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A reprimenda e outros

Vi, na passada semana na RTP/A, parte de uma sessão do plenário da Assembleia Legislativa Regional (ALR). Confesso que não me lembro ao certo em que dia foi mas, lembro-me ter sido no dia em que, o senhor Presidente da ALR resolveu dar uma “reprimenda” a um membro do governo, pela intervenção deste na resposta a um deputado sobre o transporte de gado da ilha das Flores, por ter usado a palavra “politiquice” no modo de actuar do dito deputado. Isto foi tão grave, tão grave que, o senhor Presidente da ALR, “decretou” a suspensão dos trabalhos por um período de 15 minutos. Que esta ALR tem pouco nível, já o sabia, mas confesso que nunca pensei que chegasse a este patamar.
Voltando ao que deu origem a este “desaguisado” no entendimento do parlamentar, julgo que para satisfação dos lavradores, em substituição do actual sistema, argumenta ser necessário aumentar a escala do navio para semanal.
Pois! Certamente que o senhor deputado desconhece quanto está custando aos bolsos dos açorianos o fretamento anual do navio que serve aquela ilha, praticamente em regime de exclusividade, para receber “meia dúzia” de contentores, quiçá até menos, por viagem. Convenhamos que isto é manifestamente pouco para tão grande despesa com o navio.
Mudando de assunto e não saindo da ALR, digo que fiquei desiludido com a aprovação da mudança de cor dos nossos “carros de praça” ou carros de aluguer com condutor – que eu saiba não existem táxis nos Açores – para, no prazo de dez anos, irem alterando a cor para o preto e verde, tal qual existe na Mãe-Pátria.
A proposta foi apresentada pela Iniciativa Liberal, cujo líder regional “jura a pés juntos” ser autonomista, mas que, pelo que se vê, é tão ou mais integracionista do que o Bloco de Esquerda …por exemplo!
Por outro lado e ainda sobre a alteração da cor dos carros de praça, a senhora Secretária Regional Drª. Berta Cabral, disse que o Governo Regional está a preparar um novo regime jurídico sobre esta matéria, para adaptar à Região a legislação nacional.
É caso para dizer:- tão autonòmicos que eles são! Depois queixam-se!
Na Madeira, e pelo que me é dado observar, a publicidade à diferença entre a metrópole e aquela região está sempre presente e realçada. Os madeirenses são, e continuam querendo ser, unicamente madeirenses.
Deixemos as autonomias e voltemo-nos para uma matéria mais palpável e cada vez mais preocupante, como é o caso da segurança das pessoas.
As autoridades dizem que Ponta Delgada é uma cidade segura. Em minha opinião não é. E não é porque as notícias de agressões verbais, ou mesmo físicas, são cada vez mais frequentes; algumas delas são tão graves que, quando chegam ao tribunal, são classificadas como homicídios na forma tentada.
A acrescentar ao que acima escrevo, o consumo de droga na via pública é cada vez mais frequente e à vista dos transeuntes sem que se note, por parte dos viciados, qualquer ponta de pudor, para já não falar em respeito, por quem por eles passa.
Pelo que tenho lido parece-me que o consumo de droga na via pública não é crime, mas devia ser. Se é crime maltratar um animal – o que acho muito bem – porque motivo não o é para quem se auto-maltrata com o consumo de droga?
Dir-me-ão que as polícias não têm poderes para actuar! É um facto, sim senhor! Mas porque não se altera a legislação para se dar mais poderes às polícias? É que, isto do modo como as coisas estão é que não podem continuar. As autoridades têm que actuar!
Ou estão à espera que o povo saia à rua?!

Carlos Rezendes Cabral

P.S. Texto escrito pela
antiga grafia
15SET2024

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