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Donald Trump afirma que vai contra a medida de direitos ao aborto na Flórida

O candidato do Partido Republicano e o 45.º Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, disse na passada Sexta-feira que votaria contra uma medida no estado da Flórida que expandiria o acesso ao aborto no estado, um dia depois de ter sugerido que apoiaria a medida, segundo o jornal norte-americano The New York Times.
“Eu vou votar contra”, declarou Donald Trump à Fox News, afirmando mesmo que discordava da actual proibição do seu estado de origem de abortos após 6 semanas de gravidez.
A medida que será proposta em Florida é a Emenda 5, que permitiria que as pacientes procurassem um aborto até cerca de 24 semanas de gravidez.
A recordar que na passada Quinta-feira, numa entrevista à NBC News, Donald Trump afirmou que “ia votar para que precisemos de mais de 6 semanas”. De seguida, a sua campanha esclareceu que as suas declarações não indicavam como ele votaria em Novembro.
De acordo com o jornal The New York Times, a posição de Trump recebeu várias críticas de conservadores sociais e opositores do aborto, como a Marjorie Dannenfelser, Presidente da Susan B. Anthony Pro-Life American, um grupo líder anti-aborto, que afirmou que o antigo Presidente estaria a minar uma oposição de longa data aos abortos após cinco meses de gravidez se votasse a favor da medida.
“Nós apoiamos fortemente a actual lei do batimento cardíaco da Florida”, afirmou Marjorie Dannenfelser num comunicado, acrescentando que também tinha falado em privado com o candidato dos republicanos. “Para quem acredita em traçar uma linha diferente, ainda assim deve votar contra a Emenda 4, a menos que não queiram linha alguma.”
Segundo o jornal norte-americano, o posicionamento de Trump reflete o desafio político que a questão do aborto representa para o ex-Presidente, que nomeou três juízes do Supremo Tribunal que votaram em 2022 para derrubar Roe v. Wade, eliminando as proteções constitucionais para os direitos ao aborto e abrindo caminho para que os estados liderados por republicanos restrinjam drasticamente ou proíbam completamente o procedimento.
O Governador Ron DeSantis da Florida, que perdeu para o Donald Trump nas primárias republicanas para Presidente, assinou a proibição de 6 semanas, uma das mais restritivas do país, em lei no ano passado. Na altura, Donald Trump criticou a medida como um “erro terrível”.
Os membros do Partido Democrático esperam que a reacção contínua à decisão do Supremo Tribunal os ajude em Novembro.
Entretanto, a actual Vice-presidente Kamala Harris disse num comunicado na Sexta-feira que o Donald Trump deixou a sua posição sobre o aborto “muito clara”, afirmando que muitas mulheres não sabem que estão grávidas mesmo às seis semanas.
“Confio nas mulheres para tomarem as suas próprias decisões de saúde e acredito que o Governo nunca deve interferir entre uma mulher e o seu médico”, disse Kamala Harris no comunicado.
Ainda segundo o The New York Times, na semana passada, Donald Trump afirmou nas redes sociais que a sua administração seria “óptima” para os “direitos reprodutivos” das mulheres. E na Quinta-feira, disse que exigiria que as seguradoras ou o governo federal pagassem todos os custos associados aos tratamentos de fertilização in vitro se ganhasse em Novembro.

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