Edit Template

Paulo do Nascimento Cabral defende o aumento da quota do atum para as Regiões Ultraperiféricas

O Eurodeputado Paulo do Nascimento Cabral defendeu “o aumento da quota do atum para as Regiões Ultraperiféricas dos Açores e da Madeira”, no âmbito do debate de ontem de manhã, na Comissão das Pescas, acerca dos preparativos para a reunião anual da Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico (ICCAT).
O Eurodeputado lembrou a situação difícil por que passam os atuneiros e os pescadores de atum, mas também a restante fileira, desde logo o sector conserveiro, que se debate também com a falta de atum, recordando que “‘os Açores são o único local onde ainda há indústria de conservas nas Regiões Ultraperiféricas, e que há algumas ilhas em que a força laboral é essencialmente direccionada para estas indústrias, representando um forte peso na economia local”.
Nesse sentido, acrescentou que “o atum é uma espécie migratória, em que há anos bons e anos maus, anos em que o atum passa, e outros em que não”, mas que “quando passa temos cumprido com as quotas que são manifestamente insuficientes para as nossas necessidades”, ressalvando a sustentabilidade da pesca do atum nos Açores, que é “reconhecida por todos”.
Paulo do Nascimento Cabral defendeu ainda que “acima de tudo é preciso ter uma nova abordagem na definição de quotas para as Regiões Ultraperiféricas dos Açores e da Madeira”, desde logo através do aumento da quota, mas também havendo a possibilidade de toda a quota não utilizada num determinado ano transitar para o ano seguinte.
Além disso, em reação à resposta da Comissão Europeia, que deu nota de que a questão das quotas de atum para as Regiões Ultraperiféricas será uma prioridade, o Eurodeputado saudou a posição apresentada, e reforçou o pedido de dar mais flexibilidade à definição das quotas, relembrando que “em 2018, foi atribuído às Regiões Ultraperiféricas um aumento de quota de 100 toneladas do atum-rabilho”, nomeadamente para as Regiões Ultraperiféricas de Portugal, Espanha, e também para a Grécia, mas que “em 2023 perdemos este aumento na quota sem qualquer justificação”, uma vez que os princípios de sustentabilidade que o justificaram se mantiveram.
Nesse sentido, Paulo do Nascimento Cabral, considerando que não houve qualquer razão para que perdêssemos esta quota, apelou a que a Comissão e representantes do Parlamento Europeu na reunião do ICCAT “defendam este aumento de quota para o atum-rabilho e para a quota do atum em geral”.
A Comissão voltou a responder a dar nota do seu empenho neste âmbito, mas reiterando que será necessário um acordo entre todas as partes e que o mesmo ainda não está conseguido. Mas que farão pressão neste sentido.
O Eurodeputado concluiu, manifestando “esperança que na próxima reunião do ICCAT se possa dar já este sinal, pois os pescadores dos Açores e da Madeira não podem ser mais uma vez prejudicados”.

Edit Template
Notícias Recentes
Preço médio do cabaz alimentar nos Açores aumentou mais de sete euros
“Um gesto, uma mudança, por um Natal mais Feliz”: solidariedade que une Portugal e os Açores
Vitória SC de Guimarães é o Campeão de Inverno
Ribeira-Chã promove 10.ª edição do Festival da Malassada
Escola Secundária da Ribeira Grande recebe amanhã sessão de dádiva de sangue
Notícia Anterior
Proxima Notícia
Copyright 2023 Correio dos Açores