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Opinião: Santa Clara escapou à acusação

O anúncio de mais um caso de justiça envolvendo o Benfica abalou o futebol português. Em causa o processo denominado “caso dos emails”, levantado em 2017 pelo director de comunicação do FC Porto, Francisco Marques, que no Porto Canal denunciou um esquema para favorecer o Benfica.
As perícias conduziram os inspectores da Policia Judiciária (PJ) a outros envolvidos. Supostas entregas de dinheiro a clubes através de transferências de jogadores com a finalidade de favorecerem o Benfica ou directamente com atletas para não se aplicarem quando defrontassem a equipa “encarnada” de Lisboa, foram investigadas.
As buscas chegaram à SAD do Santa Clara em simultâneo com as realizadas na Benfica, SAD.
A 9 de Novembro de 2020, agentes da PJ, numa operação conjunta com o Ministério Público (MP) e a Autoridade Tributária (AT), indagaram negócios relacionados com três jogadores líbios do Santa Clara. Um deles foi o extremo esquerdo Hamdou Elhouni, que representou o clube de Ponta Delgada na época de 2015/16. Em Junho de 2016 foi transferido para o clube encarnado (na foto com Luís Filipe Vieira, acusado neste processo). Nunca alinhou pelo Benfica, que o emprestou ao Desportivo de Chaves e, posteriormente, ao Desportivo das Aves, também investigado. Os outros foram o médio defensivo Mohamed Al-Gadi e o médio ofensivo Muaid Salem Ali, mais conhecido como Muaid Ellafi.
O montante da transferência de Hamdou para o Benfica não foi anunciado publicamente. Comentou-se ter sido por um valor de 500 mil euros, apesar de nas contas da sociedade terem aparecido 100 mil euros.
A investigação visava crimes de fraude fiscal, branqueamento de capitais, falsificação de documentos, participação económica em negócio e recebimento indevido de vantagem.
No despacho que deu azo ao pedido do MP de afastar o Benfica das competições desportivas num período que pode ir dos 6 meses aos 3 anos, a Santa Clara, SAD, e o ex-administrador Diogo Boa Alma, também ex-director desportivo, estão fora da acusação porque não foi possível recolher provas e, nesse sentido, acabaram por ficar ilibados.
É referido pelo MP ser difícil “confirmar a alegada oferta de vantagens patrimoniais por parte de Benfica”.

JOÃO GOULART, como neste espaço referi a 25 de Agosto, é o único açoriano a jogar num clube da Primeira Liga de futebol. O faialense, que esteve 7 anos no Sporting, desde a formação a sénior (jogou 7 minutos na equipa principal num jogo da Taça de Portugal, com o Belenenses, em Outubro de 2021, e foi suplente não utilizado em dois jogos da Liga dos Campeões), foi segunda-feira recebido em audiência pelo presidente da Assembleia Legislativa dos Açores.
Na nota do gabinete de Luís Garcia a anunciar a recepção, consta o motivo: o único açoriano a jogar no primeiro escalão do futebol português. Representa desde Julho o Casa Pia, optando pelo clube de Lisboa em detrimento do Santa Clara, que lhe ofereceu condições mais vantajosas.
Não foi dado conhecimento público do que trataram. Não deve ter sido uma simples sessão de cumprimentos, de saudação com um conterrâneo.
É uma abertura de Luís Garcia que se saúda. Espera-se que não se fique por aqui e se junte cada vez mais aos desportistas dos Açores que se revelam nas diversas modalidades, como o fez recentemente na visita ao ginásio do Clube de Actividades Gímnicas de Ponta Delgada, confraternizando com os campeões mundiais juniores de ginástica aeróbica Matilde Cymbron e Tiago Pinheiro.
Nunca é tarde para o alto magistrado na Região olhar para o desporto, até porque Luís Garcia foi vice presidente da Associação de Futebol da Horta.
Quem se lembrou fê-lo tarde. Na época passada era outro faialense a jogar na Primeira Liga portuguesa. Iuri Medeiros, hoje no Al Nars, dos Emirados Árabes Unidos, actuava no Sporting de Braga.
Com o precedente aberto, seria bom sinal se Luís Garcia recebesse mais atletas dos Açores como únicos a jogarem na Primeira Liga de futebol. Mas este precedente não pode ser apenas para o futebol. São poucos, mas há jogadores açorianos nos principais campeonatos de outras modalidades. Também têm direito a estarem na sala de recepções do Parlamento açoriano.

PAULO HENRIQUE era o outro açoriano a jogar na Primeira Liga, mas a saída do Santa Clara, no final de Agosto, para a equipa polaca do Radomiak Radom, deixou a primazia para João Goulart. Por pouco não ia à Horta ser recebido pelo presidente do Parlamento.
Como já passam dois meses da presença do micaelense no campeonato da Polónia, refira-se ser Paulo Henrique titular na equipa. Realizou seis jogos a titular na lateral esquerda, com 547 minutos em campo. O saldo é de 3 vitórias, uma para a taça, e de 3 derrotas. O Radiomiak está no 15.º lugar com 9 pontos em 10 jogos, a mesma pontuação do antepenúltimo. Baixam três equipas.

AFONSO MEDEIROS viveu no passado Domingo um momento muito especial e que fica registado na memória. Com 16 anos e 6 meses de idade, foi convocado pelo treinador Ernesto Sousa para o jogo do Vitória do Pico da Pedra com o CF Vasco da Gama, da Taça de Honra João de Brito Zeferino. Provavelmente não pensaria que seria utilizado. Aos 87 minutos entrou para o ataque rendendo Henrique Sousa.
Afonso Medeiros é o atleta mais novo a jogar na equipa sénior do Vitória em partidas oficiais.
É um sinal precursor do jovem futebolista que se aguarda profícuo, longo, mantendo o compromisso e a vontade de ser melhor após cada treino e cada jogo.

FALTA ÁGUA QUENTE não aconteceu somente nas cabinas do campo das Laranjeiras, em Ponta Delgada, sujeitando a SAD do Santa Clara a uma multa em dois jogos da equipa de Sub 23 na Liga Revelação da época passada.
Os balneários do estádio João Paulo II, em Angra, também apresentaram a mesma deficiência no passado dia 6 deste mês.
Os participantes no jogo da 8.ª jornada da Liga 3, entre o Lusitânia e o União de Santarém (1-2), não tiveram água quente na instalação gerida pelo Serviço de Desporto da Terceira.
A multa aplicada ao SC Lusitânia foi de 77€.

A UNIÃO DESPORTIVA DO PORTO FORMOSO fica na história do desporto da ilha de São Miguel e do ténis de mesa, em particular. É o primeiro clube micaelense a marcar presença no campeonato nacional.
A prática desta tão popular modalidade nos salões das freguesias da ilha cingiu-se, inicialmente, a jogos sem carácter oficial. Na década de 1970 a Associação dos Desportos de São Miguel promoveu várias provas. O entusiasmo era tanto que as salas enchiam.
Mais tarde foi o INATEL a chamar a si o ténis de mesa. Os campeonatos disputaram-se ao longo dos anos, com os campeões colectivos e individuais participando nas fases finais nacionais.
Em 2013 foi fundada a Associação de Ténis de Mesa de São Miguel. Porém, após tentativas de subida à Segunda Divisão nos últimos anos, na época passada o UD Porto Formoso conseguiu o desiderato.
A estreia, no sábado, 12 de Outubro, não correu bem, perdendo com a Fanfarra Operária, de Angra do Heroísmo, por 4-1.
O UD Porto Formoso dedicou-se ao ténis de mesa com a construção de um pavilhão na freguesia. Hoje reúne praticantes de ambos os géneros em todos os escalões etários. No currículo constam vários títulos de ilha e regionais.

José Silva

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