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Nato – Que Futuro?

Nato – 75 Anos… E os Açores
centrais para a sua continuidade!

Em 2024 a organização do Tratado do Atlântico Norte (Nato) comemorou setenta cinco anos de existência, tendo sido fundada em 1949, quatro anos após o fim da segunda guerra mundial.
É sempre oportuno e importantíssimo, ademais nos tempos que correm, recordar as razões que levaram à constituição desta organização constituida entre países democráticos da América do Norte e da Europa.
Para além do objectivo duma protecção mútua, visava a promoção da segurança e estabilidade na região do Atlântico Norte, onde os Açores são centrais, com a sua enorme extensão geo – estratégica.
As mudanças globais e os desafios emergentes, salvo algumas excepções que terminaram sempre em guerras, a Nato nas últimas décadas tem desempenhado um papel fundamental na manutenção da paz e segurança internacionais.
Salientar que por vezes pela força hegemónica dos Estados Unidos, a Nato procedeu contra os seus principios fundacionais a ataques aéreos ilegais, nomeadamente na Sérvia sendo o respectivo alvo a sua capital Belgrado, assim como à conhecida invasão do Iraque, contrariando a posição de diversos países europeus membros fundadores da Nato.
Para além da cooperação com parceiros internacionais e sem descurar a sua primordial missão da defesa colectiva, a Nato tem actuado em operações de combate ao terrorismo, que tem crescido de forma exponencial, assim como na gestão de crises.
Durante a segunda guerra mundial os Açores desempenharam uma missão central no apoio das forças aliadas, com especial destaque das Norte Americanas e das do Reino Unido.
Os Açores foram fundamentais, dada a sua localização geográfica, nas operações militares e navais durante o conflito.
A importância estratégica dos Açores manteve-se, mesmo após o fim da segunda guerra mundial, como zona primordial de apoio logístico nas operações da Nato, com a construção de instalações adequadas a esses objectivos.
São vários os desafios que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Nato) tem vindo a enfrentar nos tempos mais recentes, o que tem implicado algumas transformações e a ponderação de diversas perspectivas de como será o enquadramento do seu futuro.
As relações com a Rússia têm sido um dos principais desafios.
Não só em 2022 com a invasão da Ucrânia, como já tinha acontecido em 2014 com a anexação da Crimeia, território ucraniano, não cumprindo com o Direito Internacional e com a Carta das Nações Unidas.
O que implicou a redifinição dos planos de segurança da Nato.
O que levou esta Organização a rever e reforçar as suas forças dissuasivas colocadas nos países seus membros, situados no leste da Europa.
O que tem aumentado as tensões com Putin, senhor autocrata de Moscovo.
As ameaças não se limitam a aspectos meramente militares, mas têm-se vindo a tornar mais complexas com o surgimento da desinformação e do confronto cibernético.
O que tem conduzido os responsáveis da Nato a desenvolverem novas tácticas e estratégias.
Estabelecendo parcerias com países aliados para fortalecer a defesa cibernética e diminuir os respectivos riscos.
O que veio a enfurecer, ainda mais, os senhores do Kremlin foi a adesão da Suécia e da Finlândia.
Igualmente assistiu-se ao fortalecimento de parcerias com países não membros, como o Japão, Austrália e Nova Zelândia.
Os países integradores desta Aliança têm vindo a ser pressionados, não só pelo novo senhor da América Donald Trump, como pelas nações fronteiriças com a Rússia, para que não só cumpram com o objectivo dos 2% dos respectivos produtos internos brutos (PIB) para o orçamento da Organização, e sempre que possível o aumentarem, para fortalecer a respectiva capacidade militar.
Uma vez que, no futuro será imprescindivel ter forças rápidas e bem preparadas para responderem com prontidão e rapidez, a eventuais crises que possam por em causa a paz mundial.
Outra situação melindrosa com que a liderança da Nato tem de lidar e ultrapassar, é extirpar os “cavalos de tróia”, protagonizados por alguns países membros que têm contribuindo para uma crescente polarização, minando a unidade e a coesão da respectiva Aliança.
Do alto do seu pedestal totalitário Putin “esfrega as mãos de contentamento”.
Paralelamente o actual secretário – geral Mark Rutte, em face deste mundo cada vez mais multipolar, tem sugerido que a Nato deve integrar e adoptar novas tecnologias, como drones, sistemas de defesa antimísseis e a inteligência artificial.
Para além deste desiderato, igualmente tem colocado em cima da mesa as questões relacionadas com as mudanças climáticas, que têm vindo a gerar novos desafios. Exigindo da Aliança respostas mais sólidas e coordenadas.
Os Açores continuam a ser centrais, constituindo uma das peças-chave para que a Nato solidifique ainda mais a sua capacidade de evolução e resiliência, enfrentando com dinamismo consequente as ameaças geopolíticas, os desafios emergentes e as mudanças das tecnológicas.
Os Açores com a sua presença estratégica, continuam a ser essenciais, não só para a solidariedade e cooperação entre os membros da Nato, como para a defesa e segurança colectiva na região do Atlântico Norte.

Por: António Benjamim

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