A Câmara Municipal de Lagoa, através do Museu de Lagoa – Açores, inaugura, no próximo Sábado, pelas 17h00, a exposição «Neblina do Tempo» de Carlos Mota. Com curadoria de Hilda Frias, ficará patente no convento de Santo António até ao dia 18 de Maio, Dia Internacional dos Museus.
Nesta, que será a primeira exposição do ano de 2025 promovida pela Câmara Municipal de Lagoa, para além da pintura, consta um trabalho de videoarte da autoria de Maria Mattos, Daniel Santos e Carlos Mota. A inauguração desta exposição irá coincidir com a atribuição, por parte da autarquia, do nome de Numídico Bessone (1913 – 198) à sala de exposições, homenageando, assim, um lagoense que se distinguiu pelos seus trabalhos como escultor e medalhista.
Esta é a segunda vez que Carlos Mota expõe numa sala que, desde a sua reabertura ao público, tem acolhido diversas exposições de autores conceituados, refletindo a continua aposta da autarquia neste sentido. De acordo com o Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Frederico Sousa, «a realização de iniciativas como esta constitui uma peça central da nossa programação educativa e cultural, permitindo aos diferentes públicos o contato direto com as diversas formas de expressão artística contemporânea». Além disso, «estas exposições desempenham um papel essencial na formação de uma comunidade mais crítica e sensível às várias linguagens artísticas», referiu o autarca.
A curadora, Hilda Frias – doutorada em História de Arte, tendo lecionado e estruturado cursos e atividades pedagógicas em vários museus portugueses -, refere que através desta exposição é possível «realizar uma viagem através de vários continentes, culturas e eras, com as paisagens e figuras imaginadas por Carlos Mota», adiantando que a mesma nos «convida a olhar além do visível, a reconhecer as marcas do eterno que permeiam cada momento, cada rosto e cada pedaço de terra».
Carlos Mota nasceu em 1963, em Ponta Delgada, e formou-se em arquitetura de interiores no Centre desArtsDécoratifs (CAD), em Bruxelas. Entre 1994 e 1998, foi aluno de pintura de Toma Roata e de desenho de Jacques Richard. Reside e trabalha atualmente em Lisboa. O artista açoriano expõe, regularmente, em mostras individuais e coletivas, nacionais e internacionais, estando o seu trabalho representado em coleções públicas e privadas. Possui obra em acervo na Presidência Federal do Brasil, Palácio do Planalto, Brasília; no Museu Centrum, em Baku (Azerbaijan), no Consulado Geral de Portugal, em Salvador da Bahia, e Instituto de Camões. Recebeu o prémio MAC 2017 «30 anos Carreira – Pintura», pelo Movimento Arte Contemporânea Galeria, em Lisboa.
