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A urgência do combate

Os órgãos de comunicação, quer os regionais, quer os nacionais, noticiaram o flagelo que as drogas sintéticas estão a provocar nos Açores, mormente na ilha de S. Miguel e sobretudo nos centros urbanos mais populosos.
Sabe-se que elas constituem um real perigo para a vida, para a saúde, para a estabilidade familiar e social e potenciam em larga escala a destruição dos consumidores viciados, lançando-os, muitas vezes, no mundo do crime e da violência, sem que eles tenham consciência do mal que a si provocam ao consumi-las.
Como tal, as drogas sintéticas, com a sua crescente popularidade, representam um grave desafio para a sociedade, especialmente nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, onde o consumo tem alcançado níveis alarmantes. Esta realidade não pode ser ignorada, pois tem um impacto não apenas nos consumidores, mas em toda a comunidade.
Por isso, é essencial agir rapidamente para evitar que este problema se torne ainda mais profundo. As consequências do uso de substâncias sintéticas vão para além da saúde individual; elas afetam o tecido social, a segurança pública e o futuro das novas gerações.
Uma tardia falta de intervenção poderá resultar num ciclo vicioso de dependência, violência e exclusão social, hipotecando o potencial de muitos jovens.
As autoridades têm a obrigação de intervir com urgência. Programas de prevenção, tratamento e reintegração social são fundamentais para combater esta autêntica epidemia. É necessário que as políticas públicas dêem prioridade à educação e à consciencialização, além de oferecerem apoio às famílias que sofrem com as consequências do uso de drogas.
Os pais, muitas vezes, são os primeiros a sentir o impacto deste flagelo. Eles vivem a angústia de ver os seus filhos envolvidos num mundo de dependência e desespero. O papel da família na prevenção é crucial, e isso exige que os pais se sintam apoiados e informados.
A luta contra as drogas sintéticas deve ser uma responsabilidade compartilhada entre a sociedade, as autoridades e as famílias e somente através de uma ação coordenada e urgente conseguiremos construir um futuro mais saudável e seguro para todos.
Infelizmente, a facilidade de se obter os ingredientes para se produzir tais drogas e o à-vontade com que os traficantes concretizam as suas intenções, demonstram bem o estádio a que chegamos, facilitando a que muitos jovens, infelizmente já dependentes de drogas sintéticas, possam obter tais substâncias para consumo imediato.
Na verdade, têm faltado meios e métodos eficazes no combate a esta situação alarmante, pelo que é necessário e urgente tratar este assunto de forma mais assertiva e realista, pelo que há que de forma determinada pôr mãos à obra e avançar no combate efetivo para que este mal que aflige as nossas famílias e a nossa sociedade seja não erradicado, porque isto é impossível, mas mitigado para bem de todos.
No contexto da União Europeia, no qual Portugal está inserido, os mecanismos criados para fazer face ao aparecimento de novas substâncias não têm conseguido dar uma resposta adequada a esta nova realidade, cingindo-se praticamente à mera identificação e difusão de informação, não garantindo uma resposta concertada entre os vários Estados-Membros.
Tem-se difundido a comercialização destas drogas na internet, expondo o consumidor a riscos ainda muito desconhecidos, o que faz com que o consumo destas novas substâncias psicoactivas tem crescido imenso nos últimos anos, pelo que importa estar atendo a este fenómeno para que não se torne na maior chaga deste século.

Por António Pedro Costa

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