A Secretária Regional da Educação, Cultura e Desporto, Sofia Ribeiro, anuncia que a média da taxa de transição dos alunos EPIS nos 2.º e 3.º ciclos e ensino secundário é superior nos Açores do que no continente.
“As nossas taxas são francamente positivas e melhores que os dados registados na pré-pandemia”, declara.
A governante falava hoje à margem da cerimónia de apresentação pública da do projecto EPIS – Mediadores para o sucesso escolar, na Escola Básica Integrada de Arrifes.
Taxa de transição dos alunos
de 81,1% este ano
Em 2014/15, quando iniciou o projecto, os alunos do 3.º ciclo do ensino básico deste programa tinham uma taxa de transição de 74,5%; no ano 2023/24 a taxa é de 81,1%.
O projecto EPIS foi implementado na Região há 10 anos e o governo de coligação decidiu estender a mais alunos, escolas e níveis de ensino.
De acordo com a titular da pasta da Educação, os alunos intervencionados estão em “situações complexas, com altas taxas de insucesso”.
Depois de sinalizados pela escola, inicia-se “um processo de apoio individualizado e direccionado a cada um dos indivíduos, o que é muito importante para o combate ao abandono precoce da educação e da formação”.
A Secretária Regional recordou os resultados alcançados nos exames nacionais e que foram superiores aos do continente em disciplinas como Português e Matemática A.
4.500 alunos no EPIS
O programa EPIS já chegou a 4.500 alunos dos Açores. A Região conta já com 10 anos de presença de mediadores para o sucesso escolar. O balanço desta intervenção individualizada “é positivo”, diz a Secretária Regional da Educação, com resultados que se destacam no todo nacional.
“O balanço é francamente positivo. Os alunos intervencionados são alunos em situações complexas, são sinalizados pelas escolas, com altas taxas de insucesso e aquilo que nós verificámos é que os Açores estão a destacar-se até no todo do território nacional pelo sucesso desses alunos intervencionais,” afirmou Sofia Ribeiro à Antena 1 Açores. “São professores que estão alocados e a trabalhar individualmente com estes alunos.
Ou seja, não estão a leccionar nas suas disciplinas. Isto implica investimento em recursos humanos e esta é uma grande dificuldade que nós temos.
A prioridade na condução das políticas educativas tem que ser sempre garantir que haja professores para a leccionação. E depois é complementado com esses programas”.
A intervenção de mediadores é feita fora da sala de aula, em articulação com professores, directores de turma, família e comunidade, explicou, por sua vez, o mediador João Paulo Machado à Antena 1 Açores.
Actualmente, são abrangidos por este programa o 2.º ciclo, 3.º ciclo e o ensino secundário. A EPIS está presente em cinco ilhas e há a ambição de estender este apoio individualizado a mais ciclos e mais ilhas.
