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“Novo ciclo governativo permite transformar Região de necessidades em Região de oportunidades”, afirmou José Manuel Bolieiro

O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, participou, como orador convidado, nas comemorações dos 30 anos da Academia do Bacalhau de São Miguel, em Ponta Delgada, num jantar-conferência com a temática “Os Açores de hoje e perspetivas”.
José Manuel Bolieiro sublinhou que “a longevidade desta instituição é representativa da vitalidade dos princípios” que as academias do bacalhau se propuseram a preservar, bem como da forma empreendedora como têm conseguido manter os seus traços identitários ao longo do tempo, afirmando, através da gastronomia, a portugalidade e a açorianidade no mundo.
O governante destacou três importantes valores desta academia: a amizade, o convívio e a solidariedade. “A amizade junta, o convívio enaltece e a solidariedade afirma o carácter, da academia e dos seus compadres”, sublinhou.
Na sua palestra, o Presidente do Governo abordou os três períodos históricos da democracia autonómica dos Açores: a Autonomia Progressiva, marcada pelo início do processo de conquista dos direitos autonómicos; a Autonomia Cooperativa, caracterizada pela colaboração entre as instituições regionais e nacionais; “e, finalmente, a Autonomia de Responsabilização, uma democracia de cidadania, cada vez mais plural e participada, e inaugurada sob a sua liderança.”
O líder do executivo açoriano sublinhou que a sua governação “deu início a esta nova era marcada por uma maior responsabilização das autoridades regionais, com enfoque na prestação de contas e na transparência.”
Durante a sua intervenção, o Presidente do Governo explicou as duas atitudes estratégicas que o Governo dos Açores tem adotado: “a exigência de diálogo e a concertação”.
Estas duas abordagens foram expostas como “fundamentais para uma acção governativa baseada no consenso e na inclusão, inaugurando assim um ciclo na forma de governar a Região.” De acordo com José Manuel Bolieiro, “o diálogo e concertação são o reflexo de uma sociedade açoriana cada vez mais rica e participativa”.
O Presidente do Governo enfatizou ainda a importância de “ser valorizado o sentido crítico das ideias e das propostas”, destacando que “o debate e a diversidade de opiniões são essenciais para o desenvolvimento da Região e para a construção de uma governação mais eficiente e democrática”. O governante salientou ainda que “foi graças a esta postura de diálogo e a concertação que ficou resolvida a ameaça de uma greve paralisante na SATA, que seria gravosa para própria empresa.”
“Agradeço, enalteço e reconheço o excelente trabalho de diálogo e concertação que permitiu evitar uma greve e pôr em risco, a arriscada vida, de um grupo empresarial do sector público empresarial dos Açores, como é o grupo SATA”, enalteceu José Manuel Bolieiro.
E vincou: “valorizo este ciclo, que cada vez está mais fructuoso, do diálogo, da concertação, do entendimento e da responsabilização”.
Outro dos temas abordados por José Manuel Bolieiro foi “a geocentralidade e a grandiosidade dos Açores”, destacando o governante “a vasta dimensão do território, que se estende aos domínios marítimo e espacial.”
José Manuel Bolieiro referiu que os Açores “possuem um potencial ímpar, que deve ser aproveitado” para “transformar a Região de necessidades” numa “Região de oportunidades”.
O Presidente do Governo rejeitou a ideia de que os Açores “sejam periféricos e pequenos, defendendo que, pelo contrário, são uma terra de grande potencial.” Para alcançar essa transformação, o governante destacou “a importância de trabalhar com parceiros ligados à ciência, à tecnologia e ao conhecimento, pilares essenciais para um desenvolvimento sustentável e inovador.” A perspectiva dos Açores como uma Região de oportunidades, justificou, “está fortemente relacionada com as novas economias, como a economia azul, focada no mar e nos recursos marítimos, a economia espacial, que aproveita a localização estratégica dos Açores no contexto das tecnologias espaciais, e a economia verde, centrada na sustentabilidade e nas energias renováveis.
“Estas novas áreas de desenvolvimento são vistas como essenciais para o futuro da Região, contribuindo para o seu crescimento económico e para a afirmação dos Açores como um território central e dinâmico no mundo global”, concretizou.

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