O Atlantic Aquaculture Forum decorre nos dias 14 e 15 de Outubro. Reúne, em Angra do Heroísmo e na Horta, os principais interessados dos setores da economia azul e aquacultura do Atlântico. “Dos fóruns e encontros que a EMA tem desenvolvido e promovido, todos os intervenientes consideram de extrema importância olhar-se para a aquacultura como um grande promotor de reposição de stocks e para continuarmos a ter peixe nas nossas mesas” – afirma Ana Rodrigues
Correio dos Açores – Nos dias 14 e 15 deste mês realiza-se o Fórum de Aquacultura do Atlântico. Conte-nos sobre este evento.
Ana Rodrigues (Diretora Executiva da EMA) – A temática da aquacultura ainda tem muito caminho a percorrer no que diz respeito à sua plena assunção. Neste sentido, o AIR Centre em colaboração com o Governo dos Açores e a Escola do Mar dos Açores, propuseram-se reunir os principais interessados dos setores da inovação, economia azul e aquacultura de todos os países do Atlântico.
Trata-se de um fórum que ocorrerá nas ilhas Terceira e Faial, sendo que o segundo dia será aberto ao público com possibilidade de participação online.
Qual é, de momento, o panorama da aquicultura na Região?
Apesar da Região já ter algum caminho feito nesta matéria e no que diz respeito à formação técnica, ainda estamos aquém. Neste sentido, a Escola do Mar dos Açores está a preparar-se para colmatar este défice técnico na Região.
A aposta, através da incubadora da ADFMA, em termos de empresas para a implementação de projetos de aquacultura nos Açores, tem sido vinculada. Consideramos ser muito importante esta aposta em novas empresas e a sedimentação de empresas já especialistas nesta área.
Pensando no conceito de sustentabilidade, a aquacultura é o futuro? Que potencialidades existem e que benefícios trazem aos Açores?
Dos fóruns e encontros que a EMA tem desenvolvido e promovido, todos os intervenientes consideram de extrema importância olhar-se para a aquacultura como um grande promotor de reposição de stocks e para continuarmos a ter peixe nas nossas mesas, alias a tendência nacional é de aumento do consumo de peixes provenientes da aquacultura.
Será que existem os investimentos necessários para o bom funcionamento da área?
No que diz respeito à atuação da Associação para o Desenvolvimento e Formação do Mar dos Açores o maior investimento apontado é a formação de ativos nesta área do saber, até porque podem ser o motor de mais investimento externo nesta matéria nos Açores. A falta de mão de obra técnica qualificada é apontada como um dos principais entraves ao investimento do tecido empresarial.
De que forma a Escola do Mar contribui para a visibilidade desta área ?
A Escola do Mar dos Açores tem vindo a promover encontros e colóquios sobre esta temática por forma a que cada vez mais não haja dúvidas do que é a aquacultura.
O estabelecimento de protocolos com entidades que nos parecem ser de grande relevância também tem sido uma aposta como é o caso da Associação Portuguesa de Aquacultores.
Conforme já referido, é intenção da EMA, no próximo ano letivo, abrir o curso profissional de aquacultura, nível 4, dando, assim, oportunidade a todos os jovens que queiram ter carreira técnica nesta área poderem fazê-lo nos Açores.
Podemos ainda acrescentar que na incubadora de base tecnológica que está sediada na EMA já existem empresas ligadas a esta atividade.
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A Vice-Presidência do Governo Regional dos Açores organiza, em colaboração com o AIR Centre e a Escola do Mar dos Açores, o Atlantic Aquaculture Forum que decorreu ontem e prossegue hoje em Angra do Heroísmo (ler pág. 8).
Durante dois dias é discutido o planeamento e o desenvolvimento da economia azul no Atlântico.
Estão a ser igualmente debatidas a adopção de técnicas inovadoras e de novas tecnologias na prática da aquacultura, de forma a satisfazer as necessidades específicas deste sector.
José Henrique Andrade
