Edit Template

Trump nomeia o açordescendente Devin Nunes para o conselho de informações secretas dos EUA

Donald Trump anunciou Sábado a nomeação do lusodescendente Devin Nunes para a liderança do Conselho Consultivo de Informações do Presidente dos Estados Unidos da América. O ex-representante do Partido Republicano é actualmente presidente executivo da rede social criada pelo Presidente-eleito dos EUA, noticiou a Rádio Renascença.
Pelo que afirmou Trump na rede social Truth Social, Devin Nunes vai continuar a liderar a empresa Trump Media & Technology Group ao mesmo tempo que lidera o Conselho Consultivo de Informações – um órgão directamente ligado ao gabinete executivo do Presidente dos EUA.
“O Devin vai aproveitar a experiência como ex-presidente da Comissão de Informações da Câmara dos Representantes, e o seu papel-chave em expôr a farsa Rússia, para me dar avaliações independentes da eficácia e propriedade das actividades da Comunidade de Informações dos EUA”, explicou Donald Trump, que terminou o anúncio com “parabéns Devin!”.
O Conselho Consultivo de Informações do Presidente (President’s Intelligence Advisory Board) é responsável por aconselhar do Presidente dos EUA sobre a qualidade e adequação da recolha de informações dos serviços norte-americanos, e de outras atividades das agências. O ramo de supervisão deve aconselhar o Presidente sobre a legalidade de actividades de recolha de informações em países estrangeiros, releva a Rádio Renascença.
Devin Nunes foi representante de dois distritos eleitorais diferentes da Califórnia na Câmara dos Representantes, entre 2003 e 2022. No final de 2021, o lusodescendente, filho de portugueses que emigraram dos Açores para a Califórnia, demitiu-se para ser o presidente executivo da Trump Media & Technology Group, detentora da Truth Social – rede social criada por Trump depois de o então ex-Presidente ser expulso do Twitter pela incitação à violência na invasão ao Capitólio, a 6 de Janeiro de 2021.
Descrito como “um dos mais ardentes e estranhos defensores de Trump no Congresso” pelo “Los Angeles Times” em 2021 – após receber a Medalha Presidencial da Liberdade pelas mãos de Trump -, Devin Nunes foi presidente da Comissão de Informações da Câmara entre 2015 e 2019, e integrou a primeira equipa de transição de Donald Trump, em 2016.
Segundo a rádio Renascença, o agradecimento de Trump a Nunes deve-se a uma investigação que a Comissão de Informações da Câmara dos Representantes lançou, em 2017, à interferência da Rússia nas eleições presidenciais de 2016. No ano seguinte, Devin Nunes divulgou um memorando de quatro páginas em que alegava “a existência de uma conspiração do FBI contra Donald Trump”. Seguiu-se uma investigação da comissão liderada por Nunes ao FBI e ao Departamento de Justiça por alegado abuso de poder, que terminou sem resultados tangíveis.
Nunes destacou-se logo em 2015 pela investigação da Comissão de Informações à resposta dos EUA ao ataque coordenado de 2012 contra instalações norte-americanas em Benghazi, na Líbia, que resultou na morte do então embaixador dos EUA para a Líbia. A investigação, que se tornou numa perseguição à então candidata do Partido Democrata Hillary Clinton, durou dois anos, e terminou sem encontrar falhas nem da ex-secretária de Estado, nem de outros responsáveis da administração Obama.

Edit Template
Notícias Recentes
Programa LEADER atinge execução de 42 milhões de Euros e reforça apoio ao investimento rural
J.H. Ornelas apresenta o novo Volkswagen T-Roc em Ponta Delgada
Governo Regional aumenta capacidade de alojamento do Serviço de Apoio ao Doente Deslocado em Lisboa
Testemunho da experiência vivida por duas médicas de Medicina Geral e Familiar no Centro de Saúde da Madalena
Khamenei culpa Trump como responsável directo por mais de 3.400 manifestantes mortos no Irão
Notícia Anterior
Proxima Notícia
Copyright 2023 Correio dos Açores