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Prevenir o consumo de droga

A primeira vez que me apercebi de que nos Açores havia droga – para dar e vender – em significativa quantidade foi há muitos anos… Talvez, já bem contadas mais de seis décadas.
O cultivo da droga nos Açores, uma vez, foi identificado na costa norte de S. Miguel. E constituiu relevante matéria para constar de reportagem que a famosa revista National Geographic Magazine decidiu publicar, ao tempo. Naturalmente, a revista foi então objecto de muita e variada curiosidade como de inusitada procura.
A segunda vez, ocorreu há menos tempo. Curiosamente, também na área norte de S. Miguel.
Deu à costa, pela calada noite, expressiva quantidade de embalagens com droga de traficantes e marinheiros viajante num barco a motor perseguido pela polícia nacional no mar dos Açores. Descobertos, entenderam lançar ao mar na esperança de com a atitude escaparem à acção policial em curso e à justiça final.
Habitantes “pecadores natos” da zona, conhecedores do mar e da costa agradeceram a dádiva que não caía do Céu. Não! Mas trazida pelo mar e por ventura da aversão de Poseidon a tal tipo de produto que a crista da onda depositava nos quintais de onde todos dias pela manhã os pescadores costumavam espreitar o horizonte.
Desta feita, a matéria interessante tanto por natureza como pelo risco para a mente e para a saúde do ser humano, forneceu argumento para um filme muito visto que a iluminação internacional fez resplandecer .
Contemporaneamente, a realidade não é pouco inspiradora. São outros os tempos e distinta a história dos dias mais recentes. Vejamos retalhos da vida do combate à droga:

  • A PSP na costa norte de S. Miguel, deteve um homem de 38 anos e identificou outro de 36 anos, por se encontrarem indiciados na prática de um crime de tráfico de estupefacientes;
  • Um jovem de 19 anos foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) na ilha Terceira, nos Açores, na posse de mais de 16 quilos de droga e ficou a aguardar julgamento em prisão preventiva;
    -A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal dos Açores, identificou e deteve, em flagrante delito, um homem de 30 anos, por fortes indícios da prática do crime de tráfico de estupefacientes.
  • Foram aprendidos dez quilos e setecentas gramas de resina de haxixe, o correspondente a 21.400 doses diárias, que se encontrava na posse do detido, e digo eu, do diabo.
  • A PSP, na ilha do Pico, deteve, em flagrante delito, um homem de 56 anos, pela suspeita da prática do crime de tráfico de estupefacientes.
  • A PJ esclarece que foi desarticulada uma complexa rede. Começou em Maio de 2022, na ilha Terceira com a detenção de um homem com 21 anos e uma mulher de 26 anos, pela “posse de 14 quilos de haxixe e 1,5 quilos cocaína”, transportada de Lisboa para a referida ilha, por via aérea.
  • Segundo a PJ, a droga apreendida em determinado momento equivale a, aproximadamente, 28.000 e 7.500 doses médias individuais diárias, respectivamente.
  • Foi desmantelada uma alegada rede de tráfico de droga que abastecia a ilha Terceira. A PJ indicou que o detido tinha na sua posse “1.125 doses médias individuais diárias de cocaína, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva pelas autoridades judiciárias.
    Ainda bem que temos polícia dedicada (PJ), cooperativa, competente e eficaz que cumpre reconhecer e louvar.
    Todavia, a função da justiça (sentença) embora tenha por objectivo dissuasão e a punição é executada essencialmente sobre o mercador. Por isso, e iniciando-se agora um novo ano lectivo, é no âmbito escolar e familiar que a prevenção efectiva (dissuasão) do consumo tenha de ser conseguida, antes que o evento ocorra. A escola primária e secundária têm de dedicar um tempo lectivo, regular, como disciplina efectiva e valorativa relativa ao consumo de estupefacientes. AD
  • Álvaro Dâmaso
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