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Até que enfim!

Leio neste mesmo jornal na sua edição de sexta-feira passada uma “reportagem” publicada na página 2,interessante, esclarecedora e bem elaborada, da autoria do jornalista João Paz, que tem já trabalhos jornalísticos reconhecidos internacionalmente, sobre a possibilidade de recuperação do hotel ‘Monte Palace’ inaugurado em Abril de 1989 e imaginado em 1977.
É a 3ª tentativa, se não, a 4ª. Falharam as precedentes e a primeira, a mais emocionante, na contemporaneidade do “seu par” ‘Baía Palace’, felizmente localizado num dos extremos da praia de Água d’Alto e que sobreviveu ao seu parto.
Assisti a uma II inauguração do mesmo hotel, anos depois, uma espécie de “reanimação” concebida e conseguida por empresários portugueses da área de negócios, no mesmo dia em que o aeroporto de Ponta Delgada, com a sua pista aumentada receberia a primeira viagem dum avião a jato “airbus” de médio percurso e muitas toneladas de peso, curiosamente acabado de adquirir pela TAP. Era a sua primeira viagem para Portugal, no percurso Roma/Lisboa/Ponta Delgada/Lisboa. Na referida viagem e por razões óbvias viajaram muitas personalidades públicas e privadas que o respeito que lhes devo me impede de as mencionar sem a sua autorização. Pelo contrário, faz todo o sentido que recorde a magnifica “gala” que assinalou a reentrada em funcionamento do Monte Palace, denominação inspirada por uma “conhecida herdade madeirense ”existente no alto da Serra. Ilha da Madeira que também sugeriu o nome do hotel congénito.Abrilhantou a gala a famosa cantora brasileira Fafá de Belém.
O Hotel era o mais bonito, o mais bem enquadrado na paisagem da ilha de S. Miguel. Estar nele era também abraçar as Sete Cidades. Esta segunda tentativa de reanimação do nascituro hotel de cinco estrelas também falhou e também a história da prometedora infância do mesmo. Um ‘campo de Golf’, nas Sete Cidades? Não, de todo impossível. Seria destruir uma “relíquia natural” e ofender com violência a própria natureza.
Leio agora que finalmente o Executivo regional atual e depois de muitos, muitos outros terem passado de olhos fechados junto ao hotel que se desfazia aos bocados e era esbulhado de tudo quanto depredadores podiam levar, entendeu recuperar e restaurar um projeto que algum valor que ainda tem e mais-valias conserva à espera de quem se interesse e as saiba aproveitar.
O Governo Regional fá-lo através de um instrumento de intervenção do poder público – declaração de interesse público – para assegurar a ampliação e reestruturação do hotel.
O investimento é necessariamente vultuoso, tão extenso é o tempo de abandono e tão desolador é estado de destruição patrimonial. Todavia, os tempos são outros, a visibilidade internacional dos Açores é outra, o desenvolvimento turístico é outro ainda, e hoje os Açores estão mais próximos do resto do Mundo do que estavam quando um Airbus com muitos passageiros pela primeira vez aterrou no acabado de ampliar aeroporto de Ponta Delgada.
A alteração das circunstâncias gera condições que permitem acreditar na viabilidade da restauração do hotel naquele mesmo local que comporta enriquecimento patrimonial, turístico e paisagístico.
Um hotel com as caraterísticas do agora preconizado sempre foi um sonho para aquela linda paisagem de S. Miguel, ilha esta que fica com dois polos consistentes de convergência turística essencialmente baseada na beleza e na paz que a harmonia da natureza proporciona neste meio caminho entre a Europa e a América.
Importa que os promotores e investidores responsáveis pela realização do projecto evitem os erros do passado, e que nestes tempos atuais aproveitem a alteração das circunstâncias que são favoráveis, reúnam os recursos financeiros necessários à realização do empreendimento, aproveitando a experiência de três décadas e os seus valiosos ensinamentos.
Governo e Promotores, Bem hajam! AD

Álvaro Dâmaso

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