A empresa pública Ilhas de Valor encontra-se de momento sem Conselho de Administração, após a saída do presidente Frederico Matias Tavares, como também dos dois administradores não executivos, Marco Rendeiro e Pedro da Costa.
Face ao anúncio por parte do Governo Regional da operação de privatização, no próximo ano, dos campos de golfe da Região que a empresa pública Ilhas de Valor se encontra sem gestão. Como 60 dos 73 funcionários da empresa, segundo o relatório e contas de 2023, são funcionários destes campos, prevê-se que esta sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos caminha para a sua extinção.
No relatório de contas de 2023, encontra-se comprovado que a Ilhas de Valor não tem qualquer tipo de dívida tantos às Finanças, como à Segurança Social.
No mesmo relatório é constatado que a empresa teve, o ano passado, um resultado líquido positivo em cerca de 1 milhão de euros e meio.
A empresa pública é detida pela Região em 50,56% e pelo Fundo Regional da Coesão em 49,44%.
A empresa pública Ilhas de Valor foi criada em 2005 e têm a sua sede na ilha de Santa Maria. O objectivo principal da sua criação incide no planeamento, promoção e desenvolvimento de projectos comerciais, industriais e turísticos nas ilhas de coesão, ou seja, Santa Maria, Graciosa, São Jorge, Flores e Corvo.
De momento, a empresa detém a Incubadora de Empresas em Santa Maria, a Pousada da Juventude da Fajã de Santo Cristo em São Jorge, e os campos de golfe da ilha Terceira, como também da Batalha e das Furnas na ilha de São Miguel. Até Setembro deste ano, a empresa pública ainda geria os hotéis das ilhas das Flores e Graciosa que foram privatizados.
O Correio dos Açores tentou contactar a empresa Ilhas de Valor e a resposta foi que os seus responsáveis não prestam declarações.
