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Açores aparecem na cauda do país em 2023 na transicção/conclusão do ensino secundário e só 7 dos 19 municípios têm baixas taxas de retenção no ensino básico

Os Açores foram a Região que, entre as 26 sub-regiões portuguesas tiveram a taxa mais baixa de transição/conclusão do ensino secundário do país e apenas sete dos 19 municípios da Região (entre eles o Nordeste e a Lagoa) registaram taxas de retenção no ensino básico inferior à média nacional 3,8%. Os Açores, entretanto, estão entre as sub-regiões portuguesas menos exportadoras e, por outro lado, é na Região que se detectam as taxas de abstenção mais altas em eleições em Portugal.

No ano lectivo 2022/2023, a taxa de retenção e desistência para o total do ensino básico do país foi de 3,8%. Esta taxa foi inferior para o 1.º e 2.º ciclos do ensino básico, de 1,9% e 3,6%, respectivamente, e superior para o 3.º ciclo (6,2%).
Ao nível sub-regional, todas as regiões registavam taxas de retenção e desistência no 3.º ciclo superiores ao valor total do ensino básico e, com excepção da Madeira e Terras de Trás-os-Montes, taxas sucessivamente crescentes do 1.º ao 3.º ciclo.
O Baixo Alentejo registava as taxas de retenção e desistência mais elevadas em todos os ciclos do ensino básico (4,6%, 7,4% e 10,5% para o 1.º, 2.º e 3.º ciclos, respectivamente) e o Alto Minho as menores (0,6%, 0,9% e 2,4% para o 1.º, 2.º e 3.º ciclos, respectivamente).
Para além do Alto Minho, também no Cávado e no Tâmega e Sousa a taxa de retenção e desistência do 3.º ciclo era de 2,4%.
O Alentejo Litoral apresentou, no ano lectivo 2022/2023, a maior diferença entre taxas de retenção e desistência no ensino básico por níveis de ensino: o menor valor verificou-se no 1.º ciclo (2,3%) e o maior no 3.º ciclo (9,4%).
No Algarve, 13 dos 16 municípios que compõem esta região registaram, no ano lectivo 2022/2023, taxas de retenção e desistência no ensino básico superiores à média nacional, destacando-se, com valores mais elevados, os municípios de Silves (9,9%); Albufeira (8,0%); Vila Real de Santo António (7,9%); Aljezur (7,8%); e Tavira (6,8%).
Em sete dos nove municípios da região da Grande Lisboa, as taxas de retenção e desistência no ensino básico foram superiores à referência nacional, registando os municípios de Amadora (8,3%) e Loures (7,7%) os maiores valores.
Nas Regiões Autónomas, sete dos 19 municípios que compõem a Região Autónoma dos Açores (Lajes das Flores, Lajes do Pico, Calheta, São Roque do Pico, Nordeste, Santa Cruz das Flores e Lagoa) e sete dos 11 municípios que integram a Região Autónoma da Madeira (Santana, Funchal, Santa Cruz, São Vicente, Calheta, Ponta do Sol e Câmara de Lobos) registaram taxas de retenção e desistência no ensino básico inferiores à média nacional.

Açores na cauda em termos
de transição conclusão
no ensino secundário

Em Portugal, a taxa de transição/conclusão no ensino secundário, no ano lectivo 2022/2023 foi de 90,2%, valor inferior ao do ano lectivo anterior (91,4%).
Ao nível das sub-regiões, com excepção da Madeira, verificou-se igualmente uma redução da taxa de transição/conclusão do ensino secundário entre os anos lectivos 2021/2022 e 2022/2023. Em 2022/2023, 16 das 26 sub-regiões do país superavam o valor nacional, destacando-se, com taxas de transição/conclusão no ensino secundário mais elevadas, o Tâmega e Sousa (95,2%) e o Ave (95,1%).
Os Açores (83,4%) e o Algarve (85,9%) apresentavam, comparativamente, menores taxas de transição/conclusão.

Açores entre as regiões
de menor capacidade exportadora

Em 2023, o valor nacional das exportações de bens ascendeu a cerca de 77 340 milhões de euros e o das importações de bens a 105 149 milhões de euros, o que se traduziu numa taxa de cobertura das importações pelas exportações de 73,6%.
A análise sub-regional das trocas comerciais com o estrangeiro, com base na localização da sede do operador, mostra que, em 2023, 16 das 26 subregiões do país apresentavam taxas de cobertura acima dos 100%, evidenciando-se com valores mais elevados o Baixo Alentejo (427,8%); Alentejo Litoral (229,5%); Tâmega e Sousa (217,9%); Alentejo Central (197,2%) e Ave (160,0%).
Os operadores de comércio internacional da sub-regiões da Grande Lisboa (34,4%); Algarve (53,3%); Douro (58,1%); Região Autónoma dos Açores (62,5%); e Lezíria do Tejo (66,6%), revelaram menor capacidade exportadora face ao valor das importações, o que se traduziu em taxas de cobertura abaixo da média nacional. A Grande Lisboa apresentava a taxa de cobertura das importações pelas exportações mais baixa. No entanto, foram os operadores sedeados nesta sub-região que mais contribuíam para o valor das exportações nacionais: 14,7 mil milhões de euros, o que corresponde a cerca de 19% do total de exportações de bens do país nesse ano.

Abstenção em eleições
mais significativa nos Açores

A taxa de abstenção na eleição para a Assembleia da República, realizada em 10 de Março de 2024, foi de 40,2% ao nível nacional. Este valor foi inferior ao verificado na eleição homóloga de 2022, que tinha sido de 48,6%. Verificou-se igualmente uma diminuição da taxa de abstenção nas nove regiões do país. Em 2024, as regiões autónomas dos Açores e da Madeira registaram taxas de abstenção superiores à média nacional (53,8% e 41,1%, respectivamente). As restantes regiões do país apresentaram níveis de abstenção inferior à referência nacional, tendo a Grande Lisboa registado a maior participação nesta eleição, com uma taxa de abstenção de 31,2%.
Em 82 municípios, localizados sobretudo no Interior da região Norte e nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, verificaram-se taxas de abstenção na eleição para a Assembleia da República superiores ao valor nacional. O município de Ribeira Grande registou a taxa de abstenção mais elevada do país (61,5%); e, com valores superiores a 55%, destacaram-se ainda os municípios de Vila Franca do Campo (59,4%); Lagoa (57,4%); Vila do Porto (57,1%; e Povoação (56,0%), da Região Autónoma dos Açores; e Melgaço (59,4%); Vimioso (56,2%) e Montalegre (55,4%), da região Norte.
A Região Autónoma dos Açores foi a sub-região onde se verificou a maior disparidade da taxa de abstenção entre municípios (36,4 pontos percentuais): o menor valor registou-se no Corvo (25,1%) e o maior na Ribeira Grande (61,5%).
Na eleição de 2024 para a Assembleia da República o partido/coligação mais votado obteve 28,% do total de votos, valor inferior ao verificado na eleição de 2022 (41,4%). Esta diminuição da votação no partido/coligação mais votado entre os dois actos eleitorais ocorreu em todas as sub-regiões do país, com excepção da Região de Leiria.

Ribeira Grande com maior
abstenção nas eleições europeias

A taxa de abstenção em Portugal na eleição para o Parlamento Europeu, realizada em 9 de Junho de 2024, atingiu 63,5%, tendo-se verificado um aumento da participação eleitoral em relação à mesma eleição de 2019, que registou uma taxa de abstenção de 69,3%.
A análise deste indicador ao nível sub-regional evidencia alguns contrastes entre as sub-regiões: a taxa de abstenção na eleição de 2024 para o Parlamento Europeu variou entre 48,4%, no Alentejo Litoral, e 75,8%, na Região Autónoma dos Açores.
Para além dos Açores, o Alto Tâmega e Barroso registou também uma taxa de abstenção superior à nacional (64,5%). Em 51 dos 308 municípios registaram-se taxas de abstenção superiores à nacional, localizados maioritariamente na Região Autónoma dos Açores, no Norte e no Centro.
Os municípios de Ribeira Grande (82,7%) e Vila Franca do Campo (82,4%) apresentaram as maiores taxas de abstenção na eleição de 2024 para o Parlamento Europeu.
Por outro lado, verificou-se uma maior participação eleitoral em municípios das regiões do Oeste e Vale do Tejo e do Alentejo. O município de Vila de Rei registou a taxa de abstenção mais baixa do país (14,0%).
A disparidade da taxa de abstenção entre municípios foi particularmente evidente nos Açores, com as maiores diferenças ocorridas entre os municípios de Corvo (37,0%) e Ribeira Grande (82,7%).

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