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Associações ecológicas manifestam-se contra o uso do herbicida glifosato devido aos danos que provoca na saúde pública dos açorianos

Três associações ambientalistas açorianas enviaram aos presidentes das Câmaras Municipais dos Açores um apelo/saudação em abaixo-assinado intitulado: “A Saúde não tem preço – Não ao Glifosato!” onde se insurgem contra a utilização deste herbicida que consideram “nocivo”
Recordam que, “atendendo a que, devido aos efeitos nocivos nos ecossistemas aquáticos e na saúde humana e dos animais e tendo por base princípios de precaução relativamente aos riscos e incertezas associadas ao seu uso,” a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores proibiu em 2020 a aplicação de quaisquer produtos fitofarmacêuticos contendo glifosato, sob quaisquer das suas formas, nos espaços públicos regionais, nomeadamente zonas urbanas, zonas de lazer e vias de comunicação da Região Autónoma dos Açores.
“Atendendo a que se avolumam os estudos científicos que assinalam neste produto e nos seus derivados novos riscos para a saúde humana ainda não devidamente considerados, sendo potencialmente causantes de doenças como o cancro, doenças inflamatórias sistémicas, distúrbios neurológicos ou disrupção endócrina e que muito recentemente um estudo da Universidade do Estado do Arizona e do Translational Genomics Research Institute veio demonstrar que, mesmo em contacto breve, o glifosato pode causar danos duradouros no cérebro, nomeadamente inflamação cerebral associada a doenças neurodegenerativas como a Doença de Alzheimer,” lê-se no documento.
Relevam o facto de, na Região, nomeadamente a partir da sua proibição, “já estão a ser usados nas zonas públicas métodos alternativos aos herbicidas com glifosato, com um considerável esforço feito no desenvolvimento de metodologias e de investimentos nesta área.”
As três associações ecológicas, neste cenário, consideram “de todo incompreensível a actual alteração à legislação, aprovada recentemente na Assembleia Legislativa Regional, que permite a utilização deste herbicida nas zonas públicas regionais.” Neste contexto consideram que “a única posição sensata por parte da Assembleia Legislativa é tomar as devidas medidas para que volte a estar em vigor o texto original do Decreto Legislativo Regional 28/2020, que proibia a aplicação do glifosato nos espaços públicos.”
As associações “saúdam todos os deputados que votaram contra as alterações recentemente efectuadas e todas as pessoas individuais e colectivas que emitiram pareceres favoráveis à manutenção da legislação aprovada em 2020, incluídos organismos regionais como conselhos de ilha, autoridades científicas e outras entidades, bem como todos os subscritores da petição ‘Não ao uso do glifosato em zonas públicas nos Açores’”
“Em defesa de um melhor ambiente e da saúde pública”, apelam às Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia e demais entidades públicas e privadas para que “usem e continuem a usar métodos alternativos aos herbicidas, de que são bons exemplos a monda térmica, utilizada preferencialmente em pavimentos, a monda mecânica, utilizada sobretudo em bermas e taludes de caminhos e estradas, e também a plantação de espécies nativas e endémicas, nomeadamente arbustivas, bem como de plantas melíferas (por exemplo, trevos), nos espaços mais amplos.”
As associações ambientalistas que assinam o documento são Amigos dos Açores – Associação Ecológica; Associação para a Promoção e Protecção Ambiental dos Açores; e Núcleo dos Açores da IRIS – Associação Nacional de Ambiente.

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