf, mas também gosto de jogar futebol, agora mais com amigos e já não em clubes, como foi noutros tempos”.
Marco Sousa
