No segundo trimestre deste ano foram licenciados nos Açores 278 edifícios (+28,4%); 67 reabilitações (+1,5%); 188 construções novas (+35,3%); 138 construções para habitação familiar (26,6%) e 171 fogos (+28,6%). No mesmo período foram concluídos na Região 175 edifícios (+3,6%); 133 construções novas (+9,9%); 106 construções para habitação familiar (+14%) e 114 fogos concluídos (-10,2%). Alguns crescimentos no sector da construção, nos Açores, foram os mais elevados de todas as regiões portuguesas.
No 2º trimestre de 2024, foram licenciados 6 mil edifícios em Portugal, o que representa um aumento de 1,9% em comparação com o mesmo período de 2023 (-11,9% no 1º trimestre de 2024).
Do total de edifícios licenciados, 74,8% correspondiam a construções novas, sendo que 80,7% destas eram destinadas à habitação familiar.
Os edifícios licenciados para demolição, que somaram 308 edifícios, representaram 5,1% do total de edifícios licenciados no 2º trimestre de 2024.
No 2º trimestre de 2024, cinco das nove regiões do país registaram um aumento no número total de edifícios licenciados em comparação com o mesmo período de 2023: Algarve (+34,5%); Açores (+28,7%), Oeste e Vale do Tejo (+9,9%), Grande Lisboa (+2,5%) e o Norte (+0,2%).
As quatro restantes regiões verificaram reduções neste indicador, com a maior diminuição a ser registada na Península de Setúbal (-21,5%), seguida pela Região Autónoma da Madeira (-5,6%); pelo Alentejo (-3,2%); e pelo Centro (-2,1%).
No que concerne aos tipos de construção, verificou-se um acréscimo de 2,4% no número de edifícios licenciados para construções novas em comparação com o 2º trimestre de 2023. Em relação ao trimestre anterior, este tipo de construção registou um acréscimo de 8,1%.
As obras de reabilitação, por sua vez, apresentaram um crescimento de 3% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior e um aumento de 1,7% face ao trimestre anterior.
No que se refere ao licenciamento de edifícios para construções novas, apenas as regiões da Península de Setúbal e do Norte apresentaram um decréscimo em relação ao 2º trimestre de 2023, com diminuições de 19,5% e 1%, respectivamente. Todas as demais regiões registaram aumentos, sendo que os três maiores foram observados na Região Autónoma dos Açores, (+35,3%); no Algarve (+11,6%) e na região do Oeste e Vale do Tejo (+10,5%).
Maior aumento de obras
licenciadas nos Açores
No 2º trimestre de 2024, foram licenciados 8,5 mil fogos em construções novas para habitação familiar, representando um crescimento de 6,1% em relação ao 2º trimestre de 2023, após uma diminuição de 19,6% no 1º trimestre de 2024.
A Madeira e a Península de Setúbal foram as únicas a apresentar variações negativas neste indicador, com diminuições de 49,9% e 27,3%, respectivamente. Todas as outras regiões registaram aumentos, sendo os mais significativos observados nos Açores (+28,6%); Alentejo (+21%); Oeste e Vale do Tejo (+14,1%); e Região Norte (+14%).
Em Portugal, no 2º trimestre de 2024, verificou-se um aumento de 1,8% na área total licenciada em comparação com o mesmo período do ano anterior, após uma diminuição de 21,7% no 1º trimestre de 2024. A Madeira, a Península de Setúbal e o Norte foram as únicas a apresentar variações negativas neste indicador, com diminuições de 32,4%, 26,9% e 12,5%, respectivamente. Todas as outras regiões registaram aumentos, com os mais significativos a verificarem-se nas regiões do Alentejo (+69,6%), Algarve (+53,5%) e Região Autónoma dos Açores (+31,5%).
O Norte manteve-se como o principal impulsionador em todos os indicadores, destacando-se com 37,2% dos edifícios licenciados; 37,9% das construções novas, 35,7% dos edifícios destinados à reabilitação e 49,2% dos fogos licenciados em construções novas para habitação familiar. O Centro ocupou a segunda posição no licenciamento de edifícios (18,5%); nas construções novas (18,3%) e nos edifícios destinados à reabilitação (18,4%). Na terceira posição destacaram-se duas regiões: a Grande Lisboa, que não só contribuiu com 12,2% do total de edifícios licenciados, como também ocupou a segunda posição no licenciamento de fogos em construções novas para habitação familiar (13,7%) e 17,4% das obras licenciadas para reabilitação; e o Oeste e Vale do Tejo, que contribuiu com 13,3% dos edifícios licenciados em construções novas e 5,4% das obras licenciadas para reabilitação.
A análise mensal ao longo do primeiro semestre de 2024 revela alguma volatilidade na actividade de licenciamento de edifícios, com períodos de crescimento intercalados por descidas acentuadas. No primeiro trimestre, o ano iniciou-se com uma diminuição de 1,5% em Janeiro em comparação com o mesmo mês de 2023. Em Fevereiro, registou-se um aumento de 9,0% no número de edifícios licenciados em relação ao mês homólogo do ano anterior. Este crescimento foi interrompido por uma descida acentuada de 36,8% em Março, coincidindo com a entrada em vigor, a 4 de Março de 2024, da nova legislação destinada à reforma e simplificação dos processos de licenciamento no âmbito do urbanismo, ordenamento do território e indústria. No segundo trimestre, a tendência de crescimento foi retomada em Abril, com um aumento de 9,3% face ao mesmo mês do ano anterior. Este crescimento foi seguido por um decréscimo de 5,1% em Maio e um novo aumento de 3,4% em Junho.
Açores com mais 3,8%
de obras concluídas
No 2º trimestre de 2024, estima-se que tenham sido concluídos 4,1 mil edifícios em Portugal, incluindo construções novas, ampliações, alterações e reconstruções. Este número representa uma diminuição de 6,2% em relação ao 2º trimestre de 2023 (-13,5% no 1º trimestre de 2024).
As construções novas continuam a predominar, representando 84,2% do total de edifícios concluídos, com 83,3% dessas novas construções destinadas à habitação familiar.
Apenas três regiões verificaram aumentos no número de edifícios concluídos: Grande Lisboa (+21,1%); Açores (+3,6%) e Oeste e Vale do Tejo (+2,0%). As restantes regiões registaram decréscimos nesta variável, com as maiores diminuições a ocorrerem no Algarve, que apresentou a maior redução (-32,2%); seguida pela Madeira (-25,8%); e pelo Alentejo (-23,4%).
Em comparação com o 2º trimestre de 2023, verificou-se um decréscimo de 4,2% nas obras concluídas em construções novas. A Grande Lisboa, a Região Autónoma dos Açores e a região Oeste e Vale do Tejo foram as únicas a observar aumentos no número de construções novas concluídas, com variações de +19,2%, +9,9% e +5,2%, respectivamente.
No 2º trimestre de 2024, as obras concluídas para reabilitação diminuíram em Portugal 15,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior, após uma redução de 14,4% no 1º trimestre de 2024. Apenas a região da Grande Lisboa registou um aumento neste indicador, com uma variação positiva de 34,7%. As restantes regiões apresentaram decréscimos, com as maiores reduções a serem observadas no Algarve (-33,3%), na Região Autónoma da Madeira (-32,4%) e no Alentejo (-30,8%).
No mesmo período, foram concluídos 6,5 mil fogos em construções novas para habitação familiar, representando um aumento de 12,3% em comparação com o 2º trimestre de 2023, após uma diminuição de 5,7% no 1º trimestre de 2024. Apenas três regiões registaram decréscimos neste indicador: Grande Lisboa (-29,0%); os Açores (-10,2%) e Alentejo (-1,3%).
