O ‘Anel da Princesa’, como é conhecido o interior do Ilhéu de Vila Franca do Campo, em São Miguel, encima o ‘dossier de Imprensa’ que Portugal distribui ontem sobre a exposição mundial, que se realiza de 13 de Abril a 13 de Outubro deste ano em Osaca, no Japão e que tem por título ‘Portugal na Expo 2025 – O Oceano no Desenho das Sociedades do Futuro para as nossas Vidas”.
Nesta exposição vão estar representados 160 países e perspectiva-se que atinja os 28 milhões de visitantes e os Açores vão dar dimensão a Portugal pela sua vasta sub-área da Zona Económica Exclusiva que tem mais de mil quilómetros quadrados.
Dedicada à promoção dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e à estratégia japonesa Sociedade 5.0, a Expo 2025 Osaka vai acontecer na ilha Yumeshima, uma ilha artificial na baía de Osaka com mais de 155 hectares.
Focando a sua participação no Oceano e na preservação, Portugal propôs à organização da Expo Osaka o aprofundamento do Objectivo de Desenvolvimento Sustentável 14 – Conservar e utilizar, de forma sustentável, os oceanos, mares e recursos marinhos -, como objectivo principal; e do Objectivo de Desenvolvimento Sustentável 7 – Garantir o acesso a fontes de energia fiáveis, sustentáveis e modernas para todos -, como secundário, garantindo a sua articulação em temas relacionadas com a economia azul.
Com jurisdição sobre 48 por cento das águas marinhas da União Europeia e uma das maiores zonas económicas exclusivas do mundo, com 1,7 milhões de quilómetros quadrados, Portugal tem responsabilidades acrescidas nas questões ligadas à governação do oceano, incluindo a sua conservação, conhecimento, defesa e “exploração”. E é o milhão de quilómetros quadrados da sub-área dos Açores que dá a grande dimensão que tem a ZEE portuguesa.
Na Expo 2025 Osaka, Portugal pretende “afirmar a sua liderança na investigação científica e económica do oceano”. Estabelecendo uma ligação directa entre história do país e a da ciência, do conhecimento, da arte e da cultura, a participação portuguesa pretende “contribuir para um aprofundamento e consciência colectiva da importância de um oceano saudável.” Com esta participação, Portugal pretende ainda “impulsionar o intercâmbio profissional e de know- -how específico entre organizações nos clusters relacionados com a economia azul, valorizar a excelência da comunidade académica portuguesa e a relação desta com as empresas, apresentando projectos científicos de forma a promover a cooperação e o intercâmbio de conhecimento entre entidades nacionais e estrangeiras.”
